Dificuldade de Aprendizagem e a Exclusão Camuflada

Síndrome amotivacional com Roberto Andersen em IUPE Educação

Pode parecer que estar sem disposição para fazer as coisas é algo normal, mas, na realidade, pode ser um indício de algo que precise de uma atenção especial.

Pode estar havendo uma alteração no equilíbrio dos neurotransmissores, por exemplo. Esse equilíbrio é básico para nosso estado emocional como um todo!

Os neurotransmissores mais ligados à motivação são a dopamina e a noradrenalina.

A dopamina, por sua vez, além da motivação em conjunto com a noradrenalina, se liga também ao prazer e a iniciativa, logo, nossa preocupação mais imediata passa a ser a elevação dos níveis de dopamina.

Então, se o que sentimos é falta de disposição, falta de ânimo ou falta de motivação, vamos partir para a elevação dos níveis de dopamina, até que nosso estado emocional esteja todo equilibrado novamente.

O que precisamos, então, é saber quais as dicas para provocar a elevação desses níveis.

Há muitos estudos sobre isso, mas como nossa preocupação não é com trabalho acadêmico, e sim com a prática do dia-a-dia, vamos a síntese de tudo o que já chegou a nós sobre isso, envolvendo cinco áreas principais, que são:

Alimentação, atividade física, meditação, uso do sistema de recompensa cerebral e redução do estresse.

A todo momento que estivermos buscando cumprir cada uma das dicas, é importante estarmos atentos à elevação da autoestima!

E isso deve ser feito tanto pelo reconhecimento positivo de tudo o que você tem, como também de tudo o que você é, iniciando pela satisfação de estar vivo.

Essa parte é importante porque o efeito psicossomático é primordial para a saúde do nosso corpo e da nossa mente.

Mas vamos às dicas:

Alimentação

A nutrição correta é primordial para possibilitar a produção equilibrada de todos os neurotransmissores.

Mas, além disso, vamos dar importância a alguns que são mais ligados à dopamina e aos melhores métodos para a absorção dos nutrientes.

Coma frutas entre as refeições. Há uma divulgação pela internet que o ideal é comer frutas de estômago vazio. Não sei se é verdade. Sei que frutas são importantes. Se comer entre as refeições estará se alimentando corretamente e, se essa história de estômago vazio tiver algum sentido, estaremos cumprindo essa parte também.

Após as refeições só bebida quente, tipo chá, por exemplo. Nunca bebida gelada.

Isso já é um conhecimento antigo na Rússia. Eles também recomendam nunca beber água gelada, mas essa parte ainda é muito polêmica. Eu não bebo água gelada. Me acostumei assim e acho a água natural deliciosa!

E, inclua em sua dieta, sempre que possível:

Chá verde
Gérmen de trigo
Farinha de aveia
Ovos
Beterraba
Iogurtes, coalhadas e outros probióticos

Atividade Física

Sempre se soube que as atividades físicas provocam a neurogênese, melhorando o fluxo de nutrientes para o cérebro.

Mas, além disso, essas atividades provocam o aumento dos níveis basais de dopamina, provocando o crescimento de novos receptores nos neurônios.

Novos receptores significam maior tráfego sináptico, ou seja, maior intercomunicação entre todos os nossos neurônios, o que significa muito mais eficácia nas nossas atividades cerebrais.

Além da dopamina, os exercícios aumentam também os níveis da serotonina e noradrenalina, que são exatamente os três mais importantes neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio emocional.

Então, o recomendado é que se faça meia hora diária de atividade física, que pode ser uma caminhada com alongamento, por exemplo. Eu faço mais do que isso, mas em dias alternados. Todos os dias faço apenas um alongamento completo.

Meditação

A meditação regular aumenta os níveis de dopamina e, por isso, melhora a atenção e a capacidade de concentração.

Use qualquer processo de meditação ou mentalização ou concentração de forma que você esteja ligado a você mesmo.

Quem for religioso, como eu, pode aproveitar para juntar a meditação, ou mentalização, às suas orações de rotina.

Alguns efeitos desse processo, como o acréscimo considerável na espessura da massa cinzenta cerebral, foram observados por meio de ressonância magnética.

Ou seja: funciona mesmo!

Eu faço isso diariamente assim que acordo. Levo mais ou menos uma meia hora. E me sinto muito bem o dia todo!

Uso do sistema de recompensa cerebral

Nosso sistema de recompensa cerebral atua no sentido de provocar sentimentos de muita satisfação emocional, aumentando os níveis da dopamina.

Para isso ocorrer precisamos planejar, buscar e realizar coisas que provoquem satisfações, por menores que sejam, já que são elas que ativam os circuitos dopaminérgicos.

Esse planejamento pode ser, por exemplo:

Criar metas diárias, de curto prazo, que você possa realizar e ficar satisfeito com isso.

Transformar suas metas de longo prazo em várias metas intermediárias de curto prazo, para ter a dopamina estimulada todo o tempo.

E essas metas podem ser:

Uma aventura diferente, encontrar uma especiaria para comer, provocar um abraço amoroso em um amigo, criar um programa de atividades físicas, etc.

Para quem já assistiu ao filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, a recomendação do professor para seus alunos foi uma forma bastante interessante de se cumprir essa parte.

Ele disse “Carpe Diem”!

