Problemas de gênero e orientação sexual

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Autismo e TDAH-Vamos salvar nossas crianças?

Uma conversa rápida sobre o autismo

Educação e outras reflexões-07/02/2018

1º Seminário de Educação Especial Inclusiva – Ipixuna-Pará

1ª Reunião de Pais IUPE 2018 – Uma escola diferente

Estudos sobre educação e inclusão 4ª parte 14-01-2018


OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO RESPONSÁVEL
Em relação aos alunos especiais o que mais se ouve são detalhes das defi-ciências, dos impedimentos, da falta de capacidade cognitiva, da baixa in-telectualidade, do mau comportamento, da agressividade, ou seja: Para quem escuta pela primeira vez, parece que esse aluno é constituído exclu-sivamente de problemas em forma de síndromes, transtornos, bloqueios, dificuldades e patologias!

E como somos acostumados a entregar aos médicos a responsabilidade pela cura de todos os nossos males, incluindo males que, na realidade, são da nossa própria competência, como baixa autoestima, preguiça de reali-zar atividades físicas, falta de controle com o que come e com o que bebe, falta de planejamento de uma rotina saudável, e outras coisas, fazemos a mesma coisa com esse tipo de aluno, e exigimos que a família nos traga o seu “laudo médico”.

É óbvio que, havendo um acompanhamento médico e que necessite cui-dados especiais na escola, precisamos ter o laudo, ou um relatório para tomar conhecimento disso e dar a devida atenção.

Mas o nosso foco principal não pode ser a doença, o transtorno, ou a sín-drome já identificada ou diagnosticada, mas sim a atenta observação e análise de todas as características que possam interferir na sua aprendiza-gem, no seu comportamento, no seu estado emocional e no seu desenvol-vimento como um todo, independentemente de qualquer laudo ou diag-nóstico que nos seja apresentado.

Nossos objetivos principais, então, são: a garantia da aprendizagem; do desenvolvimento de autonomia; e da elevação da autoestima de cada um dos nossos alunos.

Para isso teremos uma infinidade de metas, entre elas a cautelosa identifi-cação de todas as características importantes para o seu desenvolvimento integral, como as percepções, equilíbrio, comando motor, entendimento geral e capacidade de elaboração.

Para tudo isso há testes específicos e protocolos pedagógicos, identifican-do os níveis de percepção e entendimento: visual; auditivo; táctil; gustati-vo; e olfativo.

Em audição e visão é importante realizar, também, testes telemétricos, pa-ra identificar possíveis desequilíbrio de lateralidade.

Os testes de equilíbrio e comando motor podem identificar, desde cedo, anomalias no cerebelo. Hoje isso está aparecendo com mais frequência em crianças com microcefalia, por exemplo.

Os testes de entendimento podem mostrar bloqueios de raciocínio lógico ou linguístico importantes. Aí teremos que nos aprofundar um pouco mais, mas continua sendo nossa área, a de aprendizagem.

Outra meta, a partir dessa fase de identificação, é o desenvolvimento e aplicação de metodologias e técnicas didáticas que reduzam, superem ou até eliminem as dificuldades de aprendizagem.

Nesse ponto, se a dificuldade mostrar sintomas claros de síndromes, trans-tornos ou patologias, aí sim, além de continuar o desenvolvimento e apli-cação de metodologias e técnicas didáticas que reduzam, superem ou até eliminem tais dificuldades, o educador deve preparar um relatório especí-fico, para encaminhar o aluno para atendimento especializado.

Esse encaminhamento, parte importante das metas do educador, é crítico, e nunca deve ser realizado sem conhecimento básico da relação entre os sintomas observados e a especialidade que detenha a devida competência.

Os atendimentos iniciais devem ser realizados, preferencialmente, pelo psicopedagogo, que analisa se o procedimento está em sua competência ou o encaminha ao demais profissionais, entre eles: psicólogo, neuropsi-copedagogo, nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e, na área médica, o pediatra. O encaminhamento para a área médica deve sempre ser para o pediatra. A partir dele virão os demais profissionais.

