Inteligência

Dificuldade de Aprendizagem e a Exclusão Camuflada

O início da vida de uma criança – FASE ORAL

Hoje vamos conversar sobre a primeira fase de desenvolvimento da criança, que Freud chamou de fase oral, para que os pais não cometam erros que possam comprometer a saúde psíquica e emocional da criança.

No meu livro, Afetividade na Educação, essa fase está analisada da página 77 até a página 81.

Primeiramente vamos ver o desenvolvimento cerebral da criança

Durante muito tempo as crianças não eram consideradas como seres diferentes nem com características específicas da sua idade.

Elas eram consideradas adultos em crescimento. Ainda há quem pense assim.

Mas estudando o desenvolvimento de seu cérebro, constatamos que suas redes neurais vão sendo formadas e programadas aos poucos, na medida em que seu corpo se desenvolve.

Esse desenvolvimento e a programação dessas redes neurais, embora sigam uma certa sequência lógica, diferem, de criança para criança, devido as diferenças no ambiente em que se encontram.

Importante dizer que chamamos de ambiente, além do espaço físico, as atitudes das pessoas em relação a elas, os sentimentos e emoções nas relações interpessoais e os fatos ocorrendo ao seu redor.

Tudo isso captado pelos elementos sensores, que são: visão, audição, tato, paladar, olfato e mais todos os que não conhecemos ainda.

Tudo isso vai interferir na formação da sua personalidade.

Quando essa relação da criança com o ambiente não é satisfatória, isso interfere também nas futuras neuroses.

Por isso que é imprescindível que pais e educadores conheçam cada fase desse desenvolvimento.

Só assim todos poderão contribuir para que a criança tenha uma vida saudável, tanto na sua parte física, como na sua parte psíquica e emocional.

Sói assim haverá reflexos positivos na formação da sua personalidade.

Vamos ao instinto de imitação

A imitação é a única forma do ser humano construir as suas características comportamentais.

Embora a maioria das outras espécies desenvolva suas características próprias sem precisar imitar seu semelhante, no ser humano isso é parte fundamental do processo de desenvolvimento.

Basta analisarmos os casos históricos de crianças criadas por animais, como os meninos lobo da Índia, para percebermos o ponto a que chega a imitação.

A criança, nessa fase, tem muita dificuldade para entender, tanto o adulto, como o ambiente. Afinal, tudo é novo!

Mas, mesmo não sabendo o que significa nem o ambiente e nem as pessoas, ela observa, tenta imitar gestos, sons e tudo o mais, para se sentir integrada ao meio.

Em relação à fala, ela vai tentando reproduzir o que ouve, se esforçando para chegar a perfeição.

O adulto fala e a criança ouve o som das palavras.

A criança tenta imitar, mas como a musculatura da fala ainda está em desenvolvimento, a reprodução tem muitas falhas, mas ela continua tentando se aperfeiçoar cada vez que o adulto repete o que disse.

É aí que acontece um dos erros dos adultos, que é falar com a criança infantilizando a sua pronúncia, ou seja, imitando a forma da criança falar!

Esse erro só atrapalha a criança, fazendo com que ela demore muito mais a falar de forma correta.

Mas, ainda em relação à imitação, é bom saber que, além de imitar, elas podem, também, pensar de forma própria e agirem de maneira criativa.

Precisamos observar com muito cuidado sua fala e suas atitudes, para procurar perceber se ela está errando, entendendo incorretamente ou criando uma forma diferente de realizar a mesma atividade.

Agora, o instinto de sobrevivência

Voltando aos primeiros dias da vida da criança, para que ela sobreviva, a sua mente programa seu instinto de necessidade de satisfação oral.

Assim ela tentará se satisfazer pela boca, mamando e se alimentando.

Essa satisfação foi a primeira que Freud identificou como resultado da força impulsionadora da libido!

Esse instinto é muito forte!

Se o simples ato de mamar a satisfaz, ótimo! Essa satisfação será a primeira de uma série de satisfações que vão construir, na criança, um equilíbrio emocional fundamental para toda a sua saúde física e psíquica futura!

Mas, se por acaso, o ato de mamar não for suficiente para essa satisfação, a criança vai demonstrar necessidade de continuar sugando ou mordendo.

Nesse caso é importante satisfazer essa necessidade por meio de chupetas e mordedores, já que a insatisfação não compensada, serve como um dos primeiros elementos geradores de neuroses, com reflexos para toda a vida adulta.

