A cigarra e a formiga em “O Menino dos Jornais”

Anúncios

Consciência Humana em O Menino dos Jornais (chamada)


(…)nos iludimos com uma realidade que é apenas parte do real, que é apenas uma representação particular, só nossa, do imenso desconhecido que nos cerca(…)
(na página 127 de O Menino dos Jornais)

Intolerância e amizade


Oi amigos!
Já falamos de sentimentos e emoções, mas faltou falar de intolerância e amizade!
Todos vocês já devem ter lido postagens, nas redes sociais, mostrando “dicas” para que você identifique quais dos seus contatos devem ser excluídos, eliminados de seu grupo de amigos, por terem ideias absurdamente diferentes das suas!
Isso está tão comum que chega a incomodar!
Nas ruas, nas faculdades, nos movimentos sociais percebe-se, claramente, que sempre existe uma opinião dominante, em forma de consciência coletiva imposta, impedindo que qualquer pessoa que pense diferente possa se expressar.
Muitas vezes essas pessoas são até ameaçadas, simplesmente por pensarem diferente!
Vamos enfatizar: Ideias absurdamente diferentes das suas!
Interessante isso! Considerar que todos devem pensar exatamente igual a mim, é a melhor forma de eu me fechar em minha própria ignorância. Sim! Porque uma opinião sem possibilidade de evolução, é ignorância.
Porque é exatamente dessa forma que nunca teremos qualquer oportunidade para evoluir em pensamentos, ideias, opiniões, conhecimentos e tudo o mais!
Vejamos:
Se seu ciclo de amizades ficar restrito apenas as pessoas que conhecem exatamente o que você conhece, que entendem o que leem, exatamente como você entende, que emitem opiniões exatamente iguais às suas, que gostam exatamente das mesmas coisas que você, que torcem pelo mesmo time que você, que professam a mesma religião que você, que são seguidoras do mesmo partido político ou da mesma linha política que você, que acreditam no mesmo sistema de governo que você, e assim por diante, sabe o que vai acontecer com você?
Você estará se fechando, por decisão própria, dentro de uma caverna tão limitadora como a que Platão descreveu em suas obras!
Por isso que eu sempre insisto em relembrar o MITO DA CAVERNA!
Para evitar que as influências dos nossos amigos intolerantes nos levem a agir exatamente igual a eles.
Essas intolerâncias só nos levam a um caminho: o caminho de entrada na caverna, uma caverna da qual será praticamente impossível sairmos.
Já que não aceitaremos sequer conversar, quanto mais conviver, com amigos que, absurdamente, pensam de forma diferente daquela imposta pela caverna!
Vamos ignorar todos os amigos que, por algum motivo, conseguiram sair da caverna!
Por isso, amigos, peço que reflitam, mais uma vez, agora sobre intolerância e ignorância, já que uma leva à construção da outra!
Agora vamos pensar um pouco, cientificamente!
Cada pessoa tem a sua forma de raciocinar. Para que cada um de nós emita uma opinião, a mente vai buscar todas as informações que estão memorizadas, que são, na realidade, a nossa cultura, a nossa vivência, a nossa experiência de vida.
Tudo isso vai sendo gravado e arquivado em nossa memória, desde o nascimento. Algumas dessas informações já vem até de nascença.
E é claro que cada um de nós tem uma experiência de vida diferente, características culturais e de costumes diferentes, vivências diferentes, e tudo o mais.
Então será sempre muito difícil duas pessoas terem exatamente a mesma opinião ou elaborar o mesmo tipo de pensamento sobre alguma coisa, a menos que um queira agradar ao outro, ou que seja obrigado a concordar com o outro por algum motivo!
As informações que a mente usa para esses raciocínios são específicas para cada pessoa em cada cultura, em cada família e alteradas por influências as mais diversas.
Então o melhor caminho é refletir bastante sobre isso, é respeitar a opinião diferente e, principalmente, a opinião contrária à nossa, porque só procurando entender as razões pelas quais as pessoas têm opiniões diferentes, é que poderemos evoluir em nosso conhecimento, em nossa forma de ver o mundo e, em suma, em nossa sabedoria!
Meus amigos são meus amigos porque são meus amigos, mas não porque pensam igual a mim!
Tenho amigos que gostam do Bolsonaro! Tenho amigos que detestam Bolsonaro! Tenho amigos que acreditam em tudo o que Lula diz! Tenho amigos que consideram Lula o maior corrupto desse país!
Tenho amigos que não estão nem aí para Bolsonaro nem Lula, nem para político algum!
Tenho amigos que professam religiões como a católica, as protestantes, ou as espiritualistas. Tenho amigos que não acreditam em Deus. Tenho amigos que não estão nem aí para a existência ou não de Deus!
Tenho amigos que são socialistas, outros são capitalistas, outros são monarquistas, outros não estão nem aí para nada disso!
Tenho amigos que acreditam que a Terra é plana! Muitos até!!! Tenho outros amigos que acreditam que ela é redonda…
Tenho amigos que são homofóbicos, tenho amigos que são machistas, tenho amigas feministas, tenho amigos que não gostam de homossexuais, tenho amigos homossexuais e bissexuais.
Então, que fique claro:
Meus amigos têm as suas próprias personalidades, as suas próprias opiniões, as suas próprias formas de ser e de pensar, e nunca, jamais, precisarão fingir que concordam com as minhas.
Mas quem deseja selecionar amigos pela opinião, pode me excluir. Não posso fazer parte de gueto exclusivista.
Gosto de respeitar todas as ideias e formas de ser, por mais divergentes que possam parecer. Sempre aprendo mais com isso.
Mas…
Essa nada mais é do que a minha opinião…
Forte abraço, amigos!

