IUPE Educação: Bullying – Três passos para eliminá-lo da escola.

Ao me deparar com as notícias mais recentes de dois casos de bullying, resolvi comentar sobre o problema em nosso encontro de hoje.
O primeiro é sobre o caso de uma escola em Ponta Grossa, no Paraná, quando os pais de uma menina e seu irmão, vítimas de bullying, conseguiram processar os pais das duas meninas acusadas do crime. O resultado da ação foi a condenação dos pais das abusadoras a pagar uma indenização por danos morais de R$ 15.000,00. Eles estão recorrendo, já que devem estar certos de que suas filhas têm o direito de serem criminosas e nada pagar por seus atos…
O segundo caso é mais grave. O menino Roliver, de Vitória, no Espírito Santo, cometeu suicídio após sofrer constantemente de bullying na escola. Seus pais procuraram auxílio na escola, quando detetaram o problema, mas a escola nada fez. Eles pediram transferência, mas a Secretaria de Educação só disponibilizou três escolas diferentes, uma para cada filho, o que seria impraticável para a família com três filhos. Ele, então, teve que permanecer na escola e, não aguentando as sessões de bullying, cometeu suicídio.
Quem paga por isso?
Alguns jornais fazem uma enquete para saber o que precisamos para reduzir o bullying nas escolas e colocam as respostas em forma de múltipla escolha.
a) Os pais precisam conversar mais com seus filhos.
b) Os professores precisam ficar mais “ligados” aos alunos.
c) As escolas precisam desenvolver melhor educação de valores.
Tudo isso já é obrigação de todos! Mas o problema não pode ser resolvido apenas dessa forma! Ele é sério e urgente!
Precisamos imediatamente tomar providências reais, enérgicas, verdadeiras e responsáveis!
E isso pode ser feito em três passos simples, porém, importantes:
1º passo: Os professores devem ficar muito atentos a qualquer sinal de bullying, mesmo que seja um simples apelido que um aluno poe em outro colga. Nada disso deve ser tolerado e a punição deve ser sempre rigorosa, exemplar e imediata, para que todos sejam desestimulados a praticar tais atos.
2º passo: Os pais devem ser chamados à responsabilidade, para que aprendam a dar limites aos seus filhos. Muitos pais não sabem de verdade, como fazer isso e, portanto, não têm culpa por estarem errando! Por isso que, para esse segundo passo, é necessário que a escola promova aulas de TREINAMENTO PARENTAL. E só assim estaremos contribuindo para que, nessas famílias, já não sejam criados potenciais criminosos. Sim! Porque bullying é crime! Bullying provoca suicídio e assassinato de crianças, portanto, só não considera crime quem nada tem a ver com humanidade!
Bem! Tudo poderia parar por aqui! Mas, infelizmente, há diversos casos em que não teremos nenhuma atitude positiva dos pais, assim como, não haverá nenhuma atitude de identificação e resolução do problema por algumas instituições escolares.
Se isso ocorrer o passo seguinte deve ser o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Denúncia bem estruturada para evitar que sejam construídos verdadeiros monstros, por total falta de responsabilidade de alguém, seja da escola, seja dos professores, seja das famílias, ou seja lá de quem for!
O que não podemos mais tolerar é ler, todos os dias, mais o anúncio de um suicídio ou de um assassinato provocado por alguém que sofreu o processo de bullying e constatar que nada foi feito para diminuir o seu sofrimento.

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