Inclusão escolar – dúvidas importantes

Nesse vídeo estamos respondendo a mais algumas dúvidas importantes sobre o processo de inclusão escolar, visando garantir a todos os alunos, com dificuldades de aprendizagem, um acompanhamento correto.

Job and Career choice and the Allegory of the Cave

Every time people ask me about careers and jobs I immediately remember Plato’s Allegory of the Cave, and the Matrix.

Inside the cave, you cannot see reality but phantoms. This is the Matrix reality.

If you keep yourself inside the cave, your choices will be based only on the shadows, projected by a political system, for the sake of the system itself, but never for the sake of the individuals.

When you see the options, they seem to be a strategy for a standard collective consciousness, quite convenient to the Matrix dominating system.

Society suggestions are to choose the job, which will bring you more money and greater employment facilities.

So, doing this way, your job, your career, your work, will be aiming at a social goal, but not yours.

They don’t mind if you want to make difference in the world.

They don’t mind on you.

The result will always be: you will be slave of the money and of the system.

In fact, slave of Matrix.

Your feelings are that you are going to a daily sacrifice, to get money at the end of the month, to live.

It is the Allegory of the Cave, created by Plato, and very well represented by MATRIX!

Your life is made up of a few happy moments, generously allowed by the system, inside a reality of daily sacrifice, plenty of problems, stress, and so on…

While you’re inside the cave, you’re just a slave of MATRIX.

What can happen if you leave the cave?

Each of us has an inner reality that needs to be discovered, stimulated and respected.

Your reality will be discovered only when you get free from the cave.

The cave make all of us very blind, with no conditions to find the way out.

Leaving the cave, you can see, there is another meaning for life, quite different from that one, designed by Matrix, inside the cave.

Outside cave, you realize that you can reverse the concepts about lack of happiness.

Leaving the cave is, then, the first step to be taken. You will be by yourself.

The second step is analyzing who you are, for sure, going very deep inside yourself.

The third step is to identify your feelings, your emotions, your sensations, totally free from outside opinions.

You have achieved the point in which you are able to start making your correct choices.

Job and career are your very most important choice.

It will define your life.

Choose your job looking for an activity that brings you pleasure all time, every day.

You will not wake up to go to work.

You will wake up to go to your pleasure!

You will wake up to make difference in the world!

Choose your job to bring you the sensation of being acquiring and transmitting knowledge.

Choose your job to bring you the feeling that you are generating and sharing love.

Choosing your job this way, you will be building the road of real happiness.

I’m sure that’s the very best way!

Good luck!