É importante eliminar a tendência de pais e professores em “diagnosticar” seus filhos e alunos, encaminhando-os diretamente a um neurologista, por exemplo!

O especialista fica sem a possibilidade de realizar um acompanhamento mais demorado, e acaba prescrevendo medicamentos ligados ao sintoma, mas sem condições de analisar as suas origens. Isso, frequentemente, pre-judica mais a criança do que ajuda.

Então, estamos vendo que, até a responsabilidade de encaminhar corre-tamente o aluno para acompanhamento terapêutico, é uma das metas que compõe nosso objetivo principal.

É bom sempre lembrar que o acompanhamento médico ou o tratamento terapêutico é a parte clínica do processo, que corre em paralelo com o processo educacional.

A aprendizagem continua, todo o tempo, sob a nossa responsabilidade, e isso significa que o educador não depende de laudo médico algum para o desenvolvimento e aplicação das suas metodologias, visando a aprendiza-gem e o desenvolvimento do aluno!

O ideal, em todos os casos de patologias mais sérias, é que o educador, responsável pelo desenvolvimento do aluno, mantenha contato com o te-rapeuta, responsável pela parte clínica, tanto para analisar se deve ade-quar alguma metodologia, como para dar informações sobre a redução ou não dos sintomas.

É bom lembrar sempre de nossos objetivos. “Dar aula” é uma parte de uma das nossas metas, mas nunca objetivo! Garantir aprendizagem, sim, é objetivo!

Por isso que o desenvolvimento de metodologias apropriadas à realidade de nossos alunos é de suma importância!

Esse detalhe está muito mal-entendido, provoca muita polêmica e gera um verdadeiro “exército” de sabotadores!

Sabotadores não querem alterar sua metodologia e não se acham obriga-dos a isso!

Tais profissionais sabotadores, ao receberem alunos especiais em suas turmas, quando muito acabam concordando em “acolhê-los”, deixando-os “depositados” em um canto da sala e, mesmo assim, ainda acham que es-tão fazendo um grande favor ao aluno e à sua família.

Voltando às nossas metas vamos proceder, então, a observação, identifi-cação e análise do nível de inteligência e da capacidade cognitiva existente em cada um dos alunos, sejam eles especiais ou não, já que precisamos disso para garantir a realização de nossa missão principal.

Nessas nossas observações, nosso interesse estará na inteligência existen-te (sempre há), no conhecimento já adquirido, nas habilidades potenciais ou em desenvolvimento, ou seja, em toda a parte positiva ligada ao seu processo de aprendizagem.

Um detalhe primordial, mas frequentemente esquecido por muitos pro-fessores, é a necessidade de se encontrar o “ponto de entendimento” do aluno naquela matéria ou naquele assunto.

Nunca teremos sucesso na realização de nossas metas rumo ao objetivo principal, se ignorarmos o tal “ponto de entendimento” do aluno!

Tentar ensinar a um aluno algo além de seu ponto de entendimento é total “perda de tempo”. Seu cérebro jamais conseguirá acompanhar o raciocí-nio de quem explica e, muitas vezes, isso faz com que o cérebro do aluno seja totalmente bloqueado para qualquer outro tipo de entendimento na-quela matéria, ou até nas demais!

Com isso traçamos, imediatamente, os principais objetivos da educação responsável, que são:

1. Proporcionar a aprendizagem real de todos os alunos;

2. Desenvolver e estimular a intelectualidade, o conhecimento e as ha-bilidades para que ele alcance a sua autonomia, com autoestima elevada;

3. Prepará-lo para uma convivência social saudável e produtiva, junta-mente com a formação do caráter.

Traçados os objetivos poderemos desenvolver, com tranquilidade, todo o nosso trabalho.

Mas é importante que, a cada dúvida sobre a atividade a ser apresentada ao aluno, sobre a forma de estimulá-lo ou, principalmente, sobre a forma de avaliar seu desempenho, voltemos sempre a análise dos objetivos, para termos certeza de que não estamos fugindo deles!

