A cigarra e a formiga em “O Menino dos Jornais”

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Estudos sobre educação e inclusão 4ª parte 14-01-2018


OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO RESPONSÁVEL
Em relação aos alunos especiais o que mais se ouve são detalhes das defi-ciências, dos impedimentos, da falta de capacidade cognitiva, da baixa in-telectualidade, do mau comportamento, da agressividade, ou seja: Para quem escuta pela primeira vez, parece que esse aluno é constituído exclu-sivamente de problemas em forma de síndromes, transtornos, bloqueios, dificuldades e patologias!

E como somos acostumados a entregar aos médicos a responsabilidade pela cura de todos os nossos males, incluindo males que, na realidade, são da nossa própria competência, como baixa autoestima, preguiça de reali-zar atividades físicas, falta de controle com o que come e com o que bebe, falta de planejamento de uma rotina saudável, e outras coisas, fazemos a mesma coisa com esse tipo de aluno, e exigimos que a família nos traga o seu “laudo médico”.

É óbvio que, havendo um acompanhamento médico e que necessite cui-dados especiais na escola, precisamos ter o laudo, ou um relatório para tomar conhecimento disso e dar a devida atenção.

Mas o nosso foco principal não pode ser a doença, o transtorno, ou a sín-drome já identificada ou diagnosticada, mas sim a atenta observação e análise de todas as características que possam interferir na sua aprendiza-gem, no seu comportamento, no seu estado emocional e no seu desenvol-vimento como um todo, independentemente de qualquer laudo ou diag-nóstico que nos seja apresentado.

Nossos objetivos principais, então, são: a garantia da aprendizagem; do desenvolvimento de autonomia; e da elevação da autoestima de cada um dos nossos alunos.

Para isso teremos uma infinidade de metas, entre elas a cautelosa identifi-cação de todas as características importantes para o seu desenvolvimento integral, como as percepções, equilíbrio, comando motor, entendimento geral e capacidade de elaboração.

Para tudo isso há testes específicos e protocolos pedagógicos, identifican-do os níveis de percepção e entendimento: visual; auditivo; táctil; gustati-vo; e olfativo.

Em audição e visão é importante realizar, também, testes telemétricos, pa-ra identificar possíveis desequilíbrio de lateralidade.

Os testes de equilíbrio e comando motor podem identificar, desde cedo, anomalias no cerebelo. Hoje isso está aparecendo com mais frequência em crianças com microcefalia, por exemplo.

Os testes de entendimento podem mostrar bloqueios de raciocínio lógico ou linguístico importantes. Aí teremos que nos aprofundar um pouco mais, mas continua sendo nossa área, a de aprendizagem.

Outra meta, a partir dessa fase de identificação, é o desenvolvimento e aplicação de metodologias e técnicas didáticas que reduzam, superem ou até eliminem as dificuldades de aprendizagem.

Nesse ponto, se a dificuldade mostrar sintomas claros de síndromes, trans-tornos ou patologias, aí sim, além de continuar o desenvolvimento e apli-cação de metodologias e técnicas didáticas que reduzam, superem ou até eliminem tais dificuldades, o educador deve preparar um relatório especí-fico, para encaminhar o aluno para atendimento especializado.

Esse encaminhamento, parte importante das metas do educador, é crítico, e nunca deve ser realizado sem conhecimento básico da relação entre os sintomas observados e a especialidade que detenha a devida competência.

Os atendimentos iniciais devem ser realizados, preferencialmente, pelo psicopedagogo, que analisa se o procedimento está em sua competência ou o encaminha ao demais profissionais, entre eles: psicólogo, neuropsi-copedagogo, nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e, na área médica, o pediatra. O encaminhamento para a área médica deve sempre ser para o pediatra. A partir dele virão os demais profissionais.

É importante eliminar a tendência de pais e professores em “diagnosticar” seus filhos e alunos, encaminhando-os diretamente a um neurologista, por exemplo!

O especialista fica sem a possibilidade de realizar um acompanhamento mais demorado, e acaba prescrevendo medicamentos ligados ao sintoma, mas sem condições de analisar as suas origens. Isso, frequentemente, pre-judica mais a criança do que ajuda.

Então, estamos vendo que, até a responsabilidade de encaminhar corre-tamente o aluno para acompanhamento terapêutico, é uma das metas que compõe nosso objetivo principal.

É bom sempre lembrar que o acompanhamento médico ou o tratamento terapêutico é a parte clínica do processo, que corre em paralelo com o processo educacional.

A aprendizagem continua, todo o tempo, sob a nossa responsabilidade, e isso significa que o educador não depende de laudo médico algum para o desenvolvimento e aplicação das suas metodologias, visando a aprendiza-gem e o desenvolvimento do aluno!

O ideal, em todos os casos de patologias mais sérias, é que o educador, responsável pelo desenvolvimento do aluno, mantenha contato com o te-rapeuta, responsável pela parte clínica, tanto para analisar se deve ade-quar alguma metodologia, como para dar informações sobre a redução ou não dos sintomas.