COMPLEMENTO APÓS O RECEBIMENTO DE COMENTÁRIO DE AMIGOS:

Vou acrescentar um detalhe no texto, a partir da maravilhosa intervenção de um amigo:

Realmente somos levados a querer “consertar” opiniões que consideramos ridículas ou inaceitáveis, principalmente aquelas cientificamente incorretas para o nosso conhecimento científico atual.

Poderíamos incluir aí a ideias dos “terraplanistas”, por exemplo, e outras tantas, como as polêmicas em relação a ida do homem à Lua, a redução da população mundial pelos “Iluminatis”, a existência de um mundo espiritual onde todos estarão após a morte, a própria existência ou não de Deus, o criacionismo versus o evolucionismo e muitas outras.

Mas, por mais absurda que seja (PARA CADA UM DE NÓS) uma dessas idéias, não sou da opinião de que devam ser ridicularizadas, principalmente porque, mesmo em pleno século XXI, não acredito que tenhamos conhecimento suficiente para saber o que é certo nem o que é errado em nada disso! Apenas ACREDITAMOS que nosso modelo científico atual é muito mais correto do que os anteriores. Mas anteriormente todos os cientistas também achavam o mesmo do seu modelo e ridicularizavam os anteriores!

Lembro, por exemplo, que em 1976 participei de um debate numa universidade em Melbourne onde se discutiam ideias absurdas emitidas pelos “visionários” filósofos gregos, entre eles Aristóteles e sua ideia sobre o coração como elemento principal da personalidade humana.

Hoje, mais de 40 anos depois, o HearthMath Institute e mais alguns ouotros Centros de Neurociências estão no caminho de comprovar Aristóteles e, além disso, dar um verdadeiro nó na mente das pessoas que precisam de transplante de coração! Já que o coração parece ser a pessoa, e não o corpo e o cérebro! Ou seja: onde está a ideia ridícula aí? Em Aristóteles ou nos cientistas do HearthMath Institute e demais institutos de neurociência?

Por isso, minha opinião (MINHA, QUE PODE SER COMBATIDA À VONTADE) é a seguinte:
Se uma elaboração de uma opinião contraria completamente a minha forma de ver aquele assunto, eu não só respeito a pessoa que a elabora, mas também procuro respeitar a própria opinião, no sentido de entender e compreender todas as premissas que levaram aquela pessoa a elaborar tal ideia que, para mim, pode ser ridícula.

Assim fazendo, em vez de simplesmente ignorar por achar absurda, eu poderei tentar encontrar as premissas incorretas utilizadas por esse indivíduo e, assim, poderei tentar convencê-lo a achar as premissas certas e mudar sua opinião.

Mas, mais importante ainda: Eu poderei encontrar, em seus argumentos, premissas que eu nem sequer sabia da sua existência, e com isso poderei atualizar meus conceitos em relação aquele opinião.

Ou seja: Para mim todas as opiniões, por mais absurdas que seja, foram elaboradas em premissas que podem estar incorretas ou não, e assim, analisando e consertando as premissas (educando o pensador), poderemos convencê-lo mais facilmente de seus erros.