A polêmica em relação à chupeta e mordedor deve-se a possibilidade de ambo concorrerem para a má formação da arcada dentária.

Verdade, mesmo que sejam as ortodônticas, etc…

Mas o cuidado com a satisfação oral deve prevalecer nesse caso, ainda mais que isso só será necessário até o final dessa fase, o que vai ocorrer entre um ano e um ano e meio de idade.

Lembro que isso não significa sair enfiando chupeta na boca das crianças, mas sim oferecer apenas àquelas que demonstram não estarem satisfeitas com o simples ato de mamar.

E agora, o instinto exploratório – mãe ser supremo

A criança, nova no mundo, tenta explorá-lo ao máximo!

Ela não pediu para vir ao mundo, como bem disse Heidegger na parte de seu “SER E TEMPO” chamada de Existência Inautêntica do Ser.

Mas, já que ela está, ela quer conhecer tudo e se apoderar de tudo!

Ela tenta se identificar com o mundo e se apropriar dele.

Em seu raciocínio ela, ao se apropriar de tudo, se identifica como centro do universo e, ao mesmo tempo, entende o universo como parte de seu corpo.

Nessa linha de pensamento, sua mãe também está incluída. Ela também faz parte de seu corpo.

Essa criança se sente totalmente dependente da sua mãe.

Lembrem que a criança considera como mãe aquela que provê o seu conforto e a amamenta.

Estando junto dessa mãe, a criança tem certeza de que não está abandonada à própria sorte no mundo.

Quando há essa identificação com a mãe, a ideia absorvida é a que sua mãe é um ser supremo, luminoso, iluminado! Essa identificação é necessária.

Podemos comparar essa necessidade com aquela que leva todos os povos primitivos a criar seus mitos, seus deuses, ou seus super-heróis.

Essa é a primeira “aventura” intelectual do ser humano.

A presença dessa mãe, com a qual ela se identifica, “resolve” o enigma dos mistérios do conhecimento nessa fase.

Essa sensação estabiliza suas possíveis angústias.

E ela cria um bom conceito de si mesma e do mundo. Ela percebe que sua existência é autêntica. Ela faz parte do mundo.

Mas, se não houver essa identificação, como por exemplo, ausência afetiva da mãe, o que acontece?

Esse é o primeiro sinal de uma angústia, já sendo construída na criança, antes mesmo de ela ter completado seu primeiro ano de vida.

Vão surgir dúvidas sobre o mundo e começarão a aparecer as angústias sobre o próprio ato de conhecer.

Essa angústia infantil transforma o mundo, onde a criança acabou de chegar, em um mistério inalcançável e um grande desconhecido.

É a primeira vez que essa criança começa a achar que tem algo errado na sua existência.

Ela começa a desconfiar da mãe e do ambiente.

E, como quase tudo o que ocorre nessa fase, esse sentimento tende a ser projetado em relação à sociedade e ao mundo.

Essa criança tende a se tornar agressiva, perde o entusiasmo e não consegue desenvolver suas competências.

Vamos à imposição de limites

No momento anterior, quando a criança se apropria de tudo, incluindo sobre sua mãe, ela tende a querer mais do que tem e ser mais do que é.

E, para evitar que tais necessidades exploratórias e de apropriação se tornem exageradas e venham a se tornar mais um elemento causador de angústias geradoras de neuroses, começa, agora, a necessidade de que toda a afetividade seja completada com limites.

Havendo imposição de limites, a criança passa a perceber que alguém está se preocupando com ela. Isso constrói o sentimento de segurança.

Afetividade sem limites gera uma desconfiança em relação a todos. Isso porque falta de limites significa falta de cuidado e de atenção, ou seja, sentimento de desprezo e de abandono!

Como exemplo na imposição de limites está a mania de ficar com a criança no colo, principalmente quando ela chora.

Se ao chorar alguém a pega no colo, logico que ela vai querer chorar sempre, para se sentir abraçada em todo seu corpo pelo corpo de um adulto, e isso significa construir total insegurança para com o mundo.

O certo é ir afaga-la, acaricia-la, e tudo o mais, mas com ela no berço ou no carrinho.

Dessa forma ela incorpora o ato de carinho do adulto com a sensação de estar acomodada no colchão.

Assim a criança sente o afago, a carícia, o amor, mas sente, ao mesmo tempo, a proteção física do colchão, significando que aquela segurança afetiva também está ligada ao mundo, representado pelo colchão de seu berço ou carrinho.