É bom lembrar sempre de nossos objetivos. “Dar aula” é uma parte de uma das nossas metas, mas nunca objetivo! Garantir aprendizagem, sim, é objetivo!

Por isso que o desenvolvimento de metodologias apropriadas à realidade de nossos alunos é de suma importância!

Esse detalhe está muito mal-entendido, provoca muita polêmica e gera um verdadeiro “exército” de sabotadores!

Sabotadores não querem alterar sua metodologia e não se acham obriga-dos a isso!

Tais profissionais sabotadores, ao receberem alunos especiais em suas turmas, quando muito acabam concordando em “acolhê-los”, deixando-os “depositados” em um canto da sala e, mesmo assim, ainda acham que es-tão fazendo um grande favor ao aluno e à sua família.

Voltando às nossas metas vamos proceder, então, a observação, identifi-cação e análise do nível de inteligência e da capacidade cognitiva existente em cada um dos alunos, sejam eles especiais ou não, já que precisamos disso para garantir a realização de nossa missão principal.

Nessas nossas observações, nosso interesse estará na inteligência existen-te (sempre há), no conhecimento já adquirido, nas habilidades potenciais ou em desenvolvimento, ou seja, em toda a parte positiva ligada ao seu processo de aprendizagem.

Um detalhe primordial, mas frequentemente esquecido por muitos pro-fessores, é a necessidade de se encontrar o “ponto de entendimento” do aluno naquela matéria ou naquele assunto.

Nunca teremos sucesso na realização de nossas metas rumo ao objetivo principal, se ignorarmos o tal “ponto de entendimento” do aluno!

Tentar ensinar a um aluno algo além de seu ponto de entendimento é total “perda de tempo”. Seu cérebro jamais conseguirá acompanhar o raciocí-nio de quem explica e, muitas vezes, isso faz com que o cérebro do aluno seja totalmente bloqueado para qualquer outro tipo de entendimento na-quela matéria, ou até nas demais!

Com isso traçamos, imediatamente, os principais objetivos da educação responsável, que são:

1. Proporcionar a aprendizagem real de todos os alunos;

2. Desenvolver e estimular a intelectualidade, o conhecimento e as ha-bilidades para que ele alcance a sua autonomia, com autoestima elevada;

3. Prepará-lo para uma convivência social saudável e produtiva, junta-mente com a formação do caráter.

Traçados os objetivos poderemos desenvolver, com tranquilidade, todo o nosso trabalho.

Mas é importante que, a cada dúvida sobre a atividade a ser apresentada ao aluno, sobre a forma de estimulá-lo ou, principalmente, sobre a forma de avaliar seu desempenho, voltemos sempre a análise dos objetivos, para termos certeza de que não estamos fugindo deles!

Refletir sobre isso é fundamental para desenvolver a nossa própria criati-vidade, e para que nosso trabalho seja muito mais eficaz. 

Consciência Humana em O Menino dos Jornais (chamada)


(…)nos iludimos com uma realidade que é apenas parte do real, que é apenas uma representação particular, só nossa, do imenso desconhecido que nos cerca(…)
(na página 127 de O Menino dos Jornais)

Estudos sobre educação e inclusão 3ª parte


O TEATRO DA SALA DE AULA

Há quem diga, com muita frequência, que ser professor é um grande sacrifício e que não vê a hora de se aposentar!

Sinto muita pena dessas pessoas!

Ou erraram muito no momento em que escolheram a profissão, ou acharam que a pedagogia ou as licenciaturas eram os cursos superiores mais fáceis para ingressar e para conseguir emprego, ou foram “jogados” nela por perversidade dos pais ou, quem sabe, lá estão para resolver algum karma gerado em uma das suas vidas passadas…

O fato é que esses estão na profissão errada, principalmente porque, em qualquer dessas situações, quem vai “pagar o pato” é a educação e, principalmente, os alunos, provocando o que hoje estamos vendo claramente, que é a péssima situação de nossa realidade de aprendizagem, ou melhor, de não aprendizagem!

Há, na realidade, toda uma forma de entendermos a tarefa docente como uma tarefa produtiva e prazerosa.

Tudo depende de, primeiramente, estarmos bem conosco mesmo, o que significa estar “bem resolvido” de forma pessoal, conosco mesmo, e conjugalmente, com nosso cônjuge.

Essa profissão exige que estejamos psicologicamente e emocionalmente bem estruturados, porque estamos lidando com crianças, adolescentes e jovens provenientes de todo tipo de realidade social e familiar!

Já conversamos sobre tudo isso desde a página 17 até a página 30, em nosso livro “Afetividade na Educação-Psicopedagogia”.

Estando “bem resolvidos” teremos condição de entender que cada um de nossos alunos deve ser assumido como um projeto pessoal de nossa vida profissional.