IUPE – 2ª Reunião de Pais 2017


Olá amigos,
Nessa nossa reunião enfocaremos os seguintes assuntos:
1)Horário de chegada ao colégio e comportamento
2)Educações paralelas: emocional, política, científica e artística
3)Aprendizagem: reforço com colegas e dificuldades na mudança de ciclo
4)Aprendizagem: análise da performance da 1ª unidade, recuperações, perspectivas para a 2ª unidade
5)Participação dos pais na aprendizagem
6)O novo portal com sistema mais eficaz de controle
7)Participação professores e pais
Vamos aos tópicos:
Horário de chegada:
O portão abre às 07h00 e a primeira atividade escolar tem início às 07h30m.
Como muitos alunos estavam chegando atrasados, levamos adiante o que combinamos na reunião passada, ou seja, compensar o tempo de atraso após o meio dia, fazendo algum trabalho sobre a matéria da primeira aula.
Os alunos do Ensino Fundamental reduziram os atrasos por causa disso, mas os do Ensino Médio não ligaram para tal punição.
Para eles, então, haverá trabalho dessa matéria a ser realizado no final de semana seguinte, para entregarem à coordenação na segunda-feira ao chegar.
Comportamento – bullying:
Nossa orientação aos professores e funcionários é de encaminhar para punição imediata qualquer aluno autor de bullying.
Mesmo assim algumas ocorrências têm sido verificadas sem que a direção tenha sido informada a respeito.
Pedimos aos pais que informem à direção, via Sueli ou Caio, qualquer ocorrência que precise ser verificada a respeito.
Mas, embora esse rigor contra o bullying vá continuar a ser feito, temos que estar atentos ao outro lado da questão, que é:
Os alunos que, por algum motivo, sofrem bullying, só estarão protegidos aqui na escola, mas na vida real, na rua, em outros lugares e, mais tarde, em seus empregos, eles não terão proteção alguma.
Por isso, além da providência disciplinar, é importante que as famílias orientem seus filhos para que criem estratégias de relacionamento que anule os efeitos do bullying em sua mente.
Essa orientação é passada pelo IUPE aos alunos vítimas de bullying, visando a sua preparação emocional para a vida real.
Comportamento – palavrões
Alguns alunos insistem em usar palavrões, algumas vezes aos gritos, em sala de aula e no intervalo.
As punições serão mais severas a partir de agora.
Educação Emocional
Reiniciamos as atividades de Educação Emocional, considerada fundamental para a formação do caráter do aluno.
A cada virtude ou valor humano escolhido (esse mês é RESPEITO) os alunos farão, primeiro, uma pesquisa para encontrar textos sobre o valor; depois foram orientados para ler o texto com atenção; em seguida farão uma entrevista com familiares sobre o tema; por último produzirão um texto sobre o tema.
Na data marcada para cada turma eles entregarão o resultado da entrevista e o texto produzido.
Educação Política
Por iniciativa dos professores iniciamos um trabalho conjunto de Educação Política, visando a conscientização dos alunos para o entendimento da representatividade do grupo e das responsabilidades inerentes a isso.
Começamos com a eleição dos líderes das turmas.
Em seguida orientamos os líderes para a organização de grupos de discussão sobre temas do interesse deles e, principalmente, a forma de preparar os assuntos a serem tratados, sempre com argumentos bem fundamentados.
Esse trabalho bem orientado poderá fazer surgir a mentalidade política que precisamos ter em nosso país.
Educação Científica
O IUPE já tem, desde o ano passado, a matéria experimental LABORATÓRIO que, além de dar informações básicas sobre pesquisas e elaborações científicas, visa também orientar e estimular o aluno para a apresentação de seu trabalho na Feira de Ciências.
A partir desse mês o Ensino Médio passa, também, a ter essa matéria em sua grade curricular, de forma experimental.
Educação Artística
Solicitamos aos pais que estimulem seus filhos a participar das aulas de MÚSICA e DANÇA, atividades complementares à ARTE, que são proferidas no turno vespertino, pelas professoras Aline e Jéssica.
A dedicação à ARTE estimula a criatividade cerebral, que é hoje um dos mais importantes fatores de sucesso profissional em todas as áreas.
Aprendizagem – reforço vespertino
Foi planejado e organizado pela Professora Sueli um esquema de reforço escolar realizado pelos próprios alunos.
Os alunos com mais facilidade de entendimento em alguma matéria se disponibilizaram a ajudar seus colegas, em horários e dias pré-estabelecidos, e sob o controle da Professora Sueli.
Para esse reforço a entrada e a saída dos alunos é registrada, para melhor controle das suas famílias.
Todos os alunos em dificuldade são chamados para participar.
Alguns alunos, entretanto, estão sendo excluídos desse reforço por mau comportamento.
Para esses ainda haverá a possibilidade de ser ajudado pelos colegas, embora essa ajuda, nesse caso, só poderá ser no período matutino, no intervalo.
Aprendizagem – cuidado na mudança e ciclo
É importante que os pais dos alunos do 6º ano estejam preparados para entender a dificuldade de alguns alunos em assumir a nova realidade do Ensino Fundamental II, que é a que vai acompanha-lo daqui em diante até o seu curso superior.
Essa nova realidade é a inexistência daquela professora orientadora que o acompanha e orienta em tudo.
Agora ele tem diversos professores técnicos, que dão as aulas, mas não mais se dedicam a orientação individual de cada aluno, como é feito no ciclo primário de educação.
A responsabilidade com o seu aprendizado e com a sua organização nas aulas, daqui para a frente, passa a ser exclusivamente do próprio aluno.
Desde os 7 anos de idade, e até os 12 anos, que esse aluno, em sua fase latente de desenvolvimento, está com o seu intelecto buscando autossuficiência.
Os pais devem estimular a sua autonomia nos estudos, evitando as ajudas facilitadoras que só prejudicam essa fase de seu desenvolvimento.
Para isso é importante que os pais, em vez de dar respostas às suas perguntas, os estimulem a buscá-las em livros e sites, ou até em criar suas próprias respostas.
Para evitar que tenham medo de ter suas próprias respostas, é bom mostrar que os erros fazem parte do aprendizado e que, é pela análise dos motivos que levaram aos erros que nós, os professores, poderemos corrigir os caminhos de seu raciocínio.
Fazendo assim vocês, pais, estarão ajudando a nós, professores, a podermos orientar melhor seus filhos para o sucesso, a partir da aprendizagem real.
Aprendizagem na 1ª Unidade Letiva – análise
Durante a 1ª unidade letiva tivemos a realização de dois Conselhos de Classe, onde procuramos analisar as características de cada um dos nossos alunos.
Nosso foco está sempre concentrado em:
-Dificuldades neuropsíquicas
-Dificuldades psicológicas
-Dificuldades comportamentais
-Habilidades
-Superdotação
Ainda há muita coisa a ser analisada e, a partir de cada conclusão, tem início o planejamento de acompanhamento.
Como há muita diferença intelectual entre alunos da mesma série, implantamos o método de Dinâmica Grupal, como foi mostrado a vocês na nossa 1ª reunião de pais.
Assim todos os alunos podem ser atendidos dentro de seu nível, sem que nenhum deles seja prejudicado.
Para os alunos do 6º ano e os demais alunos novos dos outros anos escolares, essa identificação é mais demorada, principalmente porque o choque emocional que eles sentem ao trocar de escola camufla algumas dificuldades ou apresenta outras que, na realidade, não existem.
Mas ainda haverá mais um Conselho antes do recesso de meio de ano, quando esperamos já ter identificado a maioria das necessidades de acompanhamento.
Garantia da Aprendizagem Real
Para garantir a aprendizagem dos alunos é importante que todos se conscientizem de alguns conceitos importantes e que, muitas vezes, estão sendo mal interpretados.
Avaliações e notas – As avaliações, e as notas correspondentes a elas, só servem de alarme para nos avisar de que:
-Algo não foi aprendido – precisamos pesquisar a razão;
-Precisamos criar nova forma desse aluno aprender;
-Devemos insistir na sua recuperação até o esgotamento, para evitar que o aluno “jogue a toalha”.
Recuperações – As recuperações são realizadas por meio de:
-Novas avaliações, essas com data marcada;
-Estudo ativo com confirmação avaliativa oral ou escrita;
-Apresentação de aula pelo aluno.
Controle das recuperações – Esse controle é feito pelos professores de cada matéria e pela Professora Sueli e pelo Diretor Pedagógico.
Boletins da 1ª Unidade Letiva
Como alguns alunos não alcançaram a média 7,0 em algumas matérias, a direção determinou a realização de recuperação paralela e suspendeu a emissão dos boletins.
Não acreditamos em aprendizagem real quando um aluno reprovado numa unidade “compensa a média” com a nota da unidade seguinte. Para nós o aluno precisa garantir a aprendizagem de todo o conteúdo de todas as unidades.
Devido a isso as recuperações estão em andamento, e os boletins ainda não foram entregues.
Acreditamos poder fazer isso até o dia 15.
As notas no portal não estão atualizadas ainda. Só serão atualizadas após o exame das recuperações. Avisaremos a todos quando tudo estiver tudo pronto.
Participação dos pais ou responsáveis
1)Pedimos que estimulem seus filhos à pesquisa e estudo por conta própria;
2)Pedimos que evitem “ensinar” as tarefas de casa;
3)Pedimos que os pais se conscientizem de que os erros que o aluno comete são importantes para que nós, professores, possamos identificar suas dificuldades;
4)Pedimos que os pais estejam realizando alguma atividade de escrita ou leitura, perto do filho, no momento em que ele está estudando. O exemplo é o melhor estímulo que uma criança ou um adolescente pode ter.
5)IMPLORAMOS AOS PAIS para não perguntarem pelas notas dos filhos, mas, sim, perguntarem “O que você aprendeu hoje?” E pedir para que ele lhe explique.
O restante do encontro foi a apresentação do novo portal de controle escolar e, a partir daí os professores e pais puderam conversar à vontade.