Resumindo o que vimos hoje:

Desenvolvimento cerebral da criança:

A criança vai programando seu cérebro, suas redes neurais, sob a influência do meio, ou seja: espaço físico, pessoas, emoções, sentimentos e fatos.

O instinto de imitação

A criança imita, mas não é para ser imitada pelo adulto, principalmente na forma de falar as primeiras palavras. Fala infantilizada de adulto só prejudica o desenvolvimento correto da fala da criança.

O instinto de sobrevivência

A criança precisa satisfazer o prazer de sugar e, para isso, pode haver necessidade de se oferecer chupeta e mordedor. Mas isso somente até o final dessa fase, que vai ocorrer entre os 12 e 18 meses de vida.

O instinto exploratório – mãe ser supremo

A criança inicia a exploração do mundo e tenta se apropriar de tudo. Ao se identificar com a mãe percebe que sua existência é autêntica. Se não se identificar, surge a angústia. Sua existência é inautêntica.

Imposição de limites

Só com o cuidado de ao dar afeto, esse afeto estar sempre acompanhado de uma clara imposição de limites, é que será construído, nessa criança, a segurança afetiva que ela necessita para o seu equilíbrio emocional e, consequentemente, a sua felicidade.

Angústia e reconstrução da vida

Um dos sentimentos mais presentes na vida moderna é a angústia, levando as pessoas a frequentes estados de tristeza e, muitas vezes, ao mergulho depressivo.

Quais serão os motivos que levam as pessoas a caírem nesse estado?
Como evitar essa queda?

E, melhor ainda: como reverter esse estado negativo em estado positivo de reconstrução da própria vida, e descoberta do sentido da sua existência?

Vamos procurar analisar a partir de um pensador meio polêmico, que foi Heidegger.

Esse cara, embora seja muito contestado pelas suas atitudes ligadas ao regime
nazista, pode nos ajudar muito devido as suas reflexões publicadas em “Ser e Tempo”.

Quem leu essa obra poderá recordar esses trechos que vou utilizar nas nossas análises.

Vamos à primeira parte da obra, que ele define como sendo o estudo da “Existência Inautêntica” do ser, e que nos explica muita coisa relacionada às nossas tristezas, ansiedades e angústias.

Quando ele analisa a vida cotidiana, o que mais vem à tona são três momentos muito interessantes, na visão dele, que são a FACTICIDADE, a EXISTENCIALIDADE e a RUÍNA:

Vamos à Facticidade

A facticidade pode ser entendida como a surpresa nossa ao chegar a um mundo que não escolhemos e sem que tenhamos, sequer, expressado vontade alguma de estar aqui.

Essa é a visão particular de Heidegger, contrariando algumas crenças espiritualistas.

Mas, cientificamente, pelo menos por enquanto, a realidade é que viemos para cá sem que alguém nos desse qualquer outra opção.

A facticidade já seria um elemento de existência inautêntica, podendo ser incompatível com nosso EU interior.

Depois vem a Existencialidade

Essa, diferente do existencialismo de Sartre, pode ser entendida como a necessidade permanente do homem de conquistar, ou de “se apropriar” das coisas do mundo, desejando incorporar, à sua existência, algo a mais, algo além dele mesmo.

Essa necessidade o leva a precisar ter mais do que tem, ser mais do que é, o que acaba refletindo na necessidade de precisar ser reconhecido no que faz, ter reciprocidade em seus sentimentos pelos outros, ou seja, se sentir importante para o mundo, podendo chegar ao estado de narcisismo ou ao egocentrismo.

O homem constrói, como objetivo principal, a apropriação de todas essas coisas e sentimentos, o que justificaria a sua existência nesse mundo.

E, por fim, a ruína

A ruína é um processo decorrente da acomodação à vida cotidiana, tornando o homem um escravo da rotina, da consciência coletiva e do envolvimento com problemas e preocupações decorrentes do fato de sua vida ter sido reduzida à vida com os outros e para os outros.

O ser humano se torna promiscuamente público e se desvia do seu projeto essencial, que deveria ser a tarefa de se tornar ele mesmo!

Ele! O conquistador do mundo à sua volta e senhor da sua existencialidade! Tudo isso é perdido devido a esse desvio provocado pelo cotidiano.

A ruína é, então, a demonstração clara de que há toda uma existência inautêntica do ser, construindo o sentimento natural de angústia!

A Angústia

Mas é a partir da angústia que o homem se volta para dentro dele mesmo, observando os “cacos”, ou pedaços que sobraram da sua existência equivocada.

