Doenças X Falta de educação

Prezados amigos:

Um assunto que me preocupa é a destruição das mentes das crianças e adolescentes através da administração de medicamentos controlados em problemas simplesmente comportamentais.

As centenas de relatos que tenho recebido sobre o assunto me assustam muito! Tudo começa com os professores, coordenadores e psicopedagogos das escolas que, antes mesmo de esgotarem todas as metodologias psico-pedagógicas, encaminham os alunos para exames neurológicos com suspeita de TDAH e outras doenças…

Ora! O neurologista ou o neuro-pediatra só aprende a identificar as patologias a partir da sintomatologia apresentada e a aplicar os medicamentos adequados ao tratamento. Não cabe ao médico a aplicação de exercícios psico-pedagógicos preliminares para identificar, nesses sintomas, causas ligadas exclusivamente a má educação familiar ou a falta de dedicação individualizada do professor em sala de aula.

Assim sendo não é sua culpa a aplicação de medicamentos controlados em crianças que nunca os precisariam, podendo até serem vítimas de efeitos colaterais desastrosos com tenho encontrado com frequencia!

Cabe, sim, ao psicopedagogo na escola, essa identificação, para esgotar todas as metodologias e só encaminhar o aluno aos profissionais médicos quando houver certeza de que o problema não é simplesmente educacional.

Crianças e adolescentes com capacidade cognitiva muito acima da média e que, naturalmente, não “aguentam” ter que ficar em uma sala ouvindo o professor ensinar aquilo que já estão cansados de saber, acabam ficando ansiosos para sair da sala, jogar bolinhas de papel nos colegas, levantar toda hora etc…, sendo imediatamente “rotulados” como portadores de TDAH!

Quando esses meninos são encaminhados ao neurologista com tais sintomas acabam tendo que ser “tratados” com RITALINA, tendo início aí a destruição dessa sua capacidade cognitiva… Da mesma forma crianças e adolescentes com elevado grau de irritabilidade e agressividade em sala de aula, ou completamente isoladas do mundo à sua volta e que apenas precisariam que sua família passasse por uma psico-terapia (já que a causa está no péssimo ambiente em sua casa), acabam sendo levados a tratamentos semelhantes, como se fossem portadores de patologias psicogênicas, iniciando aí o seu processo de destruição das ligações neuronais que possibilitariam o seu sucesso intelectual futuro!

Para não “esticar muito” essa mensagem fico por aqui, informando que estou procurando divulgar para as escolas, para as famílias e para os profissionais de psicopedagogia, uma série de sugestões metodológicas, cada uma para ser aplicada pelo professor de uma disciplina, de forma que tais “anomalias comportamentais” sejam inicialmente tratadas na própria sala de aula e em casa, antes que as identifiquemos enganosamente como patologias neurológicas ou psiquiátricas!

Vou, aos poucos, divulgar algumas dessas idéias, solicitando que todos contribuam com sugestões e assim evitemos mais destruição de inteligências futuras.

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