Mas para isso temos que compreender a sua forma de pensar e isso, para mim, só se consegue, respeitando as opiniões até que sejam encontrados os erros de argumentação.

FORTE ABRAÇO!

É hora de refletir sobre sentimentos e emoções


Oi amigos!
Vim falar hoje de sentimentos e emoções. É rápido! E tem que ser mesmo, para que dê tempo de todos aproveitarem esse momento para refletir sobre a responsabilidade que temos, mesmo que de forma inconsciente, de gerar algum tipo de sentimento ou emoção que baixe a autoestima de alguma pessoa querida, uma pessoa amada, ou simplesmente um amigo!
É muito mais fácil, para qualquer um de nós, ficar triste ou sentido com uma palavra ou uma atitude de um amigo, ou até mesmo pela falta de uma palavra ou de uma atitude desse amigo.
Mas não é tão fácil percebermos quando essa palavra ou atitude ou, como eu disse, até mesmo a falta de uma palavra ou atitude, for de nossa parte!
E há momentos, como na passagem de ano, por exemplo, em que nossa mente insiste em fazer um retrospecto e, quando esses sentimentos estão presentes, sua influência emocional passa a ser muito mais forte do que em qualquer outra época do ano.
São os perigosos momentos provocadores de estados depressivos que, se não forem combatidos, poderão se transformar em depressão mesmo!
Vamos primeiro ver como geramos essas emoções depressivas, para depois ver como consertar o estrago feito?
A forma de gerarmos, no outro, o sentimento de tristeza, abandono ou decepção, é muito simples: basta não sermos totalmente sinceros em nossos relacionamentos afetivos.
Em um relacionamento afetivo, seja de namorados, ou mesmo, simplesmente entre amigos, é comum o receio de confessar que o seu sentimento não é tão forte como o que você recebe.
Mas pior ainda é quando você simula reciprocidade, forçando uma aparência emocional que não existe, pelo menos não no mesmo nível do outro.
Nesse caso você alimenta a esperança de uma relação mais profunda, mas que na realidade só existe, de verdade, na mente do outro, e não na sua.
O exercício da sinceridade em qualquer tipo de relacionamento deve ser treinado, não ao ponto de ser indelicado ou grosseiro, mas de uma forma equilibrada, para que a amizade continue forte e sincera, mas evitando a alimentação de expectativas maiores que não serão verdadeiras de uma das partes.
Bem! Essa é a forma como, mesmo inconscientemente, podemos gerar esse sentimento de tristeza, decepção ou até estado depressivo, em uma pessoa muito amiga.
E como consertar o estrago feito?
A forma mais eficaz é o encontro pessoal, a conversa presencial ou, se a distância impedir, uma ligação telefônica, em um momento em que ambos possam estar livres para conversar abertamente e, aos poucos, irem demonstrando o nível de afeto verdadeiro e assim evitar um mal maior.
O momento é esse! É agora! Não devemos deixar para depois. A falta de uma atitude nesse sentido provocará ressentimentos.
E o ressentimento é um dos maiores venenos para a nossa mente e, consequentemente, para nosso organismo.
Pense bastante. Reflita sobre suas atitudes e, principalmente, sobre a falta delas! Coloque-se no lugar do outro e imagine o que o outro pode estar sentindo.
Ligue e converse.
Elimine qualquer possibilidade de ressentimentos futuros!
Forte abraço, amigos! Sejam muito felizes!

Vale do Capão – conversa de fim de tarde

Idiotas úteis necessários ao Sistema Consumista

Angústia e reconstrução da vida

Um dos sentimentos mais presentes na vida moderna é a angústia, levando as pessoas a frequentes estados de tristeza e, muitas vezes, ao mergulho depressivo.

Quais serão os motivos que levam as pessoas a caírem nesse estado?
Como evitar essa queda?

E, melhor ainda: como reverter esse estado negativo em estado positivo de reconstrução da própria vida, e descoberta do sentido da sua existência?

Vamos procurar analisar a partir de um pensador meio polêmico, que foi Heidegger.

Esse cara, embora seja muito contestado pelas suas atitudes ligadas ao regime
nazista, pode nos ajudar muito devido as suas reflexões publicadas em “Ser e Tempo”.

Quem leu essa obra poderá recordar esses trechos que vou utilizar nas nossas análises.