Nesse mergulho interior, provocado pela falta total de ânimo e de motivação, resultante da constatação de que ele se perdeu de sua essência, é que surge a oportunidade de ele começar a juntar seus pedaços e se encontrar com a totalidade do seu ser.

No encontro dessa totalidade ele começa a construir a sua existência autêntica, independentemente do mundo à sua volta, das obrigações sociais, das rotinas, das acomodações e de preocupações criadas por uma cultura de massa.

A angústia, então, que poderia ser um sinal fatalista, passa a ser um elemento impulsionador de sua reconstrução, agora, entretanto, a partir da sua própria verdade interior, uma verdade descoberta a partir da destruição da máscara social que tomava conta de todo o seu EU anterior.

Sua reconstrução, o mergulho interior

A prática da reconstrução tem início na constatação de que, não é o elemento externo que importa, mas sim o elemento interno – a sua verdade interior – e o fortalecimento de tudo o que significa o seu ser autêntico.

Esse mergulho precisa ser de identificação das suas verdades mais profundas, de seus sentimentos mais verdadeiros, de constatação de seus valores e suas virtudes pessoais, da construção de um amor por você mesmo, da satisfação de ser, de estar vivo, se se sentir autêntico, pelo menos com você mesmo!

Mas nesse mergulho esteja sob total controle de sua angústia, agora positiva, realizando exercícios com a musculatura zigomática, que é fazer caretas e massagens faciais de vez em quando, ou sempre que a angústia tentar desviar para a tristeza profunda.

Assim, soma e psique, ou seja, seu corpo e sua mente, começam a ser construídos e fortalecidos a partir da junção dos pedaços que sobraram da existência anterior.

A reconstrução – o soma (corpo)

O soma, o corpo, a estrutura orgânica, precisa estar nutrido corretamente, tanto para o fortalecimento dele mesmo, como para dar suporte ao funcionamento da estrutura neuronal que desenvolve a psique.

Vem, então, o consumo frequente de água, a alimentação balanceada, o cuidado com as intolerâncias e alergias alimentares, e o prazer de saber que a escolha correta do que consumimos, resulta na garantia de uma estrutura saudável. Somos aquilo que comemos.

A reconstrução – a psique (a mente)

Essa nutrição correta estimula o funcionamento perfeito do sistema nervoso como um todo, especialmente as redes neurais controladoras da psique, permitindo a geração e liberação equilibrada, de todos os neurotransmissores, principalmente os responsáveis pelo equilíbrio emocional, disposição, motivação e entusiasmo, que são a serotonina, a dopamina e a noradrenalina.

Mas para que a psique esteja perfeita, além da nutrição adequada, há necessidade de se libertar dos estresses sociais e pessoais.

Os maiores motivadores desses estresses são os problemas pessoais e profissionais a serem enfrentados, o excesso de tempo em qualquer atividade, mesmo prazerosa, e o atual carro chefe de todos eles, que é o excesso de exposição às redes sociais e jogos pela internet.

Jogos e redes sociais, basta limitar tempo e horários.

Atividades diversas basta controlar tempo máximo para cada uma delas.

Problemas, analise se pode resolvê-los. Se puder, resolva logo. Se não puder, respeite-o, mas deixe-o do lado de fora da sua mente.

Já ouvi essa frase algumas vezes, e ela é muito válida: “Um barco não afunda devido a água que está do lado de fora, mas sim devido a água que deixamos que entre nele. ”

No mais, respeite os sinais do organismo.

Sinais do corpo mostram a necessidade de dormir, descansar e reduzir atividades.
Respeite-os. Nada de forçar a natureza.

Sinais da psique surgem em sonhos frequentes com temas repetitivos. É sinal de que há algum sinal de neurose que deve ser verificado. Se não houver meios de procurar um analista, escreva seus sonhos, com todos os seus detalhes, todos os dias, e leia-os sempre. Sua própria mente estará trabalhando para reduzir a energia dessa possível neurose.

E pronto!

Vá em frente, transformado a angústia, que antes era negativa, em um elemento positivo de reconstrução de vida e entendimento mais profundo do verdadeiro sentido da sua existência.

Síndrome amotivacional com Roberto Andersen em IUPE Educação

Pode parecer que estar sem disposição para fazer as coisas é algo normal, mas, na realidade, pode ser um indício de algo que precise de uma atenção especial.

Pode estar havendo uma alteração no equilíbrio dos neurotransmissores, por exemplo. Esse equilíbrio é básico para nosso estado emocional como um todo!