O fracasso de qualquer um deles, mesmo que esteja claro que os motivos fugiram de nossa alçada, significará uma mancha em nosso projeto de vida, já que passaram por nós!

Mas como poderemos estar preparados para assumir esses projetos, se são tantas as diferenças comportamentais, intelectuais, cognitivas, emocionais, temperamentais e tudo o mais?

Bem! Aqui vai uma dica, que é apenas uma das ideias que eu mais gosto, só para ajudar na montagem inicial de tais projetos, mas que pode ajudar bastante.

Sempre deu certo para mim e para todos os colegas que experimentaram!

É, na realidade, mais um dos muitos exercícios de imaginação criativa, no qual vamos transformar nossa sala de aula em um palco e nossos alunos em atores de uma peça teatral.

A ideias é enxergar todos os alunos da sua turma como se fossem atores de uma peça teatral, peça essa da qual você tentará ser o diretor.

Essa peça terá início no seu primeiro dia de aula e só terminará no final do ano letivo, com um pequeno recesso para as férias do meio do ano.

Cada um dos seus alunos representa um personagem diferente, fruto da reação psíquica e emocional ao ambiente em que ele está inserido, tanto em casa, na sua família, como na rua, com seus amigos, e também na própria escola, com seus colegas.

Eles tentam assumir personagens próprios, diferentes daqueles que você gostaria de ter criado para eles, porque sempre procuram, em seus personagens, reduzir suas carências afetivas, ou até demonstrá-las.

Alguns personagens servem para demonstrar, até para eles mesmos, que eles existem, já que alguns são ignorados por suas famílias, outros sofrem discriminações em seu próprio meio, e também há os que são violentados, mesmo que simbolicamente.

E não existe ambiente mais propício do que o da escola, para dar vida a esses personagens! Há toda uma plateia à disposição, que são os seus colegas, os colegas de outras turmas, os professores e os funcionários.

E as características de seus personagens podem até ser fortalecidas, muitas vezes negativamente, quando passam a atuar em grupo, devido à forte influência da consciência coletiva, muito bem analisada por Émile Durkeim.

Está montado, então, o teatro!

Quem entende de arte teatral sabe que o ator precisa estar preparado para não confundir sua identidade com a de seu personagem, para não viver uma vida que não é sua.

Para isso existe a escola de teatro e todos os seus exercícios de arte dramática.

Mas nossos alunos-atores não tiveram esse treinamento, logo não foram preparados para o exercício da arte dramática.

Isso significa que facilmente confundem seus personagens com sua própria personalidade!

Aí então começa uma das primeiras tarefas do professor, que é a tentativa de identificar o que é personagem e o que é real no comportamento do aluno.

Agora é só planejar uma primeira reunião do Conselho de Classe, para que seja iniciado o acompanhamento de cada aluno, visando o alcance do objetivo principal da educação escolar, que é a aprendizagem e a formação do caráter.

Para essa primeira reunião é importante que todos os profissionais da escola participem, para identificar se há mudanças comportamentais nos diferentes ambientes.

A partir dessa análise inicia-se a identificação das causas, para traçar o planejamento das estratégias necessárias.

Um professor sozinho poderá até realizar esse trabalho, mas a parceria com os demais é sempre muito mais proveitosa.

Embora na maioria das vezes o aluno seja o reflexo da realidade comportamental de seus pais, há muitas exceções.

Identificadas as causas temos alguns caminhos a percorrer. Um deles é a tentativa de anular a causa, que frequentemente está no ambiente familiar. Se
isso for possível podemos ter certeza de que os resultados serão os mais eficazes.

Caso isso seja muito difícil, a opção é anular o personagem, antes que esse anule a real identidade do aluno!

Há diversos caminhos para isso:

O primeiro é recorrer ao acompanhamento psicopedagógico que, caso identifique a necessidade de outro profissional, vai fazer esse encaminhamento.

Outro, muito eficaz, é a utilização de exercícios de vivência de virtudes e valores humanos.

Há vários livros no mercado com esse tema, alguns deles com exercícios específicos para determinadas faixas etárias e outros específicos para situações sociais diferenciadas, como refugiados de guerra, meninos de rua, etc… Os que eu mais utilizei, até hoje, foram os do Instituto Vivendo Valores, escritos pela educadora Diane Tilman.

Realizando esse trabalho teremos de volta o aluno normal, livre de seu personagem, podendo, agora, aprender com mais facilidade e construir o seu caráter como desejamos.

Essa é uma das dicas.

Mais uma vez recomendo a todos que assistam ao filme “Escritores da Liberdade”.

São ideias que ajudam muito a nossa necessária criatividade.

Estudos sobre Educação e Inclusão – 2ª parte

DIÁLOGO TEORIA-PRÁTICA
Importância do diálogo teórico-prático e histórico-filosófico na formação do educador

Um dos comentários mais “sabotadores” que encontro, em todos os meios profissionais, é o que considera “perda de tempo” estudar os teóricos, com a afirmação de que as teorias são lindas, mas na prática, não funcionam!