Refletir sobre isso é fundamental para desenvolver a nossa própria criati-vidade, e para que nosso trabalho seja muito mais eficaz. 

Consciência Humana em O Menino dos Jornais (chamada)


(…)nos iludimos com uma realidade que é apenas parte do real, que é apenas uma representação particular, só nossa, do imenso desconhecido que nos cerca(…)
(na página 127 de O Menino dos Jornais)

Estudos sobre educação e inclusão 3ª parte


O TEATRO DA SALA DE AULA

Há quem diga, com muita frequência, que ser professor é um grande sacrifício e que não vê a hora de se aposentar!

Sinto muita pena dessas pessoas!

Ou erraram muito no momento em que escolheram a profissão, ou acharam que a pedagogia ou as licenciaturas eram os cursos superiores mais fáceis para ingressar e para conseguir emprego, ou foram “jogados” nela por perversidade dos pais ou, quem sabe, lá estão para resolver algum karma gerado em uma das suas vidas passadas…

O fato é que esses estão na profissão errada, principalmente porque, em qualquer dessas situações, quem vai “pagar o pato” é a educação e, principalmente, os alunos, provocando o que hoje estamos vendo claramente, que é a péssima situação de nossa realidade de aprendizagem, ou melhor, de não aprendizagem!

Há, na realidade, toda uma forma de entendermos a tarefa docente como uma tarefa produtiva e prazerosa.

Tudo depende de, primeiramente, estarmos bem conosco mesmo, o que significa estar “bem resolvido” de forma pessoal, conosco mesmo, e conjugalmente, com nosso cônjuge.

Essa profissão exige que estejamos psicologicamente e emocionalmente bem estruturados, porque estamos lidando com crianças, adolescentes e jovens provenientes de todo tipo de realidade social e familiar!

Já conversamos sobre tudo isso desde a página 17 até a página 30, em nosso livro “Afetividade na Educação-Psicopedagogia”.

Estando “bem resolvidos” teremos condição de entender que cada um de nossos alunos deve ser assumido como um projeto pessoal de nossa vida profissional.

O fracasso de qualquer um deles, mesmo que esteja claro que os motivos fugiram de nossa alçada, significará uma mancha em nosso projeto de vida, já que passaram por nós!

Mas como poderemos estar preparados para assumir esses projetos, se são tantas as diferenças comportamentais, intelectuais, cognitivas, emocionais, temperamentais e tudo o mais?

Bem! Aqui vai uma dica, que é apenas uma das ideias que eu mais gosto, só para ajudar na montagem inicial de tais projetos, mas que pode ajudar bastante.

Sempre deu certo para mim e para todos os colegas que experimentaram!

É, na realidade, mais um dos muitos exercícios de imaginação criativa, no qual vamos transformar nossa sala de aula em um palco e nossos alunos em atores de uma peça teatral.

A ideias é enxergar todos os alunos da sua turma como se fossem atores de uma peça teatral, peça essa da qual você tentará ser o diretor.

Essa peça terá início no seu primeiro dia de aula e só terminará no final do ano letivo, com um pequeno recesso para as férias do meio do ano.

Cada um dos seus alunos representa um personagem diferente, fruto da reação psíquica e emocional ao ambiente em que ele está inserido, tanto em casa, na sua família, como na rua, com seus amigos, e também na própria escola, com seus colegas.

Eles tentam assumir personagens próprios, diferentes daqueles que você gostaria de ter criado para eles, porque sempre procuram, em seus personagens, reduzir suas carências afetivas, ou até demonstrá-las.

Alguns personagens servem para demonstrar, até para eles mesmos, que eles existem, já que alguns são ignorados por suas famílias, outros sofrem discriminações em seu próprio meio, e também há os que são violentados, mesmo que simbolicamente.

E não existe ambiente mais propício do que o da escola, para dar vida a esses personagens! Há toda uma plateia à disposição, que são os seus colegas, os colegas de outras turmas, os professores e os funcionários.