Os neurotransmissores mais ligados à motivação são a dopamina e a noradrenalina.

A dopamina, por sua vez, além da motivação em conjunto com a noradrenalina, se liga também ao prazer e a iniciativa, logo, nossa preocupação mais imediata passa a ser a elevação dos níveis de dopamina.

Então, se o que sentimos é falta de disposição, falta de ânimo ou falta de motivação, vamos partir para a elevação dos níveis de dopamina, até que nosso estado emocional esteja todo equilibrado novamente.

O que precisamos, então, é saber quais as dicas para provocar a elevação desses níveis.

Há muitos estudos sobre isso, mas como nossa preocupação não é com trabalho acadêmico, e sim com a prática do dia-a-dia, vamos a síntese de tudo o que já chegou a nós sobre isso, envolvendo cinco áreas principais, que são:

Alimentação, atividade física, meditação, uso do sistema de recompensa cerebral e redução do estresse.

A todo momento que estivermos buscando cumprir cada uma das dicas, é importante estarmos atentos à elevação da autoestima!

E isso deve ser feito tanto pelo reconhecimento positivo de tudo o que você tem, como também de tudo o que você é, iniciando pela satisfação de estar vivo.

Essa parte é importante porque o efeito psicossomático é primordial para a saúde do nosso corpo e da nossa mente.

Mas vamos às dicas:

Alimentação

A nutrição correta é primordial para possibilitar a produção equilibrada de todos os neurotransmissores.

Mas, além disso, vamos dar importância a alguns que são mais ligados à dopamina e aos melhores métodos para a absorção dos nutrientes.

Coma frutas entre as refeições. Há uma divulgação pela internet que o ideal é comer frutas de estômago vazio. Não sei se é verdade. Sei que frutas são importantes. Se comer entre as refeições estará se alimentando corretamente e, se essa história de estômago vazio tiver algum sentido, estaremos cumprindo essa parte também.

Após as refeições só bebida quente, tipo chá, por exemplo. Nunca bebida gelada.

Isso já é um conhecimento antigo na Rússia. Eles também recomendam nunca beber água gelada, mas essa parte ainda é muito polêmica. Eu não bebo água gelada. Me acostumei assim e acho a água natural deliciosa!

E, inclua em sua dieta, sempre que possível:

Chá verde
Gérmen de trigo
Farinha de aveia
Ovos
Beterraba
Iogurtes, coalhadas e outros probióticos

Atividade Física

Sempre se soube que as atividades físicas provocam a neurogênese, melhorando o fluxo de nutrientes para o cérebro.

Mas, além disso, essas atividades provocam o aumento dos níveis basais de dopamina, provocando o crescimento de novos receptores nos neurônios.

Novos receptores significam maior tráfego sináptico, ou seja, maior intercomunicação entre todos os nossos neurônios, o que significa muito mais eficácia nas nossas atividades cerebrais.

Além da dopamina, os exercícios aumentam também os níveis da serotonina e noradrenalina, que são exatamente os três mais importantes neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio emocional.

Então, o recomendado é que se faça meia hora diária de atividade física, que pode ser uma caminhada com alongamento, por exemplo. Eu faço mais do que isso, mas em dias alternados. Todos os dias faço apenas um alongamento completo.

Meditação

A meditação regular aumenta os níveis de dopamina e, por isso, melhora a atenção e a capacidade de concentração.

Use qualquer processo de meditação ou mentalização ou concentração de forma que você esteja ligado a você mesmo.

Quem for religioso, como eu, pode aproveitar para juntar a meditação, ou mentalização, às suas orações de rotina.

Alguns efeitos desse processo, como o acréscimo considerável na espessura da massa cinzenta cerebral, foram observados por meio de ressonância magnética.

Ou seja: funciona mesmo!

Eu faço isso diariamente assim que acordo. Levo mais ou menos uma meia hora. E me sinto muito bem o dia todo!

Uso do sistema de recompensa cerebral

Nosso sistema de recompensa cerebral atua no sentido de provocar sentimentos de muita satisfação emocional, aumentando os níveis da dopamina.

Para isso ocorrer precisamos planejar, buscar e realizar coisas que provoquem satisfações, por menores que sejam, já que são elas que ativam os circuitos dopaminérgicos.

Esse planejamento pode ser, por exemplo:

Criar metas diárias, de curto prazo, que você possa realizar e ficar satisfeito com isso.

Transformar suas metas de longo prazo em várias metas intermediárias de curto prazo, para ter a dopamina estimulada todo o tempo.