Dá pena das pessoas que dependem desses profissionais!

Dá pena das pessoas que são obrigadas a confiar em profissionais cuja prática não se sustenta em nenhuma teoria, mas apenas em suposições pessoais, em experimentações aleatórias, sem a menor preocupação em pesquisar estudos anteriores, como se tais estudos de nada valessem.

Como se não fossem esses estudos os responsáveis pela origem de conceitos que ajudam, a todo momento, a evolução de qualquer ciência.

Na educação é a mesma coisa. Há professores que combatem ideias, metodologias, propostas e estudos que lhe são apresentados, sem que se deem ao trabalho de, sequer, analisa-los, muito menos ainda, praticá-los!

Preferem dizer que não dá certo! Que quem desenvolveu tais estudos, não conhece sala de aula como a sua! Que na prática nada disso dá resultado!

Se queremos uma educação que mude a realidade brasileira, ou que, pelo menos, mude a nossa satisfação em garantir uma educação com qualidade e com boa formação de caráter, precisamos analisar tudo, desde os mais antigos escritos, como os de Iohannis Amos Comenius, na sua “Didática Magna”, do século XVII, até os atuais educadores, passando por Piaget, Vygotsky e todos os demais.

Todas as teorias vieram de observações e experimentações.

Portanto, afirmar que, na prática, não funcionam, precisa que não tenham sido estudadas corretamente, ou que haja uma resistência muito grande em aplicá-las.

O que vejo é muita acomodação a uma “zona de conforto” totalmente retrógrada, ineficiente e, pior ainda, irresponsável!

Se nem um vendedor de chuchu na feira consegue manter sua freguesia, se não mudar o layout de sua barraca, ou a sua forma de mostrar o produto ou de estimular o comprador, como um professor conseguirá manter a atenção e garantir a aprendizagem de todos os seus alunos, se não estudar metodologias, teorias e experimentações, para poder criar algo novo com base em tudo isso?

E criar algo novo não significa, de forma alguma, abandonar o antigo, mas sim, se basear no antigo, para mudar para melhor! Os exemplos estão aí, bem claros!

Quando Comenius, em pleno séc. XVII, escreveu que “Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos não quanto eles podem aprender, mas quanto ele próprio deseja”, ele estava sendo mais atual do que muitos professores hoje, em relação a uma educação responsável, principalmente na época da educação inclusiva!

Infelizmente estamos vendo, diariamente, em muitas escolas, professores agindo idiotamente, e se achando certos, mas insatisfeitos com a sua profissão, revoltados com tudo, ou seja, “de mal” com a vida…

Estão na profissão errada!

Nem sequer procuram saber as razões pelas quais alguns de seus alunos não aprendem com a mesma facilidade que os demais, preferindo excluí-los, por meio de reprovações, e manter apenas os que estiverem no mesmo nível.

“Eu dou a minha aula para quem quer aprender. Os demais que se virem para passar! Minha obrigação é dar a aula. Nada tenho a ver com estimular aluno relapso”

Lembro a tais professores que, se em minha escola, eu só tivesse esse tipo de aluno interessado, eu não precisaria contratar nenhum professor! Bastaria dar aos alunos acesso à internet e orientá-los nas pesquisas. Eu sozinho faria isso!

Nós, professores, somos necessários exatamente para o aluno com dificuldades de aprendizagem, desestimulado para o estudo, acomodado à incapacidade de entendimento e aprendizagem, ou seja, para aqueles que não conseguem acompanhar o nível dos colegas, sejam quais forem os motivos. Os demais não precisam de nós!

Para termos uma educação de qualidade precisamos, então, estudar os teóricos, analisar a sua evolução histórica, e desenvolver a nossa capacidade de questionamento filosófico, levando em consideração as mudanças no meio, as mudanças na cultura e, principalmente, a evolução da mente da própria criança e as suas dificuldades de aprendizagem, tanto as antigas (dislexia, discalculia, TEA, TDAH), como as novas, como por exemplo, a microcefalia.

Sei que o simples estudo histórico pode criar a sensação de que aquela metodologia é única e que qualquer desvio de sua originalidade vai fazer com que perca a sua validade.

Da mesma forma o simples questionamento, sem uma boa análise cuidadosa, pode eliminar as possíveis qualidades do processo criado pelo educador, mesmo que não escrito, mas sim despertado, ao leitor atento, devido ao que foi escrito.

Mas num diálogo histórico-filosófico juntamos a análise de algo já criado, com todas as suas possibilidades alternativas e, a partir do exercício do questionamento, podemos fazer surgir ideias novas, que nem sequer foram pensadas pelos autores, mas que, em suas entrelinhas, as tenham despertado em nós, leitores.

E, lembrando sempre: manter as observações em relação às características de cada aluno, ou seja: suas dificuldades; suas habilidades; seus interesses e suas diferentes formas de entendimento de mundo.

Tudo isso passa a constituir a base desse estudo.