Vamos à primeira parte da obra, que ele define como sendo o estudo da “Existência Inautêntica” do ser, e que nos explica muita coisa relacionada às nossas tristezas, ansiedades e angústias.

Quando ele analisa a vida cotidiana, o que mais vem à tona são três momentos muito interessantes, na visão dele, que são a FACTICIDADE, a EXISTENCIALIDADE e a RUÍNA:

Vamos à Facticidade

A facticidade pode ser entendida como a surpresa nossa ao chegar a um mundo que não escolhemos e sem que tenhamos, sequer, expressado vontade alguma de estar aqui.

Essa é a visão particular de Heidegger, contrariando algumas crenças espiritualistas.

Mas, cientificamente, pelo menos por enquanto, a realidade é que viemos para cá sem que alguém nos desse qualquer outra opção.

A facticidade já seria um elemento de existência inautêntica, podendo ser incompatível com nosso EU interior.

Depois vem a Existencialidade

Essa, diferente do existencialismo de Sartre, pode ser entendida como a necessidade permanente do homem de conquistar, ou de “se apropriar” das coisas do mundo, desejando incorporar, à sua existência, algo a mais, algo além dele mesmo.

Essa necessidade o leva a precisar ter mais do que tem, ser mais do que é, o que acaba refletindo na necessidade de precisar ser reconhecido no que faz, ter reciprocidade em seus sentimentos pelos outros, ou seja, se sentir importante para o mundo, podendo chegar ao estado de narcisismo ou ao egocentrismo.

O homem constrói, como objetivo principal, a apropriação de todas essas coisas e sentimentos, o que justificaria a sua existência nesse mundo.

E, por fim, a ruína

A ruína é um processo decorrente da acomodação à vida cotidiana, tornando o homem um escravo da rotina, da consciência coletiva e do envolvimento com problemas e preocupações decorrentes do fato de sua vida ter sido reduzida à vida com os outros e para os outros.

O ser humano se torna promiscuamente público e se desvia do seu projeto essencial, que deveria ser a tarefa de se tornar ele mesmo!

Ele! O conquistador do mundo à sua volta e senhor da sua existencialidade! Tudo isso é perdido devido a esse desvio provocado pelo cotidiano.

A ruína é, então, a demonstração clara de que há toda uma existência inautêntica do ser, construindo o sentimento natural de angústia!

A Angústia

Mas é a partir da angústia que o homem se volta para dentro dele mesmo, observando os “cacos”, ou pedaços que sobraram da sua existência equivocada.

Nesse mergulho interior, provocado pela falta total de ânimo e de motivação, resultante da constatação de que ele se perdeu de sua essência, é que surge a oportunidade de ele começar a juntar seus pedaços e se encontrar com a totalidade do seu ser.

No encontro dessa totalidade ele começa a construir a sua existência autêntica, independentemente do mundo à sua volta, das obrigações sociais, das rotinas, das acomodações e de preocupações criadas por uma cultura de massa.

A angústia, então, que poderia ser um sinal fatalista, passa a ser um elemento impulsionador de sua reconstrução, agora, entretanto, a partir da sua própria verdade interior, uma verdade descoberta a partir da destruição da máscara social que tomava conta de todo o seu EU anterior.

Sua reconstrução, o mergulho interior

A prática da reconstrução tem início na constatação de que, não é o elemento externo que importa, mas sim o elemento interno – a sua verdade interior – e o fortalecimento de tudo o que significa o seu ser autêntico.

Esse mergulho precisa ser de identificação das suas verdades mais profundas, de seus sentimentos mais verdadeiros, de constatação de seus valores e suas virtudes pessoais, da construção de um amor por você mesmo, da satisfação de ser, de estar vivo, se se sentir autêntico, pelo menos com você mesmo!

Mas nesse mergulho esteja sob total controle de sua angústia, agora positiva, realizando exercícios com a musculatura zigomática, que é fazer caretas e massagens faciais de vez em quando, ou sempre que a angústia tentar desviar para a tristeza profunda.

Assim, soma e psique, ou seja, seu corpo e sua mente, começam a ser construídos e fortalecidos a partir da junção dos pedaços que sobraram da existência anterior.

A reconstrução – o soma (corpo)

O soma, o corpo, a estrutura orgânica, precisa estar nutrido corretamente, tanto para o fortalecimento dele mesmo, como para dar suporte ao funcionamento da estrutura neuronal que desenvolve a psique.