E as características de seus personagens podem até ser fortalecidas, muitas vezes negativamente, quando passam a atuar em grupo, devido à forte influência da consciência coletiva, muito bem analisada por Émile Durkeim.

Está montado, então, o teatro!

Quem entende de arte teatral sabe que o ator precisa estar preparado para não confundir sua identidade com a de seu personagem, para não viver uma vida que não é sua.

Para isso existe a escola de teatro e todos os seus exercícios de arte dramática.

Mas nossos alunos-atores não tiveram esse treinamento, logo não foram preparados para o exercício da arte dramática.

Isso significa que facilmente confundem seus personagens com sua própria personalidade!

Aí então começa uma das primeiras tarefas do professor, que é a tentativa de identificar o que é personagem e o que é real no comportamento do aluno.

Agora é só planejar uma primeira reunião do Conselho de Classe, para que seja iniciado o acompanhamento de cada aluno, visando o alcance do objetivo principal da educação escolar, que é a aprendizagem e a formação do caráter.

Para essa primeira reunião é importante que todos os profissionais da escola participem, para identificar se há mudanças comportamentais nos diferentes ambientes.

A partir dessa análise inicia-se a identificação das causas, para traçar o planejamento das estratégias necessárias.

Um professor sozinho poderá até realizar esse trabalho, mas a parceria com os demais é sempre muito mais proveitosa.

Embora na maioria das vezes o aluno seja o reflexo da realidade comportamental de seus pais, há muitas exceções.

Identificadas as causas temos alguns caminhos a percorrer. Um deles é a tentativa de anular a causa, que frequentemente está no ambiente familiar. Se
isso for possível podemos ter certeza de que os resultados serão os mais eficazes.

Caso isso seja muito difícil, a opção é anular o personagem, antes que esse anule a real identidade do aluno!

Há diversos caminhos para isso:

O primeiro é recorrer ao acompanhamento psicopedagógico que, caso identifique a necessidade de outro profissional, vai fazer esse encaminhamento.

Outro, muito eficaz, é a utilização de exercícios de vivência de virtudes e valores humanos.

Há vários livros no mercado com esse tema, alguns deles com exercícios específicos para determinadas faixas etárias e outros específicos para situações sociais diferenciadas, como refugiados de guerra, meninos de rua, etc… Os que eu mais utilizei, até hoje, foram os do Instituto Vivendo Valores, escritos pela educadora Diane Tilman.

Realizando esse trabalho teremos de volta o aluno normal, livre de seu personagem, podendo, agora, aprender com mais facilidade e construir o seu caráter como desejamos.

Essa é uma das dicas.

Mais uma vez recomendo a todos que assistam ao filme “Escritores da Liberdade”.

São ideias que ajudam muito a nossa necessária criatividade.

Estudos sobre Educação e Inclusão – 2ª parte

DIÁLOGO TEORIA-PRÁTICA
Importância do diálogo teórico-prático e histórico-filosófico na formação do educador

Um dos comentários mais “sabotadores” que encontro, em todos os meios profissionais, é o que considera “perda de tempo” estudar os teóricos, com a afirmação de que as teorias são lindas, mas na prática, não funcionam!

Dá pena das pessoas que dependem desses profissionais!

Dá pena das pessoas que são obrigadas a confiar em profissionais cuja prática não se sustenta em nenhuma teoria, mas apenas em suposições pessoais, em experimentações aleatórias, sem a menor preocupação em pesquisar estudos anteriores, como se tais estudos de nada valessem.

Como se não fossem esses estudos os responsáveis pela origem de conceitos que ajudam, a todo momento, a evolução de qualquer ciência.

Na educação é a mesma coisa. Há professores que combatem ideias, metodologias, propostas e estudos que lhe são apresentados, sem que se deem ao trabalho de, sequer, analisa-los, muito menos ainda, praticá-los!

Preferem dizer que não dá certo! Que quem desenvolveu tais estudos, não conhece sala de aula como a sua! Que na prática nada disso dá resultado!