A base para a construção, dentro de cada um de nós, de um educador responsável!

Estudos sobre educação e inclusão 1ª parte 04/01/2018


NOVA VISÃO EDUCACIONAL
UM DESAFIO E UMA PROPOSTA PARA O EDUCADOR RESPONSÁVEL
Vamos começar logo com dois choques de realidade na educação de nosso país, um decorrente do outro:

Estamos classificados, atualmente, como o pior país do mundo em educação! Há, no máximo, dois ou três ainda piores que nós…
E nossas metodologias educacionais estão contribuindo, diariamente, para aumentar a exclusão social e, consequentemente, aumentar o número de pessoas medíocres e alimentar o efetivo dos exércitos do crime organizado.

É de suma importância, então, procurarmos novos caminhos que garantam a aprendizagem real de todos os alunos, em conjunto com a sua formação de caráter, mas não apenas de alguns, mas sim de todos, respeitando as suas diferenças cognitivas, comportamentais e emocionais, sejam elas quais forem.

O atual processo educacional tradicional realizado em uma escola, onde as aulas são dadas de acordo com o nível intelectual e capacidade cognitiva média dos alunos de uma determinada série escolar, pode até trazer resultados muito bons, mas apenas para um grupo seleto de alunos.

Que alunos são esses?

Aqueles que já vem de um histórico familiar de permanente apoio intelectual, exemplo em casa, estímulo à leitura, estímulo à pesquisa, ou aqueles que, apesar de não ter nada disso, conseguiram superar suas dificuldades de forma pessoal e se esforçaram para seguir adiante com muito esforço e muita força de vontade.

Os demais estarão em sala de aula apenas “para garantir presença”, enquanto não forem excluídos, e logo estarão se transformando em futuros párias sociais, uns acomodando-se à mediocridade, enquanto outros procurarão sucesso no mundo da criminalidade.

E não vamos nos enganar com instituições de ensino que dizem garantir o sucesso de todos, porque, na realidade, o que essas estão fazendo, é excluindo, desde os primeiros anos escolares, os alunos que, por algum motivo, não conseguem acompanhar o nível dos colegas.

Assim fazendo essas escolas ficam apenas com os alunos que nem de escola precisariam, para terem seu sucesso garantido…
Como mudar isso?

Primeiramente precisamos enxergar, claramente, que manter o método de ensino atual significa continuar a manter o atual processo de exclusão social e de contribuição para com a criminalidade.

Em seguida precisamos analisar se as nossas metodologias pessoais em sala de aula estão, também, contribuindo para esse triste resultado, ou se em nosso caso, já superamos essa fase e já podemos dizer que garantimos, para todos os nossos alunos, aprendizagem real e formação de caráter.

Para essa análise temos que ser bastante humildes, e evitar que os nossos fracassos sejam entendidos por nós como “problemas de falta ade educação doméstica”, falta de apoio do sistema educacional, falta de tecnologia em sala de aula, falta de verba, etc…

Todas essas faltas pesam, sim, é claro, e a batalha para que esses pontos sejam resolvidos, deve existir. Há necessidade de se exigir atuação dos Conselhos Tutelares, das secretarias de ação ou serviço social, das secretarias de educação e, inclusive, das secretarias de saúde, já que parte das dificuldades são provenientes de falta de tratamento ou acompanhamento médico adequado.

Mas essa batalha não pode eliminar a outra, que é a atuação imediata do professor em sala de aula, com os atuais meios que tiverem à sua disposição, enquanto outro grupo exige as providências externas à sala de aula.

Em sala de aula precisamos encontrar metodologias que, além de manter os alunos estimulados e esforçados em seu caminho, também consigam estimular os desestimulados, apoiar os que não têm apoio familiar, recuperar o caráter daqueles que já dão sinais de desvios de conduta, e assim por diante.

Bom lembrar que ainda estamos falando de alunos que não trazem nenhuma dificuldade neuropsíquica de aprendizagem, nem síndromes nem transtornos que dificultem a aprendizagem.

Ou seja: a preocupação com a inclusão, que ainda não é uma realidade para os alunos especiais, está mais longe ainda de ser realidade para alunos ditos normais, mas com desvios de conduta, desestímulo escolar, falta de ânimo, preguiça crônica, etc…

Vamos tentar entender como começar?

Já vimos que a diversidade de características encontradas entre os alunos é imensa!

Precisamos entender que isso é normal, ou seja, cada ser humano, por mais que ele seja semelhante aos demais, traz características só suas que, certamente, influenciarão a sua forma de percepção, processamento e conscientização do mundo à sua volta.

Algumas dessas características decorrentes da evolução social e antropológica, podem até trazer traços comuns, mas há muitas variantes na forma como cada pessoa sente e internaliza os mesmos fatos e os mesmos eventos.

E essas diferenças, mesmo entre as pessoas ditas “normais”, provocam diversas formas de percepção, entendimento, aprendizagem e elaboração.