IUPE Educação – Nota do aluno especial – professor regular ou de AEE?

IUPE Educação – Como matricular aluno com defasagem entre idade e intelectualidade?

Baleia azul: o que as famílias devem saber

Amigos,

Os comentários, pelos noticiários, sobre esse jogo fatal, o Baleia Azul, mostram claramente o despreparo da sociedade para o enfrentamento desse sentimento de vazio que está ocorrendo com os adolescentes, ou seja, uma total falta de motivação para com a vida,

O jogo em si, e outros semelhantes, devem ser imediatamente combatidos, isso está claro!

Mas sabemos que, ao conseguirmos combater um, sempre haverá outra “criação sinistra”, igual ou ainda pior que essa.

Não entendemos, ainda, qual a verdadeira intenção dos criadores e administradores desses jogos, mas sabemos que eles visam se aproveitar da crescente demanda dos adolescentes por compensação emocional e psíquica, estimulando atitudes de automutilação e, nesse caso específico, incitação ao suicídio.

Se pensarmos em termos de “Teoria da Conspiração”, esses jogos parecem ser uma arma para a eliminação de todos os adolescentes em estado de fragilidade emocional, para que sobrem apenas os fortes, bem preparados, e emocionalmente estáveis.

De qualquer forma, o ataque imediato aos criminosos, criadores desses jogos, deve ser realizado sim, com muito rigor e utilizando toda a tecnologia dos atuais hackers.

Mas não pode ser só isso! Enquanto essa busca estiver sendo feito, por parte das autoridades policiais, precisamos atacar as causas dessa angústia.

Nosso foco tem que estar direcionado, imediatamente, para a identificação dos motivos que provocam a NECESSIDADE desses adolescentes de tomar atitudes desesperadas contra seu próprio corpo, como a de criar dores físicas para compensar dores emocionais e psíquicas, no caso da automutilação, e nesse caso específico, o suicídio como desafio final.

Então existem as dores psíquicas que, em alguns casos, parecem ser muito fortes.

Se o adolescente estiver frágil, emocionalmente, será mais difícil tolerar essas dores.

Vamos ser claros, então, no seguinte:

São diversas as causas individuais da fragilidade e das dores psíquicas.

Já atendi a uma infinidade de situações, todas importantes e sérias, mas cada uma com uma origem diferente.

Mas há uma chave importante em tudo isso! A causa intermediária!

Em todos os casos há essa causa intermediária.

Essa causa intermediária é o gargalo pelo qual todas as causas individuais, obrigatoriamente, passarão.

Se essa causa intermediária for anulada, as causas individuais começam a perder força e estaremos no caminho certo da resolução do problema.

Vamos ver, então, primeiro, ela, para em outro momento, focarmos algumas das causas individuais mais frequentes.

A intermediária está totalmente ligada ao afastamento afetivo dos pais, em relação aos filhos, e a consequente falha na imposição de limites com amor.

Devido à necessidade de pai e mãe trabalharem, grande parte passou a ter muita dificuldade em saber garantir a educação correta dos filhos.

Muitos acreditam que devem compensar a ausência física com muito amor, mas se esquecem que a base de toda a segurança emocional do filho está na imposição de limites com afeto!

Uma educação afetiva, mas com regras e limites bem definidos, constrói uma segurança afetiva e emocional fazendo com que o filho consiga definir bem o seu papel na vida e consiga criar perspectivas de futuro.

Uma educação sem limites provoca, no filho, uma sensação de abandono, trazendo insegurança até na construção da sua identidade.

Uma educação sem amor provoca no filho um sentimento de revolta que também prejudica a sua relação com os amigos e com a sociedade.

Falta, então, essa dosagem. Educar com imposição de limites e com amor. Não pode faltar nem um nem outro.

Falta perceber o necessário momento em que o filho precisa ser ouvido pelos pais, para relatar seus sentimentos, suas dúvidas, suas dificuldades de entendimento sobre si mesmo, etc.

Falta perceber que a formação do filho não sofrerá influências externas se, em casa, ele estiver construindo uma personalidade forte.

Alguns filhos até conseguem tolerar uma educação fraca com certa tranquilidade, mas a maioria sente muita dificuldade e vai procurar ajuda fora de casa ou, onde está sendo muito mais perigoso: nas redes sociais.

Nessas redes eles encontram pessoas com angústias semelhantes às suas e, sem qualquer orientação positiva, começam a trocar experiências e sensações negativas, aumentando ainda mais suas dúvidas e intensificando ainda mais seus sentimentos depressivos.

Está aberto o caminho para que esses jovens sejam envolvidos por todo e qualquer modismo que posa ser entendido como uma compensação ou fuga!

O que as famílias não devem fazer?

Comentar sobre o jogo, sobre a automutilação, sobre drogas, ou sobre sexo, sem ter sido provocado para isso pelo próprio filho.

Comentar sobre isso só aguça a curiosidade e atrapalha mais ainda os que já estiverem fragilizados.

O que as famílias devem fazer, imediatamente?

1º) lembrar que seus filhos existem!

2º) planejar momentos sem celular, sem TV, sem computador, para conversar sobre assuntos que seus filhos quiserem conversar

3º) todas as vezes que eles quiserem falar algo, ouvi-los com atenção, até o fim das suas frases. Isso se chama “escuta ativa”!

4º) não criticar sentimentos, relato sobre emoções, relato sobre preferências, mesmo que sejam diferentes das suas.

Se você criticar eles não terão com quem falar as suas verdades. Só falarão as verdades que vocês acham certas. E deixarão as verdadeiras verdades para conversar com amigos pelas redes sociais.

5º) esteja preparado para orientar, caso sinta que eles precisam da orientação.

6º) se não souber como orientar, peça ajuda. O importante é dar apoio ou pedir apoio de quem pode dar, para evitar que eles queiram buscar fora de casa ou nas redes sociais.

7º) crie momentos de prazer em família, ao ar livre, sem celular, sem computador, sem TV, como passeios, caminhadas, trilhas, etc.

8º) crie atividades conjuntas, como criarem um novo ambiente em casa, planejarem um almoço diferente, com cada um fazendo uma comida de sua maneira, ou seja, diversão em família.

9º) imponha limites: crie o hábito de limitar o tempo de uso do celular, jogos eletrônicos, computador e TV, para um máximo de uma hora e meia, no máximo, em cada período.