Vem, então, o consumo frequente de água, a alimentação balanceada, o cuidado com as intolerâncias e alergias alimentares, e o prazer de saber que a escolha correta do que consumimos, resulta na garantia de uma estrutura saudável. Somos aquilo que comemos.

A reconstrução – a psique (a mente)

Essa nutrição correta estimula o funcionamento perfeito do sistema nervoso como um todo, especialmente as redes neurais controladoras da psique, permitindo a geração e liberação equilibrada, de todos os neurotransmissores, principalmente os responsáveis pelo equilíbrio emocional, disposição, motivação e entusiasmo, que são a serotonina, a dopamina e a noradrenalina.

Mas para que a psique esteja perfeita, além da nutrição adequada, há necessidade de se libertar dos estresses sociais e pessoais.

Os maiores motivadores desses estresses são os problemas pessoais e profissionais a serem enfrentados, o excesso de tempo em qualquer atividade, mesmo prazerosa, e o atual carro chefe de todos eles, que é o excesso de exposição às redes sociais e jogos pela internet.

Jogos e redes sociais, basta limitar tempo e horários.

Atividades diversas basta controlar tempo máximo para cada uma delas.

Problemas, analise se pode resolvê-los. Se puder, resolva logo. Se não puder, respeite-o, mas deixe-o do lado de fora da sua mente.

Já ouvi essa frase algumas vezes, e ela é muito válida: “Um barco não afunda devido a água que está do lado de fora, mas sim devido a água que deixamos que entre nele. ”

No mais, respeite os sinais do organismo.

Sinais do corpo mostram a necessidade de dormir, descansar e reduzir atividades.
Respeite-os. Nada de forçar a natureza.

Sinais da psique surgem em sonhos frequentes com temas repetitivos. É sinal de que há algum sinal de neurose que deve ser verificado. Se não houver meios de procurar um analista, escreva seus sonhos, com todos os seus detalhes, todos os dias, e leia-os sempre. Sua própria mente estará trabalhando para reduzir a energia dessa possível neurose.

E pronto!

Vá em frente, transformado a angústia, que antes era negativa, em um elemento positivo de reconstrução de vida e entendimento mais profundo do verdadeiro sentido da sua existência.

Job and Career choice and the Allegory of the Cave

Every time people ask me about careers and jobs I immediately remember Plato’s Allegory of the Cave, and the Matrix.

Inside the cave, you cannot see reality but phantoms. This is the Matrix reality.

If you keep yourself inside the cave, your choices will be based only on the shadows, projected by a political system, for the sake of the system itself, but never for the sake of the individuals.

When you see the options, they seem to be a strategy for a standard collective consciousness, quite convenient to the Matrix dominating system.

Society suggestions are to choose the job, which will bring you more money and greater employment facilities.

So, doing this way, your job, your career, your work, will be aiming at a social goal, but not yours.

They don’t mind if you want to make difference in the world.

They don’t mind on you.

The result will always be: you will be slave of the money and of the system.

In fact, slave of Matrix.

Your feelings are that you are going to a daily sacrifice, to get money at the end of the month, to live.

It is the Allegory of the Cave, created by Plato, and very well represented by MATRIX!

Your life is made up of a few happy moments, generously allowed by the system, inside a reality of daily sacrifice, plenty of problems, stress, and so on…

While you’re inside the cave, you’re just a slave of MATRIX.

What can happen if you leave the cave?

Each of us has an inner reality that needs to be discovered, stimulated and respected.

Your reality will be discovered only when you get free from the cave.

The cave make all of us very blind, with no conditions to find the way out.

Leaving the cave, you can see, there is another meaning for life, quite different from that one, designed by Matrix, inside the cave.

Outside cave, you realize that you can reverse the concepts about lack of happiness.

Leaving the cave is, then, the first step to be taken. You will be by yourself.

The second step is analyzing who you are, for sure, going very deep inside yourself.

The third step is to identify your feelings, your emotions, your sensations, totally free from outside opinions.

You have achieved the point in which you are able to start making your correct choices.

Job and career are your very most important choice.

It will define your life.

Choose your job looking for an activity that brings you pleasure all time, every day.

You will not wake up to go to work.

You will wake up to go to your pleasure!

You will wake up to make difference in the world!

Choose your job to bring you the sensation of being acquiring and transmitting knowledge.