Por isso que, em uma mesma família onde não exista apoio emocional dos pais, podemos ter um filho com tendência a desvios de conduta e outro com força de vontade para vencer e boa formação de caráter!

E quando, além dessas naturais diferenças, o ser humano traz consigo alguma dificuldade de ordem neuropsíquica, como os sintomas de síndromes, transtornos, deficiências e dificuldades intelectuais ou cognitivas, a construção da sua identidade e personalidade sofre influências maiores ainda.

O primeiro grande desafio, enfrentado por quem tem qualquer dificuldade, está relacionado à velocidade de aprendizagem, já que o sistema escolar está todo elaborado para que todos os alunos estejam no mesmo ritmo de leitura, de entendimento e de elaboração oral ou escrita, o que é um verdadeiro absurdo!

O segundo grande desafio é quando a sociedade não consegue perceber a violência simbólica sofrida por esses alunos e os trata com indiferença ou até com discriminação.

Esses alunos começam a sofrer essa violência, a partir do momento em que percebem as diferenças entre eles e seus colegas.
Essa violência simbólica, que muitas vezes se torna violência real, por meio de bullying realizado por colegas e até por professores, trabalha no sentido de baixar a sua autoestima, aumentando suas dificuldades e criando outras, que poderiam nem sequer existir.

Temos, então, que encontrar uma forma prática ideal para o exercício da docência, respeitando todas essas características.

Temos que criar metodologias que alcancem a todos, em uma mesma sala, estimulando-os a partir dos seus respectivos níveis de entendimento e de suas capacidades cognitivas.

Essas metodologias devem garantir que todos se sintam em processo de aprendizagem real, a todo momento, e que sintam que têm capacidade de aprender.

Essa sensação de ter capacidade de aprender é o que vai servir para a parte mais importante de todo o processo intelectual e emocional de cada pessoa, que é a elevação da sua autoestima.

A partir do momento em que a autoestima de uma pessoa se eleva, o seu próprio cérebro começa a trabalhar, incessantemente, de forma a eliminar todas as suas dificuldades, reduzir seus sintomas, e melhorar sua percepção, sua memória e seu raciocínio.

Só o próprio cérebro consegue fazer isso de forma eficiente, e ele só precisa de autoestima elevada.

Pronto: aí está o desafio!

Criar uma metodologia que alcance todos esses objetivos.

Tenho duas dicas:

Primeira: assistir ao filme “Escritores da Liberdade”

Segunda: participar da palestra sobre a “Metodologia IUPE de Dinâmica Grupal” no dia 18 de janeiro, das 8h às 12h, na sede do IUPE na Liberdade, em Salvador.

E, em seguida, preparar a sua própria metodologia, com base nesses dois exemplos e compartilhar conosco.

O que não podemos é ficar de braços cruzados vendo nosso país continuar como o pior do mundo em educação!