E essas metas podem ser:

Uma aventura diferente, encontrar uma especiaria para comer, provocar um abraço amoroso em um amigo, criar um programa de atividades físicas, etc.

Para quem já assistiu ao filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, a recomendação do professor para seus alunos foi uma forma bastante interessante de se cumprir essa parte.

Ele disse “Carpe Diem”!

No fundo esse termo mostra que devemos aproveitar cada momento da nossa vida como se ele fosse o mais importante de toda a nossa existência, focando apenas no momento presente e sentindo o prazer daquele instante, aproveitando cada segundo dessa relação entre nós e o ambiente, as pessoas presentes, o momento, o espaço e o tempo!

É a criação instantânea de uma meta imediata! A de sentir prazer naquele momento, naquela relação com o mundo, naquela sensação de estar presente em nossa própria vida!

Faço isso sempre!

Redução do estresse

Planeje seu dia e sua noite sem estresses, da seguinte forma:

Redes sociais – o ideal é planejar horários fixos para acessar as redes e respeitar tal planejamento. Seus amigos dirão que voc~e os deixou no vácuo…

Acostume seus amigos a respeitar seus “vácuos”! Mostre que não são vácuos! São momentos em que você está se tornando melhor ainda e fazendo crescer seu amor interior, para poder compartilhar, depois, com eles!

Jogos eletrônicos, exposição ao computador, jogos pelo celular, etc. – planejar horário para isso, com limitação de tempo (uma hora de cada vez).

E planeje seus intervalos para fazer algo mecânico, crie algum hobbie, alguma pintura para fazer, algum desenho, alguma poesia a escrever com papel e caneta, ou um passeio lá fora…

Sono – planeje seu sono para estar dormindo antes da meia noite, sempre que possível, e programe a sua hora de acordar.

O momento do sono é o momento mais importante para a nossa mente, já que é o momento em que ela vai trabalhar, incessantemente, para reorganizar todas as nossas redes neurais e recuperar a energia de todas as células do corpo!

Prepare-se, antes, para esse período tão importante para a vida!

Elimine as interferências externas ao sono desligando todos os equipamentos (TV, computador, etc.) pelo menos meia hora antes de dormir. O processo de sono é um processo eletromagnético que, se sofrer interferências, nunca será tão perfeito.

Deixe o celular em outro cômodo da casa. A proximidade dele prejudica seu processo de recuperação cerebral. O celular é um grande vilão! Acredito que ele seja um dos principais responsáveis pela intolerância social tão comum hoje nas ruas! Ele estressa nossas redes neurais!

Pronto!

Vimos a alimentação, atividade física, meditação, uso do sistema de recompensa cerebral e redução do estresse.

E vimos também que todas as dicas devem sempre estar acompanhadas da elevação da nossa autoestima! Tudo deve ser feito visando o prazer de fazer, o prazer do momento, o prazer da relação para com o ambiente, as pessoas e as atitudes, ou seja, o prazer de ser você mesmo!

Alergia Alimentar com Roberto Andersen em IUPE Educação

Amigos,

A Alergia Alimentar, embora ainda seja desprezada por muitos profissionais de medicina, é hoje um dos problemas que mais cresce no mundo!

Essas alergias afetam, principalmente, crianças e adolescentes com T.E.A. (Transtorno de Espectro Autista) e com T.D.A.H (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade).

O profissional médico mais preparado para o entendimento desse assunto em crianças e em adolescentes é o pediatra com especialização em gastrenterologista, imunopatologia e nutrição, significando uma preparação de aproximadamente nove anos de estudos, que é um investimento difícil de ser realizado.

Para tratar dessa alergia no TEA e no TDAH há necessidade de, inicialmente, realizar exames de intolerância alimentar para, depois dos resultados, elaborar dietas específicas, sem os elementos considerados “não toleráveis” pelo organismo daquele paciente.

Mas como o tratamento inicial consiste, basicamente, em dietas específicas, sem a necessidade imediata de prescrição de medicamentos, surge uma grande dificuldade:

Não há qualquer interesse, por parte da indústria farmacêutica, em financiar tais pesquisas, nem de apresentar tais trabalhos em seus congressos, já que o tratamento não inclui prescrição de medicamentos, não trazendo, para ela, qualquer retorno financeiro;

Devido a isso as fontes de financiamento ficam mais escassas e a divulgação dos resultados das pesquisas ficam restritos a congressos financiados exclusivamente por universidades e poder público, mesmo assim, se não estiverem influenciados pela indústria farmacêutica.

