Inteligência

Dificuldade de Aprendizagem e a Exclusão Camuflada

Síndrome amotivacional com Roberto Andersen em IUPE Educação

Pode parecer que estar sem disposição para fazer as coisas é algo normal, mas, na realidade, pode ser um indício de algo que precise de uma atenção especial.

Pode estar havendo uma alteração no equilíbrio dos neurotransmissores, por exemplo. Esse equilíbrio é básico para nosso estado emocional como um todo!

Os neurotransmissores mais ligados à motivação são a dopamina e a noradrenalina.

A dopamina, por sua vez, além da motivação em conjunto com a noradrenalina, se liga também ao prazer e a iniciativa, logo, nossa preocupação mais imediata passa a ser a elevação dos níveis de dopamina.

Então, se o que sentimos é falta de disposição, falta de ânimo ou falta de motivação, vamos partir para a elevação dos níveis de dopamina, até que nosso estado emocional esteja todo equilibrado novamente.

O que precisamos, então, é saber quais as dicas para provocar a elevação desses níveis.

Há muitos estudos sobre isso, mas como nossa preocupação não é com trabalho acadêmico, e sim com a prática do dia-a-dia, vamos a síntese de tudo o que já chegou a nós sobre isso, envolvendo cinco áreas principais, que são:

Alimentação, atividade física, meditação, uso do sistema de recompensa cerebral e redução do estresse.

A todo momento que estivermos buscando cumprir cada uma das dicas, é importante estarmos atentos à elevação da autoestima!

E isso deve ser feito tanto pelo reconhecimento positivo de tudo o que você tem, como também de tudo o que você é, iniciando pela satisfação de estar vivo.

Essa parte é importante porque o efeito psicossomático é primordial para a saúde do nosso corpo e da nossa mente.

Mas vamos às dicas:

Alimentação

A nutrição correta é primordial para possibilitar a produção equilibrada de todos os neurotransmissores.

Mas, além disso, vamos dar importância a alguns que são mais ligados à dopamina e aos melhores métodos para a absorção dos nutrientes.

Coma frutas entre as refeições. Há uma divulgação pela internet que o ideal é comer frutas de estômago vazio. Não sei se é verdade. Sei que frutas são importantes. Se comer entre as refeições estará se alimentando corretamente e, se essa história de estômago vazio tiver algum sentido, estaremos cumprindo essa parte também.

Após as refeições só bebida quente, tipo chá, por exemplo. Nunca bebida gelada.

Isso já é um conhecimento antigo na Rússia. Eles também recomendam nunca beber água gelada, mas essa parte ainda é muito polêmica. Eu não bebo água gelada. Me acostumei assim e acho a água natural deliciosa!

E, inclua em sua dieta, sempre que possível:

Chá verde
Gérmen de trigo
Farinha de aveia
Ovos
Beterraba
Iogurtes, coalhadas e outros probióticos

Atividade Física

Sempre se soube que as atividades físicas provocam a neurogênese, melhorando o fluxo de nutrientes para o cérebro.

Mas, além disso, essas atividades provocam o aumento dos níveis basais de dopamina, provocando o crescimento de novos receptores nos neurônios.

Novos receptores significam maior tráfego sináptico, ou seja, maior intercomunicação entre todos os nossos neurônios, o que significa muito mais eficácia nas nossas atividades cerebrais.

Além da dopamina, os exercícios aumentam também os níveis da serotonina e noradrenalina, que são exatamente os três mais importantes neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio emocional.

Então, o recomendado é que se faça meia hora diária de atividade física, que pode ser uma caminhada com alongamento, por exemplo. Eu faço mais do que isso, mas em dias alternados. Todos os dias faço apenas um alongamento completo.

Meditação

A meditação regular aumenta os níveis de dopamina e, por isso, melhora a atenção e a capacidade de concentração.

Use qualquer processo de meditação ou mentalização ou concentração de forma que você esteja ligado a você mesmo.

