Criança com sintomas de hiperatividade e déficit de atenção

CRIANÇA COM SINTOMAS DE HIPERATIVIDADE E DÉFICIT DE ATENÇÃO

RESPOSTA A DÚVIDA DE UMA PROFESSORA PARA FAZER O ACOMPANHAMENTO CORRETO

Inicialmente veja que cada criança tem a sua particularidade, o que significa que o que é bom para uma nem sempre é para a outra.

Mas se essa criança toma remédio controlado e continua assim, já dá para perceber que o remédio pode estar incorreto e o médico deve ser alertado para isso.

1ª parte: LAUDO MÉDICO

O acompanhamento correto e completo deveria iniciar com a leitura do laudo médico, primeiro para saber se o médico é o profissional correto, ou seja, um neuropediatra ou um psiquiatra infantil ou, pelo menos um pediatra. Se for um neurologista ou um psiquiatra, sugiro levar ao profissional correto imediatamente.

Mesmo sendo um profissional correto, é importante conversar com quem levou a criança, para saber quais foram as informações e exames que o médico fez para chegar a conclusão da necessidade daqueles remédios.

A consulta a um outro profissional da mesma especialidade é recomendável e nenhum profissional sério ficaria incomodado com isso, mas até gostaria de ver a opinião de um outro colega. Isso porque o que está em risco é a felicidade e o desenvolvimento de uma criança.

2ª parte: FOCO DE INTERESSE DA CRIANÇA

Independente das providências recomendadas na 1ª parte, vamos agora ao procedimento em sala, a ser realizado pela professora, assim como pelos pais, em casa.

O importante é encontrar o “foco de interesse” da criança. Assista a esse vídeo meu, que está publicado no Youtube:

http://iupe.webnode.com/colegioiupe/aulas-em-video/metodologia-iupe-para-educadores/foco-de-interesse-do-educando/

A descoberta do foco de interesse é o caminho que vai fazer com que a professora possa preparar estratégias de aprendizagem totalmente voltadas para esse foco. Isso tem sido super eficaz até com crianças autistas!

Agora é com a professora, ou seja: todos os dias entusiasmar a criança com atividades ligadas ao seu foco de interesse, para que a sua atenção seja despertada e o cérebro dela, por si só, começa a “se consertar” aos poucos.

3ª parte: AMBIENTE

Em paralelo com tudo isso é bom analisar também a forma como a criança reage ao ambiente em que está estudando. A mudança de ambiente para outras áreas, ou mesmo até uma alteração na decoração ou ambientação da própria sala, pode ajudar sobremaneira no desenvolvimento de sua capacidade de concentração.

4ª parte: DISCUTIR RESULTADOS

Não é conveniente criar expectativas de obtenção de resultados imediatos! Cada pequeno resultado alcançado deve ser comemorado, junto com a criança, como se fosse uma tremenda vitória. A criança pode não ter qualquer tipo de doença, ou seja, os sintomas podem ser todos fruto de bloqueio emocional, mas pode ser que tenha doença verdadeira, o que obrigará a continuidade dos remédios. Mas isso será avaliado pelo médico no decorrer do acompanhamento, que deve ser feito em conjunto pelos professores, familiares e médico.

Mas na escola é importante que seja criada imediatamente a ficha de acompanhamento dessa criança, relatando todos os pormenores observados agora e, a cada alteração, deve ser feito novo registro, incluindo aí cópias dos laudos e dos relatos de quem está no processo de acompanhamento.

Isso vai ajudar bastante, não só essa criança, mas todas as demais que apareçam com problemas semelhantes, a partir do momento em que os professores possam ter acesso a essas fichas para estudo.

5ª parte: CONTATO COM NOSSO INSTITUTO (IUPE)

Peço que me mandem os relatos desse acompanhamento, se for possível, com todos os dados possiveis, incluindo copias de laudos, para que nosso instituto possa inclui-lo nos dados de casos semelhantes, e assim possamos estar contribuindo para ajudar a outros professores de outras escolas em qualquer lugar do mundo.

[Acompanhe meus ensaios, meus devaneios e meus romances em: http://romanceviravolta.blogspot.com/%5D

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1 Comentário

  1. Lia de Paula Moraes said,

    31 de março de 2011 às 16:46

    Sou psicóloga aposentada do Ministério da Saúde e tenho um filho hiperativo. A partir da experiência profissional aliada å vivência pessoal escrevi o livro infantil JOÃO AGITADÃO, editora Caravansarai, que visa elevar a autoestima das crinças com TDAH.


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