10º) ainda impondo limites: crie o hábito de desligarem os celulares, tablets, computadores, bem antes de dormir e deixá-los longe do quarto.

Seguindo essas 10 dicas você estará regatando, não só a felicidade de seus filhos, como também a sua.

Isso poderá ser uma verdadeira “tábua de salvação” para as famílias, nesse momento tão conturbado que estamos passando.

Façam isso, amigos!

É o caminho! Eu tenho certeza disso!

Recebam todos um forte abraço, e:

Sejam muito felizes juntamente com seus filhos!

A deficiência que mais atrapalha a inclusão


Olá amigos,

No encontro da semana passada mostramos como interpretar e aplicar a Lei Brasileira de Inclusão.

Mas, na realidade, a própria LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), que foi publicada durante o Regime Militar, em 1969, já previa tudo o que se discute hoje sobre o atendimento correto ao deficiente.

Essa nova Lei, de 2015, apenas dá mais detalhes ao processo de inclusão.

Então, se desde 1969, já estava previsto o atendimento diferenciado para pessoas com dificuldades de aprendizagem, determinando a adaptação dos conteúdos escolares ao nível de cada um desses alunos, e se a Lei atual apenas dá mais detalhes, podemos concluir que o problema de a educação inclusiva estar sendo aplicada incorretamente está, não nas leis, mas sim em quem as interpreta erradamente.

Há, então, uma deficiência que não estava prevista em nenhuma das duas leis, que é a deficiência de interpretação dos textos legais.

E essa deficiência está na falta, não de inteligência, nem de capacidade de interpretação de textos, mas sim na falta de humanidade, na falta de respeito pelo direito dos outros, ou no excesso de orgulho, talvez por essas pessoas não serem deficientes, ou de terem tido a sorte de não terem nenhum filho com alguma dessas características especiais.

Então é bom lembrar a esses profissionais que o respeito ao aluno com algum tipo de dificuldade é nossa obrigação moral, antes mesmo de ser obrigação legal!

Uma das maiores responsabilidades do educador deve ser respeitar as diferenças de entendimento e dificuldades de aprendizagem e garantir que todos estejam sempre aprendendo a partir daquilo que já sabem.

Levar a sério essa responsabilidade significa garantir para todos o caminho da sua autossuficiência futura.

Mas sabemos que há muita resistência, por parte de alguns professores, de sair da sua zona de conforto.

Dar aula, para esses professores, significa cumprir o programa previsto para a turma. Aluno especial precisa de professor especial.

Mas é bom deixar bem claro, para todos esses, que as dificuldades decorrentes de transtornos físicos ou mentais, sejam elas dislexias, discalculias, transtorno de espectro autista, transtorno de déficit de atenção, dificuldades de fala, de audição, de visão, de movimento e, principalmente retardo mental leve, moderado ou grave, são problemas que podem acontecer com qualquer um de nós ou qualquer um de nossos filhos, a qualquer instante!

Um simples acidente pode deixar qualquer pessoa, hoje normal, igual ou pior que qualquer um dos nossos alunos especiais!

Então vamos respeitar as deficiências como se estivéssemos cuidando de nossos próprios filhos!

Será que assim fica mais fácil?

Ao raciocinarmos que aquele aluno incluído em nossa sala de aula poderia ser nosso filho, as nossas decisões sobre “o que fazer” podem ficar muito mais claras!

E é por aí que eu quero começar hoje!

Vamos pedir para que os profissionais analisem cada caso como se estivessem tratando de seus próprios filhos, porque caso contrário as decisões acabam sendo todas excludentes.

Fica muito fácil, por exemplo, decidir tirar uma criança do colégio, se ela está sendo agressiva com os demais alunos da turma!

Mas se for seu filho, antes de excluí-lo do processo educacional, qualquer um de nós procuraria ajuda para reduzir ou eliminar seus sintomas de agressividade, porque ele jamais evoluirá intelectualmente se continuar agressivo e nem será autossuficiente um dia!

Então nós, como educadores, devemos encaminhar o aluno para esse tipo de tratamento, como já conversamos em artigos sobre intolerância alimentar e acompanhamento multidisciplinar.

Fica muito fácil, também, quando encontramos um aluno numa turma do oitavo ano, mas com nível intelectual ainda na alfabetização, passar para ele as mesmas tarefas dos demais alunos e fazer as mesmas avaliações padronizadas e, ao ver que ele não soube ler, dar zero em todas as suas avaliações e atividades e, ao final do ano, colocar nas observações do seu histórico: APROVADO POR SER ALUNO DE INCLUSÃO.

Mas se fosse nosso filho nós pensaríamos diferente!

Nós não teríamos preguiça de adaptar o conteúdo para o seu nível de entendimento, para que ele aprendesse sempre um pouco mais em cada dia, com base no seu nível de entendimento e na sua idade mental.

Nós faríamos questão de dar tarefas que ele entendesse e assim se sentisse capaz de aprender sempre um pouco mais do que ontem.

Assim a autoestima dele estaria sendo elevada e ele iria, aos poucos, reduzindo a parte dos sintomas que são oriundas dos bloqueios emocionais.

E melhor ainda quando no final do ano seu histórico viesse com notas boas e nas observações o seguinte recado:

O relatório, por disciplina, do desenvolvimento desse aluno, que é público alvo da educação inclusiva, está em anexo a esse histórico escolar.

Assim qualquer pessoa, ao ler tal histórico, já saberá como continuar seu acompanhamento e, além disso, não haverá baixa autoestima de pais nem de aluno.

E então vem a célebre reclamação daqueles profissionais que preferem manter seu ritmo de aula padronizado, e que dizem não ter como dar atenção ao aluno especial, já que precisam dar atenção aos alunos normais.

Primeiro vamos perguntar a esses o seguinte:

Todos os seus alunos normais estão aprendendo mesmo?

Ou alguns deles serão reprovados por não conseguirem alcançar a média exigida?

Se a resposta foi “Sim! Todos estão aprendendo e, certamente, todos serão aprovados! ”, então eu não digo mais nada!

Mas se a resposta foi: Lógico que não. Sempre têm os que não querem nada, os que não fazer tarefas, os que vão mal nas provas… esses serão reprovados!