Devido a essa característica de tratamento sem medicamentos, percebemos que as próprias universidades sofrem pressão das indústrias farmacêuticas, claramente contrárias a tais divulgações, para que tais estudos sejam considerados irrelevantes ou sem comprovação científica confiável.

Para combater essas alegações da máfia dos medicamentos, eu alerto que, só o cientista médico Aderbal Sabrá, brasileiro livre-docente e doutor em pediatria, pós-doutor em gastrenterologia e pós-doutor em imunologia, só ele, já tem mais de vinte trabalhos sobre o assunto, que são comprovações científicas sérias, publicadas nas principais revistas científicas mundiais.

Seu livro “Manual de Alergia Alimentar”, ensina aos demais médicos cada detalhe de seus estudos. A obra foi publicada pela Editora Rubio.

E para reforçar mais ainda o caminho das comprovações, William Shaw, cientista médico americano, reuniu, para cada assunto de seus estudos, vinte a trinta comprovações científicas já publicadas nas principais revistas de divulgação científica do mundo.

Sua obra, Tratamentos Biológicos do Autismo e TDAH mostra todos esses detalhes.

Dizer, então, que o tratamento biológico do TEA e do TDAH é terapia não comprovada cientificamente é, no mínimo, uma prova de analfabetismo científico provocado pela falta total de estudos sobre o assunto, ou tem alguma outra intenção ainda menos nobre.

Vamos ver, então, de que forma poderemos tentar reduzir esse crescente avanço na alergia alimentar em todo o mundo.

Aleitamento materno exclusivo

O ponto básico para que se tente reduzir essa incidência alarmante é pelo incentivo ao aleitamento materno exclusivo, até que a criança alcance seus oito meses de idade, pelo menos.

Toda criança nasce com predisposição a ser alérgica. É durante o aleitamento materno exclusivo, nesses oito meses, que ocorre a conversão dessa predisposição, reduzindo bastante essa tendência, ou até a eliminando.

Excesso de higiene

Outra situação que estimula a alergia é a higiene exagerada, iniciando pelo parto cesariana, que elimina o primeiro contato do bebê com os líquidos do tubo vaginal, que formariam a primeira flora intestinal rica em probióticos.

Sendo cesariana não há essa formação da maneira natural. E ainda pode piorar mais, quando os pais começam a dar, ao bebê, fórmulas esterilizadas, sob recomendações de amigos, parentes, etc…

Antibióticos e antiácidos

O uso indiscriminado de antibióticos, para tratamento de todo tipo de infecção respiratória, assim como de antiácidos, para problemas no trato digestivo, também colabora, negativamente, para a formação da flora intestinal, ou seja, a criança perde toda a proteção natural que a flora bem formada daria.

Para concluir recomendo que os pais, ao suspeitarem de alguma característica do filho que possa ser confundida com autismo ou TDAH, que procure um pediatra que esteja atualizado no conhecimento gastrenterológico, imunopatológico e nutricional, ou que, pelo menos, tenha conhecimento do trabalho de Aderbal Sabrá, cujo livro foi escrito exatamente para orientar os médicos que não completaram seu ciclo de formação completo em relação ao autismo e TDAH.

Andragogia com Roberto Andersen em IUPE Educação

Para entrar mais em detalhes sobre o assunto, eu recomendo a leitura dos livros de Erik Erikson, que foi o teórico que mais colaborou para o entendimento das necessidades básicas de satisfação do adulto e do idoso, enquanto os demais focaram mais no desenvolvimento do ser humano até os seus dezoito anos de idade.

Em meu livro AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO – PSICOPEDAGOGIA eu sintetizo os ensinamentos de Erik Erikson, fazendo um paralelo com Wallon, Freud, Piaget e Vygotsky.

Momento de Educação com Roberto Andersen – Aluno não aprende e não tem laudo

Importante deixar claro que a escola ou os professores podem exigir um laudo médico à família, com a finalidade de tomar conhecimento de alguma doença, transtorno ou síndrome que precise de atenção especial em relação à sua saúde, como por exemplo: saber se o aluno toma remédio controlado para evitar estado agressivo ou descontrole psíquico, se costuma apresentar problemas de convulsão ou outros, que possam trazer perigo a ele mesmo ou aos seus colegas.