Intolerância e amizade


Oi amigos!
Já falamos de sentimentos e emoções, mas faltou falar de intolerância e amizade!
Todos vocês já devem ter lido postagens, nas redes sociais, mostrando “dicas” para que você identifique quais dos seus contatos devem ser excluídos, eliminados de seu grupo de amigos, por terem ideias absurdamente diferentes das suas!
Isso está tão comum que chega a incomodar!
Nas ruas, nas faculdades, nos movimentos sociais percebe-se, claramente, que sempre existe uma opinião dominante, em forma de consciência coletiva imposta, impedindo que qualquer pessoa que pense diferente possa se expressar.
Muitas vezes essas pessoas são até ameaçadas, simplesmente por pensarem diferente!
Vamos enfatizar: Ideias absurdamente diferentes das suas!
Interessante isso! Considerar que todos devem pensar exatamente igual a mim, é a melhor forma de eu me fechar em minha própria ignorância. Sim! Porque uma opinião sem possibilidade de evolução, é ignorância.
Porque é exatamente dessa forma que nunca teremos qualquer oportunidade para evoluir em pensamentos, ideias, opiniões, conhecimentos e tudo o mais!
Vejamos:
Se seu ciclo de amizades ficar restrito apenas as pessoas que conhecem exatamente o que você conhece, que entendem o que leem, exatamente como você entende, que emitem opiniões exatamente iguais às suas, que gostam exatamente das mesmas coisas que você, que torcem pelo mesmo time que você, que professam a mesma religião que você, que são seguidoras do mesmo partido político ou da mesma linha política que você, que acreditam no mesmo sistema de governo que você, e assim por diante, sabe o que vai acontecer com você?
Você estará se fechando, por decisão própria, dentro de uma caverna tão limitadora como a que Platão descreveu em suas obras!
Por isso que eu sempre insisto em relembrar o MITO DA CAVERNA!
Para evitar que as influências dos nossos amigos intolerantes nos levem a agir exatamente igual a eles.
Essas intolerâncias só nos levam a um caminho: o caminho de entrada na caverna, uma caverna da qual será praticamente impossível sairmos.
Já que não aceitaremos sequer conversar, quanto mais conviver, com amigos que, absurdamente, pensam de forma diferente daquela imposta pela caverna!
Vamos ignorar todos os amigos que, por algum motivo, conseguiram sair da caverna!
Por isso, amigos, peço que reflitam, mais uma vez, agora sobre intolerância e ignorância, já que uma leva à construção da outra!
Agora vamos pensar um pouco, cientificamente!
Cada pessoa tem a sua forma de raciocinar. Para que cada um de nós emita uma opinião, a mente vai buscar todas as informações que estão memorizadas, que são, na realidade, a nossa cultura, a nossa vivência, a nossa experiência de vida.
Tudo isso vai sendo gravado e arquivado em nossa memória, desde o nascimento. Algumas dessas informações já vem até de nascença.
E é claro que cada um de nós tem uma experiência de vida diferente, características culturais e de costumes diferentes, vivências diferentes, e tudo o mais.
Então será sempre muito difícil duas pessoas terem exatamente a mesma opinião ou elaborar o mesmo tipo de pensamento sobre alguma coisa, a menos que um queira agradar ao outro, ou que seja obrigado a concordar com o outro por algum motivo!
As informações que a mente usa para esses raciocínios são específicas para cada pessoa em cada cultura, em cada família e alteradas por influências as mais diversas.
Então o melhor caminho é refletir bastante sobre isso, é respeitar a opinião diferente e, principalmente, a opinião contrária à nossa, porque só procurando entender as razões pelas quais as pessoas têm opiniões diferentes, é que poderemos evoluir em nosso conhecimento, em nossa forma de ver o mundo e, em suma, em nossa sabedoria!
Meus amigos são meus amigos porque são meus amigos, mas não porque pensam igual a mim!
Tenho amigos que gostam do Bolsonaro! Tenho amigos que detestam Bolsonaro! Tenho amigos que acreditam em tudo o que Lula diz! Tenho amigos que consideram Lula o maior corrupto desse país!
Tenho amigos que não estão nem aí para Bolsonaro nem Lula, nem para político algum!
Tenho amigos que professam religiões como a católica, as protestantes, ou as espiritualistas. Tenho amigos que não acreditam em Deus. Tenho amigos que não estão nem aí para a existência ou não de Deus!
Tenho amigos que são socialistas, outros são capitalistas, outros são monarquistas, outros não estão nem aí para nada disso!
Tenho amigos que acreditam que a Terra é plana! Muitos até!!! Tenho outros amigos que acreditam que ela é redonda…
Tenho amigos que são homofóbicos, tenho amigos que são machistas, tenho amigas feministas, tenho amigos que não gostam de homossexuais, tenho amigos homossexuais e bissexuais.
Então, que fique claro:
Meus amigos têm as suas próprias personalidades, as suas próprias opiniões, as suas próprias formas de ser e de pensar, e nunca, jamais, precisarão fingir que concordam com as minhas.
Mas quem deseja selecionar amigos pela opinião, pode me excluir. Não posso fazer parte de gueto exclusivista.
Gosto de respeitar todas as ideias e formas de ser, por mais divergentes que possam parecer. Sempre aprendo mais com isso.
Mas…
Essa nada mais é do que a minha opinião…
Forte abraço, amigos!

COMPLEMENTO APÓS O RECEBIMENTO DE COMENTÁRIO DE AMIGOS:

Vou acrescentar um detalhe no texto, a partir da maravilhosa intervenção de um amigo:

Realmente somos levados a querer “consertar” opiniões que consideramos ridículas ou inaceitáveis, principalmente aquelas cientificamente incorretas para o nosso conhecimento científico atual.

Poderíamos incluir aí a ideias dos “terraplanistas”, por exemplo, e outras tantas, como as polêmicas em relação a ida do homem à Lua, a redução da população mundial pelos “Iluminatis”, a existência de um mundo espiritual onde todos estarão após a morte, a própria existência ou não de Deus, o criacionismo versus o evolucionismo e muitas outras.

Mas, por mais absurda que seja (PARA CADA UM DE NÓS) uma dessas idéias, não sou da opinião de que devam ser ridicularizadas, principalmente porque, mesmo em pleno século XXI, não acredito que tenhamos conhecimento suficiente para saber o que é certo nem o que é errado em nada disso! Apenas ACREDITAMOS que nosso modelo científico atual é muito mais correto do que os anteriores. Mas anteriormente todos os cientistas também achavam o mesmo do seu modelo e ridicularizavam os anteriores!

Lembro, por exemplo, que em 1976 participei de um debate numa universidade em Melbourne onde se discutiam ideias absurdas emitidas pelos “visionários” filósofos gregos, entre eles Aristóteles e sua ideia sobre o coração como elemento principal da personalidade humana.