Aí então nós concluímos que a tal dedicação aos alunos normais não está dando certo também, mesmo sem aluno especial algum em sala.

Dar aula assim é muito fácil! Quem aprendeu passa. Quem não aprendeu perde! Fácil demais!

Educar ou ensinar não é tarefa fácil e não é para qualquer um! Ser professor de verdade não é saber dar aula, mas sim saber garantir a aprendizagem de todos os alunos, a partir do que o aluno sabe e da forma como ele pode aprender.

Vamos lembrar de Comenius, autor de Didática Magna, publicada no século XVII?

“Age idiotamente aquele que quer ensinar ao aluno não o que ele pode aprender, mas sim o que ele próprio deseja”

Mas aí esses professores, em vez de procurarem ser criativos para conseguir aprendizagem real, apenas desistem e abandonam os alunos com dificuldade, sejam eles especiais ou não, e se dedicam apenas aos melhores.

Só que esses melhores nem precisam de professor! Um computador em sala seria suficiente e mais barato!

Então vamos adotar metodologias que facilitem a aprendizagem de todos os alunos, mesmo que as diferenças de nível sejam as mais variadas possíveis.

Essas metodologias existem e não são difíceis de aplicar. Algumas delas são até estratégicas para a implantação da famosa “Escola Invertida”, que hoje tanto se fala no meio educacional.

A de dinâmica grupal, por exemplo, utilizada pelo Colégio IUPE, e que está descrita em um de nossos vídeos, é uma delas.

Mas há outras.

Vamos criar, experimentar, aperfeiçoar e divulgar!

O que nos interessa é que, ao tratarmos todos os alunos como se fossem nossos filhos, sejam eles especiais ou não, estejamos sempre procurando elevar a sua autoestima reconhecendo aquilo que eles produzem, estimulando-os na busca do conhecimento e incentivando-os a desenvolver sua intelectualidade e sua criatividade.

Assim todos estarão construindo a sua autossuficiência futura, que é o que todas as famílias precisam! Isso é fundamental!

Mandem suas dúvidas e vamos discutir sobre todos esses assuntos.

Vamos, principalmente, tentar recuperar essa terrível e ameaçadora deficiência na vontade de respeitar e desenvolver o aluno especial.

Amigos!

Para adquirir nossos livros entrem no blog (robertoandersen.blogspot.com) e clique na capa de um deles. O livro será enviado pelo Mercado Livre.

Inscreva-se em nosso canal de vídeo e em nosso blog.

Recebam, todos, um forte abraço!

Interpretação e aplicação da Lei Brasileira de Inclusão

Vamos conversar, hoje, sobre a interpretação correta de uma parte da Lei Brasileira de Inclusão, para ver se eliminamos algumas dúvidas.

1º ponto – o que é considerado “deficiência” pela Lei?

O Art. 2º diz claramente que:

“(…)considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas(…)”

Então, analisando os tipos de impedimentos:

“(…) de natureza física(…)”:

Dificuldade de locomoção, de controle motor da fala, de comando motor da escrita e outros.

“(…) de natureza mental(…)”:

Atraso mental leve, moderado ou grave refletindo em idade mental diferente da cronológica.

“(…) de natureza intelectual(…)”:

Mesmo sem atraso mental, dificuldade de entendimento de alguma disciplina, por algum tipo de bloqueio, cujas causas podem ser emocionais ou psíquicas, provenientes de educação equivocada, comparações na infância ou traumas por abusos físicos ou sexuais.

“(…) de natureza sensorial(…)”:

Dificuldades diversas relacionadas aos elementos sensores como visão, audição, tato, paladar, olfato e mais quaisquer sensores não conhecidos pela ciência biológica.

2º ponto – quem analisa e define se existem essas deficiências, segundo a Lei?

“(…) a avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar(…)”

O “quando necessária” está dizendo claramente que nem sempre haverá necessidade de alguém para fazer tal avaliação, já que há situações em que a dificuldade de aprendizagem está mais do que clara para todos!

Mas, “quando necessário”, a escola deverá escolher alguém que entenda da dificuldade do aluno, por isso a Lei diz “biopsicossocial”, ou seja, profissionais que entendam das características das dificuldades desse aluno, entre as relatadas na própria Lei, que são:

“(…) impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo(…)”

“(…) fatores socioambientais, psicológicos e pessoais(…)”

“(…) limitação no desempenho de atividades(…)”

“(…) restrição de participação(…)”

A competência no entendimento dessas “características impeditivas da aprendizagem” não é do médico, isso é importante deixar bem claro, mas sim dos profissionais de pedagogia, que são:

Pedagogo

Psicopedagogo

Neuropedagogo

A escola, então, para considerar um aluno como cliente do Atendimento Educacional Especializado, pode solicitar a análise e o relatório de algum ou alguns desses profissionais, que são os que detém a necessária competência em relação ao processo pedagógico de aprendizagem.

Não está aí incluído nenhuma especialidade médica, já que a competência médica é necessária para atendimento clínico, mas nunca para atendimento pedagógico.

3º ponto – por que os técnicos do MEC estão exigindo Relatório Médico, se ele não é necessário, para que um aluno seja matriculado no AEE?

Infelizmente há técnicos ligados ao MEC que não têm conhecimento das normas do próprio MEC ou não souberam interpretá-las corretamente.

Por causa dessa dificuldade de interpretar as leis é que o próprio MEC publicou a Nota Técnica 04/2014/MEC/SECADI/DPEE de 23/01/2014, que tenta deixar bem claro que laudo médico é para tratamento clínico e não para acompanhamento pedagógico!

Entre outras coisas a Nota Técnica diz que:

NT-“(…) o AEE caracteriza-se por atendimento pedagógico e não clínico(…)”

A competência do médico é para realizar o atendimento clínico.

Para o atendimento pedagógico a competência é do pedagogo, ou do psicopedagogo e ou do neuropedagogo.

E então, devido a essas diferentes competências:

NT-“(…) o direito das pessoas com deficiência à educação não poderá ser cerceado pela exigência de laudo médico(…)”

E, para deixar bem claro que exigir LAUDO MÉDICO é um absurdo e ilegal, a NOTA TÉCNICA ainda diz que:

NT-“(…) a exigência de diagnóstico clínico dos estudantes com deficiências (…) configura-se em discriminação e cerceamento de direito(…)”

Acredito que não haja mais dúvidas sobre isso!