Quem for religioso, como eu, pode aproveitar para juntar a meditação, ou mentalização, às suas orações de rotina.

Alguns efeitos desse processo, como o acréscimo considerável na espessura da massa cinzenta cerebral, foram observados por meio de ressonância magnética.

Ou seja: funciona mesmo!

Eu faço isso diariamente assim que acordo. Levo mais ou menos uma meia hora. E me sinto muito bem o dia todo!

Uso do sistema de recompensa cerebral

Nosso sistema de recompensa cerebral atua no sentido de provocar sentimentos de muita satisfação emocional, aumentando os níveis da dopamina.

Para isso ocorrer precisamos planejar, buscar e realizar coisas que provoquem satisfações, por menores que sejam, já que são elas que ativam os circuitos dopaminérgicos.

Esse planejamento pode ser, por exemplo:

Criar metas diárias, de curto prazo, que você possa realizar e ficar satisfeito com isso.

Transformar suas metas de longo prazo em várias metas intermediárias de curto prazo, para ter a dopamina estimulada todo o tempo.

E essas metas podem ser:

Uma aventura diferente, encontrar uma especiaria para comer, provocar um abraço amoroso em um amigo, criar um programa de atividades físicas, etc.

Para quem já assistiu ao filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, a recomendação do professor para seus alunos foi uma forma bastante interessante de se cumprir essa parte.

Ele disse “Carpe Diem”!

No fundo esse termo mostra que devemos aproveitar cada momento da nossa vida como se ele fosse o mais importante de toda a nossa existência, focando apenas no momento presente e sentindo o prazer daquele instante, aproveitando cada segundo dessa relação entre nós e o ambiente, as pessoas presentes, o momento, o espaço e o tempo!

É a criação instantânea de uma meta imediata! A de sentir prazer naquele momento, naquela relação com o mundo, naquela sensação de estar presente em nossa própria vida!

Faço isso sempre!

Redução do estresse

Planeje seu dia e sua noite sem estresses, da seguinte forma:

Redes sociais – o ideal é planejar horários fixos para acessar as redes e respeitar tal planejamento. Seus amigos dirão que voc~e os deixou no vácuo…

Acostume seus amigos a respeitar seus “vácuos”! Mostre que não são vácuos! São momentos em que você está se tornando melhor ainda e fazendo crescer seu amor interior, para poder compartilhar, depois, com eles!

Jogos eletrônicos, exposição ao computador, jogos pelo celular, etc. – planejar horário para isso, com limitação de tempo (uma hora de cada vez).

E planeje seus intervalos para fazer algo mecânico, crie algum hobbie, alguma pintura para fazer, algum desenho, alguma poesia a escrever com papel e caneta, ou um passeio lá fora…

Sono – planeje seu sono para estar dormindo antes da meia noite, sempre que possível, e programe a sua hora de acordar.

O momento do sono é o momento mais importante para a nossa mente, já que é o momento em que ela vai trabalhar, incessantemente, para reorganizar todas as nossas redes neurais e recuperar a energia de todas as células do corpo!

Prepare-se, antes, para esse período tão importante para a vida!

Elimine as interferências externas ao sono desligando todos os equipamentos (TV, computador, etc.) pelo menos meia hora antes de dormir. O processo de sono é um processo eletromagnético que, se sofrer interferências, nunca será tão perfeito.

Deixe o celular em outro cômodo da casa. A proximidade dele prejudica seu processo de recuperação cerebral. O celular é um grande vilão! Acredito que ele seja um dos principais responsáveis pela intolerância social tão comum hoje nas ruas! Ele estressa nossas redes neurais!

Pronto!

Vimos a alimentação, atividade física, meditação, uso do sistema de recompensa cerebral e redução do estresse.