Quanto a necessidade de o aluno precisar ser acompanhado de forma especial para fins de aprendizagem, o que constitui o AEE, essa análise e essa decisão, ficam exclusivamente por conta da escola e de seus profissionais ligados à educação, sem necessidade de qualquer laudo médico.

Segue a Nota Técnica do MEC relativa a isso:

NOTA TÉCNICA Nº 04/ 2014/ MEC/ SECADI/ DPEE de 23/01/2014:

(…)Neste liame não se pode considerar imprescindível a apresentação de laudo médico (diagnóstico clínico) por parte do aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, uma vez que o AEE caracteriza-se por atendimento pedagógico e não clínico. Durante o estudo de caso, primeira etapa da elaboração do Plano de AEE, se for necessário, o professor do AEE, poderá articular-se com profissionais da área da saúde, tornando-se o laudo médico, neste caso, um documento anexo ao Plano de AEE.
Por isso, não se trata de documento obrigatório, mas, complementar, quando a escola julgar necessário.
O importante é que o direito das pessoas com deficiência à educação não poderá ser cerceado pela exigência de laudo médico.
A exigência de diagnóstico clínico dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, para declará-lo, no Censo Escolar, público alvo da educação especial e, por conseguinte, garantir-lhes o atendimento de suas especificidades educacionais, denotaria imposição de barreiras ao seu acesso aos sistemas de ensino, configurando-se em discriminação e cerceamento de direito(…)

IUPE Educação: drogas e a perda de motivação


Olá amigos,

Depois de assistir a uma entrevista com um neurocientista brasileiro, onde ele recomenda o uso da maconha com fins recreativos, afirmando que a droga não faz mal algum, me sinto na obrigação de alertar meus amigos, mais uma vez, para a realidade do problema!

A OMS divulgou recentemente que mais de 12% das mortes no planeta estão ligadas ao consumo de cigarro, álcool e demais drogas. Essa revelação surpreendeu os próprios pesquisadores.

Uma das observações mostra que o vício provoca mais danos do que a intoxicação em si.

Para a intoxicação existe o processo de desintoxicação, que é realizada, frequentemente, com internação hospitalar ou em clínica especializada.

Muitos artistas passam por essa desintoxicação frequentemente.

Esse tratamento, entretanto, apenas reduz o efeito das drogas no organismo, mas não trata o paciente.

E, ainda por cima, aumenta o risco de possíveis overdoses futuras, já que o organismo perde a tolerância natural, chamada de plasticidade sináptica.

O correto seria uma intervenção de longo prazo, como é feito pelos grupos de alcoólicos anônimos.

Foi constatado que o uso continuado provoca alterações duradouras, o que não significa que sejam definitivas, nos circuitos motivacionais e de recompensa do cérebro e também na capacidade do córtex pré-frontal de influenciar as vias neurais ligadas à tomada de decisões.

Os danos no circuito motivacionais e de recompensa levam a pessoa a perder, aos poucos, a vontade de fazer qualquer coisa que não seja o uso da droga. Isso significa, inclusive, a perda de todos os seus estímulos emocionais e sensoriais, inclusive o apetite sexual.

O caso extremo pode ser visto em comunidades de uso do crack, onde se formam massas humanas vagando como verdadeiros zumbis.
Nos nossos vídeos anteriores já falamos de uma série de outras consequências do uso de todas as drogas, incluindo as que são lícitas, com álcool, cigarro e medicamentos prescritos pelos médicos.

A boa notícia hoje é que estão sendo alcançados resultados positivos visando mexer nos circuitos motivacionais da pessoa para que ela possa se livrar da submissão à droga, isso nos casos em que o uso continuado tenha levado a pessoa a um estado de grande submissão.

Nesses casos o tratamento se alia a alguns conceitos da psicologia científica, desenvolvendo programas de contingenciamento.

Nesses programas são oferecidas pequenas, mas imediatas, recompensas, em um ambiente clínico adequado, para que o indivíduo prefira aquela recompensa imediata ao consumo da droga e assim vá se controlando até que sua submissão seja vencida.

O mesmo resultado tem sido alcançado por meio de processos punitivos, para que a pessoa prefira não consumir a droga para evitar a punição.

A preocupação maior é a de que tais programas são lentos e onerosos, já que demandam internação, além do fato de que o estímulo ao consumo está cada vez mais intenso.

Há muito dinheiro envolvido nesse comércio, e nesse caso, a correnteza é muito mais forte no sentido do consumo do que no sentido da vida saudável.

Mas, façamos a nossa parte, alertando todos os nossos amigos…

IUPE Educação: Importância do sono

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