Choose your job to bring you the feeling that you are generating and sharing love.

Choosing your job this way, you will be building the road of real happiness.

I’m sure that’s the very best way!

Good luck!

Reflexões sobre a angústia no relacionamento amoroso


Amigos,

Por que, por vezes, surge um forte sentimento de angústia no meio de um relacionamento amoroso? O que há de errado nessa relação? Qual o motivo dessa sensação de infelicidade que, algumas vezes, chega a ser insuportável?

Vamos analisar uma das razões pelas quais essa angústia pode surgir, para que esse mal seja evitado.

Nas reflexões sobre o Sentido da Vida percebe-se que o objetivo diário de alguém que pretende ser feliz, é a construção do seu amor interior.

E essa construção do amor interior, deve ser feita de uma forma quase que egoísta, para que seja garantido o mais perfeito equilíbrio emocional.

Uma vez construído esse amor interior, surgem as oportunidades de compartilhá-lo.
Não há sentido na construção do amor sem que seja para compartilhá-lo.

Isso é muito bom, mas é exatamente a partir desse compartilhamento que podem surgir os perigos do desequilíbrio.

Não, exatamente, por compartilhar, mas sim por criar, inconscientemente, a necessidade de ser correspondido, ou seja, de receber de volta o mesmo amor e com a mesma intensidade!

Ao criar essa necessidade surge uma dependência afetiva séria e perigosa, fazendo com que a satisfação pessoal que havia sido conquistada por meio da construção do amor interior, seja substituída pela necessidade de receber amor externo, amor recíproco, com a mesma intensidade do que foi transmitido.

Aos poucos, essa dependência se transforma em sentimento de posse, quando surge o sentimento de ciúme, que pode alcançar níveis quase doentios.

Isso ocorre porque a simples constatação de que seu amor não é correspondido traz o sentimento de insegurança afetiva, fazendo surgir o estado depressivo característico de um desequilíbrio emocional.

Essa é uma das causas da angústia em pleno relacionamento amoroso.

A constatação dessa angústia é o alarme para voltarmos ao início de tudo, refazer todo o planejamento da vida afetiva e emocional, para consertar tudo de novo!
Sim!

Voltar ao início da construção do amor interior! Tudo de novo! Começando com a energização de todas as células, e uma revisão completa no planejamento dos objetivos do seu dia.

Afinal, tudo estava dando certo até que, ao compartilhar seu amor você sentiu necessidade de receber esse amor de volta e com a mesma intensidade.

Você, na realidade, não compartilhou!

Você estava vendendo o amor que construiu, e quem vende quer receber o pagamento.

O pagamento é o recebimento da mesma intensidade do amor entregue.

Isso é comércio de afetos. Não é amor!

E esse é um dos maiores erros do ser humano. Um erro que impede, a maioria das pessoas, de alcançar a felicidade.

Seu estado de felicidade depende sempre da complementação do amor recebido do outro!
Fragilidade total de sentimentos. Instabilidade nas emoções. Falta de segurança em si mesmo! Ausência de amor próprio!

As pessoas são levadas a esse erro de tanto ouvirem falar que cada um de nós precisa achar a outra metade da nossa maçã.

Que precisamos, para nossa satisfação interior, encontrar o complemento de nossa alma!

Nada disso, amigos!

A construção do amor é individual e é uma coisa muito séria.

Para isso precisamos, antes de tudo, entender quem somos, como somos, como sentimos, sem esconder nada de nós mesmos.

Ter consciência da nossa verdadeira identidade nos permite amar essa nossa identidade!

Ninguém tem o direito de interferir na nossa forma de gostar de nós mesmos como somos.

Nada de querer que os outros nos aceitem, nem que gostem de nós como somos! Nós é que temos que gostar de nós mesmo e de como somos!

E para isso não precisamos aparecer, criar imagens diferentes, chamar a atenção de ninguém, chocar o outro, impressionar o mundo!

Precisamos, apenas, conhecer nossa real identidade interior e criar o amor por nós mesmos.

E, a partir disso, estaremos prontos para transmitir esse amor ao outro, pelo simples prazer de dar amor ao outro, sem necessidade alguma de receber algo em troca!

Mas para isso precisamos nos libertar do grande erro humano, que é a necessidade do reconhecimento e do agradecimento por aquilo que fazemos.