Hoje, mais de 40 anos depois, o HearthMath Institute e mais alguns ouotros Centros de Neurociências estão no caminho de comprovar Aristóteles e, além disso, dar um verdadeiro nó na mente das pessoas que precisam de transplante de coração! Já que o coração parece ser a pessoa, e não o corpo e o cérebro! Ou seja: onde está a ideia ridícula aí? Em Aristóteles ou nos cientistas do HearthMath Institute e demais institutos de neurociência?

Por isso, minha opinião (MINHA, QUE PODE SER COMBATIDA À VONTADE) é a seguinte:
Se uma elaboração de uma opinião contraria completamente a minha forma de ver aquele assunto, eu não só respeito a pessoa que a elabora, mas também procuro respeitar a própria opinião, no sentido de entender e compreender todas as premissas que levaram aquela pessoa a elaborar tal ideia que, para mim, pode ser ridícula.

Assim fazendo, em vez de simplesmente ignorar por achar absurda, eu poderei tentar encontrar as premissas incorretas utilizadas por esse indivíduo e, assim, poderei tentar convencê-lo a achar as premissas certas e mudar sua opinião.

Mas, mais importante ainda: Eu poderei encontrar, em seus argumentos, premissas que eu nem sequer sabia da sua existência, e com isso poderei atualizar meus conceitos em relação aquele opinião.

Ou seja: Para mim todas as opiniões, por mais absurdas que seja, foram elaboradas em premissas que podem estar incorretas ou não, e assim, analisando e consertando as premissas (educando o pensador), poderemos convencê-lo mais facilmente de seus erros.

Mas para isso temos que compreender a sua forma de pensar e isso, para mim, só se consegue, respeitando as opiniões até que sejam encontrados os erros de argumentação.

FORTE ABRAÇO!

É hora de refletir sobre sentimentos e emoções


Oi amigos!
Vim falar hoje de sentimentos e emoções. É rápido! E tem que ser mesmo, para que dê tempo de todos aproveitarem esse momento para refletir sobre a responsabilidade que temos, mesmo que de forma inconsciente, de gerar algum tipo de sentimento ou emoção que baixe a autoestima de alguma pessoa querida, uma pessoa amada, ou simplesmente um amigo!
É muito mais fácil, para qualquer um de nós, ficar triste ou sentido com uma palavra ou uma atitude de um amigo, ou até mesmo pela falta de uma palavra ou de uma atitude desse amigo.
Mas não é tão fácil percebermos quando essa palavra ou atitude ou, como eu disse, até mesmo a falta de uma palavra ou atitude, for de nossa parte!
E há momentos, como na passagem de ano, por exemplo, em que nossa mente insiste em fazer um retrospecto e, quando esses sentimentos estão presentes, sua influência emocional passa a ser muito mais forte do que em qualquer outra época do ano.
São os perigosos momentos provocadores de estados depressivos que, se não forem combatidos, poderão se transformar em depressão mesmo!
Vamos primeiro ver como geramos essas emoções depressivas, para depois ver como consertar o estrago feito?
A forma de gerarmos, no outro, o sentimento de tristeza, abandono ou decepção, é muito simples: basta não sermos totalmente sinceros em nossos relacionamentos afetivos.
Em um relacionamento afetivo, seja de namorados, ou mesmo, simplesmente entre amigos, é comum o receio de confessar que o seu sentimento não é tão forte como o que você recebe.
Mas pior ainda é quando você simula reciprocidade, forçando uma aparência emocional que não existe, pelo menos não no mesmo nível do outro.
Nesse caso você alimenta a esperança de uma relação mais profunda, mas que na realidade só existe, de verdade, na mente do outro, e não na sua.
O exercício da sinceridade em qualquer tipo de relacionamento deve ser treinado, não ao ponto de ser indelicado ou grosseiro, mas de uma forma equilibrada, para que a amizade continue forte e sincera, mas evitando a alimentação de expectativas maiores que não serão verdadeiras de uma das partes.
Bem! Essa é a forma como, mesmo inconscientemente, podemos gerar esse sentimento de tristeza, decepção ou até estado depressivo, em uma pessoa muito amiga.
E como consertar o estrago feito?
A forma mais eficaz é o encontro pessoal, a conversa presencial ou, se a distância impedir, uma ligação telefônica, em um momento em que ambos possam estar livres para conversar abertamente e, aos poucos, irem demonstrando o nível de afeto verdadeiro e assim evitar um mal maior.
O momento é esse! É agora! Não devemos deixar para depois. A falta de uma atitude nesse sentido provocará ressentimentos.
E o ressentimento é um dos maiores venenos para a nossa mente e, consequentemente, para nosso organismo.
Pense bastante. Reflita sobre suas atitudes e, principalmente, sobre a falta delas! Coloque-se no lugar do outro e imagine o que o outro pode estar sentindo.
Ligue e converse.
Elimine qualquer possibilidade de ressentimentos futuros!
Forte abraço, amigos! Sejam muito felizes!

Vale do Capão – conversa de fim de tarde

IUPE LIVE 20-12-2017 Envelhecimento e seus desafios

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