4º ponto – o que o professor deve fazer durante a aula, quando em sua sala existe um aluno com dificuldade de aprendizagem?

O Art. 27 da Lei diz que é obrigatório assegurar o:

“(…) sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem(…)”

Então está claro que a explicação do assunto da aula, a tarefa a ser realizada durante a aula, a tarefa passada para casa e a avaliação deverá ser realizada de forma a alcançar o “(…)máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem(…)”.

Vamos criar uma situação para análise?

Sala de aula 8º ano. Aula de matemática. Assunto potenciação. Aluno com idade mental abaixo da idade cronológica e nível intelectual equivalente ao 2º ano.

Se o professor der uma aula expositiva sobre potenciação, no nível do 8º ano, o que acontecerá com o aluno especial, cujo intelecto está no nível do 2º ano?

Opção a) Ele ficará super satisfeito em estar em uma sala onde o professor fala uma linguagem que ele não entende e mais satisfeito ainda quando vê que seus colegas entendem tudo e ele não entende nada. Ele elevará a sua autoestima e assim ele se sentirá animado para sempre tentar aprender coisas impossíveis e estranhas ao seu conhecimento. Com essa autoestima elevada o seu cérebro estará sempre trabalhando a seu favor e ajudando a reduzir os sintomas de dificuldade de aprendizagem.

Opção b) Ele ficará triste e desanimado em estar em uma sala onde o professor fala uma linguagem que ele não entende e mais triste e desanimado ainda quando vê que seus colegas entendem tudo e ele não entende nada. Ele vai reduzir a sua autoestima e assim ele se sentirá desanimado porque sabe que vai ter que sempre tentar aprender coisas impossíveis e estranhas ao seu conhecimento. Com isso, baixa a sua autoestima e o seu cérebro estará sempre trabalhando contra ele mesmo e aumentando ainda mais os sintomas de dificuldade de aprendizagem.

É óbvio que a resposta certa é a opção b!

Ou seja: esse procedimento do professor está totalmente contrário à determinação legal do Art. 27, já que dar esse tipo de aula, onde há um aluno especial, não está ajudando a obter o “(…)máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem(…)”.

O que esse professor está tentando fazer é fingir que não está percebendo que o aluno especial não está entendendo nada, deixa-lo isolado em um canto da sala, ignorar o fato de ele não entender as tarefas, de ele não realizar os trabalhos para casa e de ele tirar zero nas avaliações e, ao final do ano, lançar zero em seu boletim e, nas observações colocar: aprovado por ser aluno especial!

Esse professor, além de estar em desacordo completo com o Art. 27 da Lei, está conseguindo baixar ainda mais a autoestima desse aluno, o que vai fazer com que o aluno se sinta cada vez mais inferior em relação aos seus colegas e à sociedade, desistindo de estudar e desistindo de viver socialmente.

Esse professor estará decretando a infelicidade desse aluno!

5º ponto – qual a função de cada profissional, em uma escola, quando temos alunos de inclusão matriculados?

Para não estender muito a nossa conversa de hoje, leiam o nosso artigo ou assistam ao vídeo “Educação inclusiva e os cinco passos básicos da coordenação”, no qual eu especifico a verdadeira função de cada um, de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão que é a que nós estamos discutindo.

Maconha: Como reverter os sintomas do uso continuado

Olá, amigos,

A nossa conversa hoje é em resposta a meus amigos que foram levados ao consumo frequente da maconha, uns por carência afetiva, outros por pura curiosidade, ou por modismo, e que, agora, estão preocupados com os sintomas que surgiram.

É bom deixar claro que essa conversa não serve para quem nada quer saber sobre sua saúde orgânica nem mental, e que prefere continuar “curtindo” seu baseado.

Ou seja: para quem prefere acreditar que o consumo da maconha não faz nenhum mal ao organismo, nem assista ao vídeo e nem leia o artigo.

Nossa conversa é para quem está consciente dos prejuízos em seu organismo, ou no de algum amigo, e que quer se livrar deles, ou ajudar um amigo a isso, para que seja possível voltar a ter uma vida normal, com todos os prazeres, sem necessidade de aditivos.

Antes de mais nada, saibam que nunca é tarde para dar a volta por cima e reconstruir toda essa estrutura mental que foi alterada pela droga.

Lógico que o organismo de cada um é diferente, o que significa que o tempo de recuperação não é padrão para todos.

Mas o mais importante é querer voltar a ter uma vida normal, com suas motivações
naturais, seus sentimentos e emoções funcionando normalmente, podendo voltar a ser uma pessoa satisfeita para com a vida.

Tudo começa com a criação daquela força de vontade que pode ter sido esgotada aos poucos.

Nada é impossível. Apenas não crie expectativas de resultados imediatos. Os resultados virão aos poucos, mas de forma definitiva.

Vamos saber primeiro onde ocorreram os prejuízos?

 

Tudo começa nos neurônios, são quase cem bilhões na nossa cabeça.

Eles são células especializadas, responsáveis por todo o trabalho do nosso cérebro.

Para tudo na nossa mente e no nosso organismo funcionar, os neurônios precisam estar em constante comunicação entre eles por meio das suas antenas.

Aí está a figura de um deles.

2017-03-13-Maconha-blog1

Uma das suas antenas chamadas de dendritos recebem informações de milhares de outros neurônios nas proximidades.

Essas antenas chamadas de axônios são as que transmitem informações para milhares de outros neurônios.

Essa comunicação entre eles é por meio de descargas elétricas e por liberação de substâncias químicas.

As substâncias químicas, que são chamadas de neurotransmissores, são as principais responsáveis pela nossa emoção, nosso sentimento e nossas motivações.

2017-03-13-Maconha-blog3

Nessa figura você vê as vesículas cheias de bolinhas que são as substâncias químicas neurotransmissoras.

Abaixo é a figura de uma vesícula liberando essas substâncias.

No receptor do outro neurônio, são recebidas as substâncias liberadas.

Esses neurotransmissores são os que permitem que a gente sinta alegria, tristeza, raiva, medo, disposição, indisposição, vontade, falta de vontade, e assim por diante.

Entre essas substâncias estão: dopamina, serotonina, adrenalina, etc.