E vimos também que todas as dicas devem sempre estar acompanhadas da elevação da nossa autoestima! Tudo deve ser feito visando o prazer de fazer, o prazer do momento, o prazer da relação para com o ambiente, as pessoas e as atitudes, ou seja, o prazer de ser você mesmo!

Alergia Alimentar com Roberto Andersen em IUPE Educação

Amigos,

A Alergia Alimentar, embora ainda seja desprezada por muitos profissionais de medicina, é hoje um dos problemas que mais cresce no mundo!

Essas alergias afetam, principalmente, crianças e adolescentes com T.E.A. (Transtorno de Espectro Autista) e com T.D.A.H (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade).

O profissional médico mais preparado para o entendimento desse assunto em crianças e em adolescentes é o pediatra com especialização em gastrenterologista, imunopatologia e nutrição, significando uma preparação de aproximadamente nove anos de estudos, que é um investimento difícil de ser realizado.

Para tratar dessa alergia no TEA e no TDAH há necessidade de, inicialmente, realizar exames de intolerância alimentar para, depois dos resultados, elaborar dietas específicas, sem os elementos considerados “não toleráveis” pelo organismo daquele paciente.

Mas como o tratamento inicial consiste, basicamente, em dietas específicas, sem a necessidade imediata de prescrição de medicamentos, surge uma grande dificuldade:

Não há qualquer interesse, por parte da indústria farmacêutica, em financiar tais pesquisas, nem de apresentar tais trabalhos em seus congressos, já que o tratamento não inclui prescrição de medicamentos, não trazendo, para ela, qualquer retorno financeiro;

Devido a isso as fontes de financiamento ficam mais escassas e a divulgação dos resultados das pesquisas ficam restritos a congressos financiados exclusivamente por universidades e poder público, mesmo assim, se não estiverem influenciados pela indústria farmacêutica.

Devido a essa característica de tratamento sem medicamentos, percebemos que as próprias universidades sofrem pressão das indústrias farmacêuticas, claramente contrárias a tais divulgações, para que tais estudos sejam considerados irrelevantes ou sem comprovação científica confiável.

Para combater essas alegações da máfia dos medicamentos, eu alerto que, só o cientista médico Aderbal Sabrá, brasileiro livre-docente e doutor em pediatria, pós-doutor em gastrenterologia e pós-doutor em imunologia, só ele, já tem mais de vinte trabalhos sobre o assunto, que são comprovações científicas sérias, publicadas nas principais revistas científicas mundiais.

Seu livro “Manual de Alergia Alimentar”, ensina aos demais médicos cada detalhe de seus estudos. A obra foi publicada pela Editora Rubio.

E para reforçar mais ainda o caminho das comprovações, William Shaw, cientista médico americano, reuniu, para cada assunto de seus estudos, vinte a trinta comprovações científicas já publicadas nas principais revistas de divulgação científica do mundo.

Sua obra, Tratamentos Biológicos do Autismo e TDAH mostra todos esses detalhes.

Dizer, então, que o tratamento biológico do TEA e do TDAH é terapia não comprovada cientificamente é, no mínimo, uma prova de analfabetismo científico provocado pela falta total de estudos sobre o assunto, ou tem alguma outra intenção ainda menos nobre.

Vamos ver, então, de que forma poderemos tentar reduzir esse crescente avanço na alergia alimentar em todo o mundo.

Aleitamento materno exclusivo

O ponto básico para que se tente reduzir essa incidência alarmante é pelo incentivo ao aleitamento materno exclusivo, até que a criança alcance seus oito meses de idade, pelo menos.

Toda criança nasce com predisposição a ser alérgica. É durante o aleitamento materno exclusivo, nesses oito meses, que ocorre a conversão dessa predisposição, reduzindo bastante essa tendência, ou até a eliminando.

Excesso de higiene

Outra situação que estimula a alergia é a higiene exagerada, iniciando pelo parto cesariana, que elimina o primeiro contato do bebê com os líquidos do tubo vaginal, que formariam a primeira flora intestinal rica em probióticos.