Se queremos uma educação que mude a realidade brasileira, ou que, pelo menos, mude a nossa satisfação em garantir uma educação com qualidade e com boa formação de caráter, precisamos analisar tudo, desde os mais antigos escritos, como os de Iohannis Amos Comenius, na sua “Didática Magna”, do século XVII, até os atuais educadores, passando por Piaget, Vygotsky e todos os demais.

Todas as teorias vieram de observações e experimentações.

Portanto, afirmar que, na prática, não funcionam, precisa que não tenham sido estudadas corretamente, ou que haja uma resistência muito grande em aplicá-las.

O que vejo é muita acomodação a uma “zona de conforto” totalmente retrógrada, ineficiente e, pior ainda, irresponsável!

Se nem um vendedor de chuchu na feira consegue manter sua freguesia, se não mudar o layout de sua barraca, ou a sua forma de mostrar o produto ou de estimular o comprador, como um professor conseguirá manter a atenção e garantir a aprendizagem de todos os seus alunos, se não estudar metodologias, teorias e experimentações, para poder criar algo novo com base em tudo isso?

E criar algo novo não significa, de forma alguma, abandonar o antigo, mas sim, se basear no antigo, para mudar para melhor! Os exemplos estão aí, bem claros!

Quando Comenius, em pleno séc. XVII, escreveu que “Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos não quanto eles podem aprender, mas quanto ele próprio deseja”, ele estava sendo mais atual do que muitos professores hoje, em relação a uma educação responsável, principalmente na época da educação inclusiva!

Infelizmente estamos vendo, diariamente, em muitas escolas, professores agindo idiotamente, e se achando certos, mas insatisfeitos com a sua profissão, revoltados com tudo, ou seja, “de mal” com a vida…

Estão na profissão errada!

Nem sequer procuram saber as razões pelas quais alguns de seus alunos não aprendem com a mesma facilidade que os demais, preferindo excluí-los, por meio de reprovações, e manter apenas os que estiverem no mesmo nível.

“Eu dou a minha aula para quem quer aprender. Os demais que se virem para passar! Minha obrigação é dar a aula. Nada tenho a ver com estimular aluno relapso”

Lembro a tais professores que, se em minha escola, eu só tivesse esse tipo de aluno interessado, eu não precisaria contratar nenhum professor! Bastaria dar aos alunos acesso à internet e orientá-los nas pesquisas. Eu sozinho faria isso!

Nós, professores, somos necessários exatamente para o aluno com dificuldades de aprendizagem, desestimulado para o estudo, acomodado à incapacidade de entendimento e aprendizagem, ou seja, para aqueles que não conseguem acompanhar o nível dos colegas, sejam quais forem os motivos. Os demais não precisam de nós!

Para termos uma educação de qualidade precisamos, então, estudar os teóricos, analisar a sua evolução histórica, e desenvolver a nossa capacidade de questionamento filosófico, levando em consideração as mudanças no meio, as mudanças na cultura e, principalmente, a evolução da mente da própria criança e as suas dificuldades de aprendizagem, tanto as antigas (dislexia, discalculia, TEA, TDAH), como as novas, como por exemplo, a microcefalia.

Sei que o simples estudo histórico pode criar a sensação de que aquela metodologia é única e que qualquer desvio de sua originalidade vai fazer com que perca a sua validade.

Da mesma forma o simples questionamento, sem uma boa análise cuidadosa, pode eliminar as possíveis qualidades do processo criado pelo educador, mesmo que não escrito, mas sim despertado, ao leitor atento, devido ao que foi escrito.

Mas num diálogo histórico-filosófico juntamos a análise de algo já criado, com todas as suas possibilidades alternativas e, a partir do exercício do questionamento, podemos fazer surgir ideias novas, que nem sequer foram pensadas pelos autores, mas que, em suas entrelinhas, as tenham despertado em nós, leitores.

E, lembrando sempre: manter as observações em relação às características de cada aluno, ou seja: suas dificuldades; suas habilidades; seus interesses e suas diferentes formas de entendimento de mundo.

Tudo isso passa a constituir a base desse estudo.

A base para a construção, dentro de cada um de nós, de um educador responsável!

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