Quando nós ingerimos drogas de forma continuada, sejam elas lícitas, como álcool e medicamentos, ou sejam ilícitas, como a maconha, cocaína e outras, o nosso organismo detecta que existem substâncias a mais do que as que precisariam ser liberadas e começa a reagir contra isso.

A depender das características do nosso organismo, essas reações podem ser lentas ou rápidas, mas sempre acabam reduzindo a produção dos neurotransmissores naturais, coisa que vai fazer falta mais tarde.

Em alguns casos o organismo começa a criar uma rejeição a essas drogas externas,
fazendo com que elas percam o efeito.

Em outros casos podem surgir reações fatais, como AVC precoce, ou sintomas diversos, como já comentamos nos vídeos anteriores sobre esses assuntos.

A mais comum é a síndrome amotivacional, uma crise de falta de vontade para tudo, desânimo para com a vida, sentimento de incapacidade de raciocínio, e desmotivação até para o sexo.

Qual o caminho a seguir?

Lógico que, para quem tem possibilidade de investir em um tratamento de recuperação, há clínicas especializadas nisso. Há até tratamento online, como o oferecido pela http://www.sossobriedade.com.br/terapia-online

Mas para quem não pode arcar com esses custos, vamos a três dicas simples, mas importantes, que podem ajudar bastante nessa recuperação.

É importante se livrar dos pensamentos sabotadores, que são aqueles que surgem “do nada”, apenas para desanimar a gente a iniciar qualquer atitude de mudança radical em nossa vida! Livre-se deles!

Então vamos lá:

Cada uma dessas metas precisa que seja cumprida com prazer, ou seja, que seja descoberto o prazer em cada atitude, em cada momento, em cada trabalho, em cada estudo, em cada planejamento.

As três dicas são: 1ª – alimentação e água; 2ª – rotina e metas; 3ª – comunicação intrapessoal.

Vamos a 1ª – alimentação e água

Beba água frequentemente. Embora refrigerantes e sucos contenham água, o importante é reservar espaço para água pura.

Invista em uma alimentação de qualidade, para que o organismo, incluindo o cérebro, se fortaleça aos poucos, para dar suporte a uma nova fase de energias e motivações que marcarão o seu retorno à normalidade.

Faça um bom planejamento em que estejam incluídos todos os tipos de frutas, legumes, verduras, ovos, etc. O ideal é buscar a ajuda de um nutricionista.

Mas o mais importante: alimente-se e beba água com prazer. Para isso procure colocar em seus pratos o seu tempero favorito e curta suas refeições.

2ª – rotina e metas

Escreva a sua rotina diária e analise. Veja o que precisa manter, o que pode eliminar e o que pode mudar.

Nesse planejamento coloque um momento para fazer algo que você gosta muito. Se alguma coisa que você goste muito não possa ser feito diariamente, programe de forma semanal, ou duas ou três vezes por semana. Mas é importante que as coisas que você curta estejam sempre em seu planejamento.

Crie uma meta para cada dia e assim você vai criando o seu objetivo de vida. Mas se você já tiver um objetivo de vida, crie suas metas diárias visando a realização desse objetivo.

Crie horários fixos para ter acesso as redes sociais, jogos eletrônicos etc., para evitar que eles dominem seu dia e criem a angústia da falta de tempo ou da falta de produtividade.

Inclua, nessa rotina, atividades físicas regulares, sem exageros que possam fazer você desistir delas. Escolha caminhada em um dia, musculação em outro, natação ou aeróbica no terceiro, numa sequência leve, mas prazerosa, que trará energia e vitalidade, com certeza.

3ª – comunicação intrapessoal

Essa é a parte mais importante, e é a que vai voltar a ligar você a você mesmo!

Nada de criar expectativas de resultados imediatos, porque isso só traz angústias e atrapalha tudo!

Está sendo constatado, todos os dias, que a nossa mente trabalha incessantemente tentando corrigir todas as anomalias em nosso organismo.

Não há, absolutamente, limites, para essa atuação terapêutica que é realizada por nós mesmos.

Então, basta seguir as orientações para elevar a sua autoestima a cada momento de sua vida, que sua mente estará trabalhando a seu favor, e nunca mais contra você.

Ela produzirá toda a medicação necessária à sua recuperação (os neurotransmissores), e com uma imensa vantagem em relação às prescrições médicas:

As substâncias químicas geradas pelo seu organismo não trazem qualquer tipo de efeito colateral, nem produzem dependência alguma!

E para que isso ocorra com mais facilidade e com maior rapidez, nossa atuação deve ser, em primeiro lugar, não atrapalhar esse processo natural, que seria, por exemplo, criar ou dar atenção, a pensamentos negativos ou sabotadores.

Não queira esquecer os pensamentos negativos nem os problemas! Isso porque, no momento em que queremos esquecer de alguma coisa que nos faz mal, aí é que nossa mente faz esse pensamento ficar ainda mais forte!

Deixe-os lá! Apenas comece a dar mais atenção ao que é bom, que é a recomendação que vem agora, em segundo lugar:

Comece a identificar seus valores, suas virtudes, seus pontos positivos, seus bons relacionamentos, ou seja: tudo o que há de bom em sua vida e que, por causa dos problemas, você está esquecendo deles.

Aprenda a gostar de você. Na realidade, a amar você!

Dedique um momento de seu dia para apreciar você, iniciando pela maravilhosa e prazerosa arte de respirar, mas imaginando que é a força de seu coração que está trazendo o ar para os pulmões e expelindo ele de volta. Sinta isso com prazer.

Em outro momento, bem relaxado, procure sentir a vibração de todas as células de seu corpo.

Quando elas começarem a vibrar, sinta isso como um momento de prazer.

Aos poucos você perceberá que até as células neurais, ou seja, os neurônios do seu cérebro, parecem estar vibrando junto!

Juntando esses dois exercícios com as recomendações 1 e 2 que dei no início, pode ter certeza de que seu organismo, sozinho, mesmo sem ajuda externa alguma, vai começar a se recuperar totalmente, um pouco a cada dia.

E o mais importante é que, além de se recuperar, você estará construindo um novo EU, ou seja, uma nova personalidade, mais segura em relação a você mesmo, e pronta para passar a viver uma vida de satisfação, sucesso e felicidade.