Sendo cesariana não há essa formação da maneira natural. E ainda pode piorar mais, quando os pais começam a dar, ao bebê, fórmulas esterilizadas, sob recomendações de amigos, parentes, etc…

Antibióticos e antiácidos

O uso indiscriminado de antibióticos, para tratamento de todo tipo de infecção respiratória, assim como de antiácidos, para problemas no trato digestivo, também colabora, negativamente, para a formação da flora intestinal, ou seja, a criança perde toda a proteção natural que a flora bem formada daria.

Para concluir recomendo que os pais, ao suspeitarem de alguma característica do filho que possa ser confundida com autismo ou TDAH, que procure um pediatra que esteja atualizado no conhecimento gastrenterológico, imunopatológico e nutricional, ou que, pelo menos, tenha conhecimento do trabalho de Aderbal Sabrá, cujo livro foi escrito exatamente para orientar os médicos que não completaram seu ciclo de formação completo em relação ao autismo e TDAH.

Andragogia com Roberto Andersen em IUPE Educação

Para entrar mais em detalhes sobre o assunto, eu recomendo a leitura dos livros de Erik Erikson, que foi o teórico que mais colaborou para o entendimento das necessidades básicas de satisfação do adulto e do idoso, enquanto os demais focaram mais no desenvolvimento do ser humano até os seus dezoito anos de idade.

Em meu livro AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO – PSICOPEDAGOGIA eu sintetizo os ensinamentos de Erik Erikson, fazendo um paralelo com Wallon, Freud, Piaget e Vygotsky.

Momento de Educação com Roberto Andersen – Aluno não aprende e não tem laudo

Importante deixar claro que a escola ou os professores podem exigir um laudo médico à família, com a finalidade de tomar conhecimento de alguma doença, transtorno ou síndrome que precise de atenção especial em relação à sua saúde, como por exemplo: saber se o aluno toma remédio controlado para evitar estado agressivo ou descontrole psíquico, se costuma apresentar problemas de convulsão ou outros, que possam trazer perigo a ele mesmo ou aos seus colegas.

Quanto a necessidade de o aluno precisar ser acompanhado de forma especial para fins de aprendizagem, o que constitui o AEE, essa análise e essa decisão, ficam exclusivamente por conta da escola e de seus profissionais ligados à educação, sem necessidade de qualquer laudo médico.

Segue a Nota Técnica do MEC relativa a isso:

NOTA TÉCNICA Nº 04/ 2014/ MEC/ SECADI/ DPEE de 23/01/2014:

(…)Neste liame não se pode considerar imprescindível a apresentação de laudo médico (diagnóstico clínico) por parte do aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, uma vez que o AEE caracteriza-se por atendimento pedagógico e não clínico. Durante o estudo de caso, primeira etapa da elaboração do Plano de AEE, se for necessário, o professor do AEE, poderá articular-se com profissionais da área da saúde, tornando-se o laudo médico, neste caso, um documento anexo ao Plano de AEE.
Por isso, não se trata de documento obrigatório, mas, complementar, quando a escola julgar necessário.
O importante é que o direito das pessoas com deficiência à educação não poderá ser cerceado pela exigência de laudo médico.
A exigência de diagnóstico clínico dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, para declará-lo, no Censo Escolar, público alvo da educação especial e, por conseguinte, garantir-lhes o atendimento de suas especificidades educacionais, denotaria imposição de barreiras ao seu acesso aos sistemas de ensino, configurando-se em discriminação e cerceamento de direito(…)

IUPE Educação: Importância do sono

IUPE Educação – Aprendizagem Real

IUPE EDUCAÇÃO – Objetivos da educação


É pelo correto entendimento dos objetivos da educação que vão surgir as metodologias mais eficazes e todos os demais processos necessários à construção da igualdade social.

II Seminário de Educação Especial Inclusiva e Direitos Humanos – Passo Fundo – RS

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