Enquanto estivermos nesses níveis de necessidade, nunca seremos felizes de verdade!

Como fazer isso?

Vamos a uma técnica que aprendo com meu avô, que sempre foi a pessoa mais feliz que já vi em minha vida.

Escolha alguma pessoa que esteja em uma situação de dificuldades e que você, se fizer um pequeno esforço, poderá ajudá-la a sair dessa.

Analise de que forma você, de forma totalmente anônima, poderá dar essa ajuda.

Importante planejar essa ajuda de forma que essa pessoa nunca saiba que foi você quem a ajudou. Mas nunca mesmo!

Isso significa que sua ajuda vai ser entendida como uma graça recebida, mas sem nenhuma relação com você.

Nunca essa pessoa terá condições de ligar a ajuda a você. Mas ela estará feliz por ter recebido essa graça.

Você acompanhará a mudança no estado emocional dela, mas de longe! Analisará se suas atitudes foram suficientes para melhorar a vida dela, ou se precisa continuar a ajuda ou mudar a forma da ajuda, sem poder, jamais, receber algum agradecimento nem reconhecimento, já que você faz isso de forma totalmente anônima.

Sua satisfação por ter tido sucesso nessa empreitada é o que você precisa para se livrar desse grande erro humano.

Conseguindo isso você realmente evoluiu.

Essa evolução mental é a que permitirá alcançar os maiores níveis de felicidade real.

Conseguimos melhorar a vida do outro, sem que o outro sequer saiba quem somos nós e, por vezes, nem nos conheça.

Isso é amor verdadeiro. Amor que nos liberta da necessidade de ser correspondido!
Amor que nos liberta das angústias, das tristezas, dos estados depressivos e de tudo o mais que tanto aflige o ser humano normal…

Não seja um ser humano normal…

Dê oportunidade à sua felicidade, dela existir de verdade!

Reflexões sobre o Sentido da Vida

Amigos,

Qual o sentido da vida? O que somos? Quem somos? Por que somos? Temos uma missão ou estamos aqui por mero acaso? Somos uma evolução ou somos uma criação?

Dar uma resposta para isso é o desejo de muitos cientistas, entre eles Stephen Hawking, em seu livro “O Grande Projeto”, quando ele disse que, em sua obra, essa resposta não será “42”!

“42”?

Sim! Quem leu o “Guia do Mochileiro das Galáxias” de Douglas Adams, sabe que, ao perguntarem ao robô sobre o sentido da vida, do universo e tudo mais, ele deu um prazo de milhares de anos para realizar os cálculos e descobrir a resposta. Ao final, sua resposta foi: “42”!

Mas não pretendemos ir tão longe! Nem imitar Douglas Adams, nem tentar explicar as ideias de Stephen Hawking!

Queremos coisa mais leve, coisa mais dentro de um entendimento normal, bem próximo de nossos sentimentos e emoções.

E para isso vamos procurar entender, inicialmente:

Quem você é, ou o que você é, de fato para, em seguida, entender como fazer para se comunicar com o seu próprio eu!

Sempre acreditamos que somos uma unidade única, que somos donos de nós mesmos, e que controlamos nossas ideias, nossos pensamentos e nossos impulsos.

Nada disso!

Somos um imenso conjunto de quase 100 trilhões de seres vivos, vivos mesmo, e que chamamos de células.

E tem mais!

Tudo o que pensamos, fazemos, falamos e decidimos, nada mais é do que o resultado de uma infinidade de cálculos, realizados por uma programação de algoritmos complicadíssima, tudo isso processado por milhões de redes neurais, em parceria com essas trilhões de células espalhadas por todo o nosso corpo!

Isso tudo somos nós! Ou seja: gerenciamos essa infinidade de seres, cada um deles com sua própria programação de vida e todos imprescindíveis, para que o conjunto, ou seja, aquilo que chamamos de “eu”, em cada um de nós, possa existir!

Para controlar tudo isso existe um comando central. A ciência médica, contestando alguns filósofos, tirou esse controle do coração e o levou para o cérebro.

Mas parece que os filósofos estavam certos… Pesquisas recentes contestam os contestadores e levam o controle central de volta para o coração.

Essa é a nova realidade, que vem sendo estudada desde que foram identificadas sérias mudanças de comportamento, personalidade e temperamento, por parte de pessoas que receberam um coração transplantado.

Em outro momento falaremos sobre isso.