Assista, também, ao meu vídeo: Reflexões sobre o Sentido da Vida.

Lá eu dou mais algumas dicas sobre isso.

Assista o vídeo, leia o artigo, e reflita. Qualquer dúvida entre em contato comigo e vamos trabalhar, juntos, nessa recuperação total!
Breve você será outro!

É isso, amigos!

Forte abraço!
Sejam muito felizes!

Reflexões sobre a angústia no relacionamento amoroso


Amigos,

Por que, por vezes, surge um forte sentimento de angústia no meio de um relacionamento amoroso? O que há de errado nessa relação? Qual o motivo dessa sensação de infelicidade que, algumas vezes, chega a ser insuportável?

Vamos analisar uma das razões pelas quais essa angústia pode surgir, para que esse mal seja evitado.

Nas reflexões sobre o Sentido da Vida percebe-se que o objetivo diário de alguém que pretende ser feliz, é a construção do seu amor interior.

E essa construção do amor interior, deve ser feita de uma forma quase que egoísta, para que seja garantido o mais perfeito equilíbrio emocional.

Uma vez construído esse amor interior, surgem as oportunidades de compartilhá-lo.
Não há sentido na construção do amor sem que seja para compartilhá-lo.

Isso é muito bom, mas é exatamente a partir desse compartilhamento que podem surgir os perigos do desequilíbrio.

Não, exatamente, por compartilhar, mas sim por criar, inconscientemente, a necessidade de ser correspondido, ou seja, de receber de volta o mesmo amor e com a mesma intensidade!

Ao criar essa necessidade surge uma dependência afetiva séria e perigosa, fazendo com que a satisfação pessoal que havia sido conquistada por meio da construção do amor interior, seja substituída pela necessidade de receber amor externo, amor recíproco, com a mesma intensidade do que foi transmitido.

Aos poucos, essa dependência se transforma em sentimento de posse, quando surge o sentimento de ciúme, que pode alcançar níveis quase doentios.

Isso ocorre porque a simples constatação de que seu amor não é correspondido traz o sentimento de insegurança afetiva, fazendo surgir o estado depressivo característico de um desequilíbrio emocional.

Essa é uma das causas da angústia em pleno relacionamento amoroso.

A constatação dessa angústia é o alarme para voltarmos ao início de tudo, refazer todo o planejamento da vida afetiva e emocional, para consertar tudo de novo!
Sim!

Voltar ao início da construção do amor interior! Tudo de novo! Começando com a energização de todas as células, e uma revisão completa no planejamento dos objetivos do seu dia.

Afinal, tudo estava dando certo até que, ao compartilhar seu amor você sentiu necessidade de receber esse amor de volta e com a mesma intensidade.

Você, na realidade, não compartilhou!

Você estava vendendo o amor que construiu, e quem vende quer receber o pagamento.

O pagamento é o recebimento da mesma intensidade do amor entregue.

Isso é comércio de afetos. Não é amor!

E esse é um dos maiores erros do ser humano. Um erro que impede, a maioria das pessoas, de alcançar a felicidade.

Seu estado de felicidade depende sempre da complementação do amor recebido do outro!
Fragilidade total de sentimentos. Instabilidade nas emoções. Falta de segurança em si mesmo! Ausência de amor próprio!

As pessoas são levadas a esse erro de tanto ouvirem falar que cada um de nós precisa achar a outra metade da nossa maçã.

Que precisamos, para nossa satisfação interior, encontrar o complemento de nossa alma!

Nada disso, amigos!

A construção do amor é individual e é uma coisa muito séria.

Para isso precisamos, antes de tudo, entender quem somos, como somos, como sentimos, sem esconder nada de nós mesmos.

Ter consciência da nossa verdadeira identidade nos permite amar essa nossa identidade!

Ninguém tem o direito de interferir na nossa forma de gostar de nós mesmos como somos.

Nada de querer que os outros nos aceitem, nem que gostem de nós como somos! Nós é que temos que gostar de nós mesmo e de como somos!

E para isso não precisamos aparecer, criar imagens diferentes, chamar a atenção de ninguém, chocar o outro, impressionar o mundo!

Precisamos, apenas, conhecer nossa real identidade interior e criar o amor por nós mesmos.

E, a partir disso, estaremos prontos para transmitir esse amor ao outro, pelo simples prazer de dar amor ao outro, sem necessidade alguma de receber algo em troca!

Mas para isso precisamos nos libertar do grande erro humano, que é a necessidade do reconhecimento e do agradecimento por aquilo que fazemos.

Enquanto estivermos nesses níveis de necessidade, nunca seremos felizes de verdade!

Como fazer isso?

Vamos a uma técnica que aprendo com meu avô, que sempre foi a pessoa mais feliz que já vi em minha vida.

Escolha alguma pessoa que esteja em uma situação de dificuldades e que você, se fizer um pequeno esforço, poderá ajudá-la a sair dessa.

Analise de que forma você, de forma totalmente anônima, poderá dar essa ajuda.

Importante planejar essa ajuda de forma que essa pessoa nunca saiba que foi você quem a ajudou. Mas nunca mesmo!

Isso significa que sua ajuda vai ser entendida como uma graça recebida, mas sem nenhuma relação com você.

Nunca essa pessoa terá condições de ligar a ajuda a você. Mas ela estará feliz por ter recebido essa graça.

Você acompanhará a mudança no estado emocional dela, mas de longe! Analisará se suas atitudes foram suficientes para melhorar a vida dela, ou se precisa continuar a ajuda ou mudar a forma da ajuda, sem poder, jamais, receber algum agradecimento nem reconhecimento, já que você faz isso de forma totalmente anônima.

Sua satisfação por ter tido sucesso nessa empreitada é o que você precisa para se livrar desse grande erro humano.

Conseguindo isso você realmente evoluiu.

Essa evolução mental é a que permitirá alcançar os maiores níveis de felicidade real.

Conseguimos melhorar a vida do outro, sem que o outro sequer saiba quem somos nós e, por vezes, nem nos conheça.

Isso é amor verdadeiro. Amor que nos liberta da necessidade de ser correspondido!
Amor que nos liberta das angústias, das tristezas, dos estados depressivos e de tudo o mais que tanto aflige o ser humano normal…

Não seja um ser humano normal…

Dê oportunidade à sua felicidade, dela existir de verdade!

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