Nosso cérebro, então, pode ser entendido como?

A fabulosa máquina que processa todas os comandos motores, pensamentos, raciocínios, decisões e tudo o mais.

Tudo, entretanto, de acordo com uma característica pessoal, uma identidade real, um eu verdadeiro que, ao que tudo indica, está no coração.

E imaginem que no coração temos apenas 40.000 células neurais, mas essas 40.000 emitem um campo magnético 5.000 vezes mais intenso que todo o campo magnético emitido pelas quase 100 bilhões de células neurais existentes em nosso cérebro!

Ou seja, o coração tem uma importância fundamental no comando da nossa mente, embora ele tenha sido estudado, durante tanto tempo, como uma simples bomba para fazer circular o sangue pelo corpo…

Somos, então, o que nosso coração é!

Saber disso já é um bom começo, para darmos a devida importância a esse órgão.

Sabemos que nossas emoções são sentidas pelo coração. Isso é muito claro para nós.

Então, estarmos bem, emocionalmente, pode ser a chave para que toda a nossa mente, que engloba o coração, o cérebro e todo o DNA espalhado por cada parte do nosso corpo, funcione em toda a sua plenitude!

Mas quem, ou o que, vai estimular toda essa máquina, composta por corpo e mente, a cumprir corretamente suas programações, evitando assim todos os males comuns em nosso dia-a-dia, incluindo doenças, neuroses, tristezas, angústias, estados depressivos, e tudo o mais?

É exatamente aí que entra a nossa consciência! A consciência programadora.

Se nos dedicarmos a dar o devido valor ao coração e a todas as nossas células, estaremos programando uma vida mais saudável e mais feliz.

E se fizermos isso diariamente, teremos vida mais saudável e mais feliz, diariamente!

Então basta começar o dia com uma concentração mental forte, direcionada ao coração e a todas as células do corpo, procurando sentir a sua vibração.

Isso pode ser feito a qualquer momento, mas minha preferência é logo após acordar.
Acordar, ir ao banheiro, beber um copo d’água e deitar novamente.

Nessa posição, sem precisar forçar qualquer músculo, em relaxamento total.

Mentalizar até sentir a vibração das células, como se todas elas estivessem respondendo ao nosso chamado.

Sentir a geração das suas energias por todo o nosso corpo.

No início pode ser que sejam sentidas poucas vibrações. Por vezes sente-se apenas a vibração das células dos pés. Mas com o passar dos dias o efeito já é sentido por todo o corpo.

E durante essa vibração mentalize seus melhores desejos, porque essa energia transpassa o corpo e se projeta no ambiente e nas pessoas.

Imagine sua saúde perfeita, sua memória perfeita, sua capacidade de amar a si mesmo e sua capacidade de compartilhar seu amor com os outros e com o mundo, etc. Imagine tudo de bom!

Imagine sua prosperidade, o sucesso de todos os seus empreendimentos, estudo, trabalho, família, amigos.

Lembre-se de passar alguns minutos em silencio, curtindo essa vibração celular, cujo prazer se torna mais intenso a cada dia.

É você se comunicando com todo o seu ser, com a verdadeira essência de sua vida.

É você gerando, com a parceria de todas as células, a energia do seu amor interior.

Esse amor que traz sentido à sua própria vida e que, ao ser compartilhado, levará também mais sentido à vida dos que convivem com você.

Esse é o primeiro passo para a construção do amor interior, que vai ser imprescindível, para a harmonia entre mente e corpo.

Essa harmonia vai ajudar bastante na compreensão de todos os desafios que possam aparecer daqui por diante.

A partir dessa sensação de prazer diária, suas próprias células estarão agradecendo essa parceria, e o conjunto corpo e mente estará trabalhando a seu favor.

Esse processo pode ser entendido como o da construção do verbo fundamental, que traz, como sentido da vida, amar e conhecer.

Amar, porque você cria, de forma permanente, o seu amor interior.

Conhecer, porque com a energia do amor você tem mais disposição e empolgação para praticar o conhecer.

E com amor verdadeiro e conhecimento de mundo, surge a sabedoria.

Essa sabedoria se desenvolve quando ao verbo original se junta o compartilhar.

Amar – conhecer – compartilhar

Fazendo isso a cada dia, como se fosse o único, a construção da felicidade passa a ser o sentido da vida.

Pensem muito nisso, amigos!

E sejam felizes!

« Older entries