No fundo esse termo mostra que devemos aproveitar cada momento da nossa vida como se ele fosse o mais importante de toda a nossa existência, focando apenas no momento presente e sentindo o prazer daquele instante, aproveitando cada segundo dessa relação entre nós e o ambiente, as pessoas presentes, o momento, o espaço e o tempo!

É a criação instantânea de uma meta imediata! A de sentir prazer naquele momento, naquela relação com o mundo, naquela sensação de estar presente em nossa própria vida!

Faço isso sempre!

Redução do estresse

Planeje seu dia e sua noite sem estresses, da seguinte forma:

Redes sociais – o ideal é planejar horários fixos para acessar as redes e respeitar tal planejamento. Seus amigos dirão que voc~e os deixou no vácuo…

Acostume seus amigos a respeitar seus “vácuos”! Mostre que não são vácuos! São momentos em que você está se tornando melhor ainda e fazendo crescer seu amor interior, para poder compartilhar, depois, com eles!

Jogos eletrônicos, exposição ao computador, jogos pelo celular, etc. – planejar horário para isso, com limitação de tempo (uma hora de cada vez).

E planeje seus intervalos para fazer algo mecânico, crie algum hobbie, alguma pintura para fazer, algum desenho, alguma poesia a escrever com papel e caneta, ou um passeio lá fora…

Sono – planeje seu sono para estar dormindo antes da meia noite, sempre que possível, e programe a sua hora de acordar.

O momento do sono é o momento mais importante para a nossa mente, já que é o momento em que ela vai trabalhar, incessantemente, para reorganizar todas as nossas redes neurais e recuperar a energia de todas as células do corpo!

Prepare-se, antes, para esse período tão importante para a vida!

Elimine as interferências externas ao sono desligando todos os equipamentos (TV, computador, etc.) pelo menos meia hora antes de dormir. O processo de sono é um processo eletromagnético que, se sofrer interferências, nunca será tão perfeito.

Deixe o celular em outro cômodo da casa. A proximidade dele prejudica seu processo de recuperação cerebral. O celular é um grande vilão! Acredito que ele seja um dos principais responsáveis pela intolerância social tão comum hoje nas ruas! Ele estressa nossas redes neurais!

Pronto!

Vimos a alimentação, atividade física, meditação, uso do sistema de recompensa cerebral e redução do estresse.

E vimos também que todas as dicas devem sempre estar acompanhadas da elevação da nossa autoestima! Tudo deve ser feito visando o prazer de fazer, o prazer do momento, o prazer da relação para com o ambiente, as pessoas e as atitudes, ou seja, o prazer de ser você mesmo!

Alergia Alimentar com Roberto Andersen em IUPE Educação

Amigos,

A Alergia Alimentar, embora ainda seja desprezada por muitos profissionais de medicina, é hoje um dos problemas que mais cresce no mundo!

Essas alergias afetam, principalmente, crianças e adolescentes com T.E.A. (Transtorno de Espectro Autista) e com T.D.A.H (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade).

O profissional médico mais preparado para o entendimento desse assunto em crianças e em adolescentes é o pediatra com especialização em gastrenterologista, imunopatologia e nutrição, significando uma preparação de aproximadamente nove anos de estudos, que é um investimento difícil de ser realizado.

Para tratar dessa alergia no TEA e no TDAH há necessidade de, inicialmente, realizar exames de intolerância alimentar para, depois dos resultados, elaborar dietas específicas, sem os elementos considerados “não toleráveis” pelo organismo daquele paciente.

Mas como o tratamento inicial consiste, basicamente, em dietas específicas, sem a necessidade imediata de prescrição de medicamentos, surge uma grande dificuldade:

Não há qualquer interesse, por parte da indústria farmacêutica, em financiar tais pesquisas, nem de apresentar tais trabalhos em seus congressos, já que o tratamento não inclui prescrição de medicamentos, não trazendo, para ela, qualquer retorno financeiro;

Devido a isso as fontes de financiamento ficam mais escassas e a divulgação dos resultados das pesquisas ficam restritos a congressos financiados exclusivamente por universidades e poder público, mesmo assim, se não estiverem influenciados pela indústria farmacêutica.

Devido a essa característica de tratamento sem medicamentos, percebemos que as próprias universidades sofrem pressão das indústrias farmacêuticas, claramente contrárias a tais divulgações, para que tais estudos sejam considerados irrelevantes ou sem comprovação científica confiável.

Para combater essas alegações da máfia dos medicamentos, eu alerto que, só o cientista médico Aderbal Sabrá, brasileiro livre-docente e doutor em pediatria, pós-doutor em gastrenterologia e pós-doutor em imunologia, só ele, já tem mais de vinte trabalhos sobre o assunto, que são comprovações científicas sérias, publicadas nas principais revistas científicas mundiais.

Seu livro “Manual de Alergia Alimentar”, ensina aos demais médicos cada detalhe de seus estudos. A obra foi publicada pela Editora Rubio.

E para reforçar mais ainda o caminho das comprovações, William Shaw, cientista médico americano, reuniu, para cada assunto de seus estudos, vinte a trinta comprovações científicas já publicadas nas principais revistas de divulgação científica do mundo.

Sua obra, Tratamentos Biológicos do Autismo e TDAH mostra todos esses detalhes.

Dizer, então, que o tratamento biológico do TEA e do TDAH é terapia não comprovada cientificamente é, no mínimo, uma prova de analfabetismo científico provocado pela falta total de estudos sobre o assunto, ou tem alguma outra intenção ainda menos nobre.

Vamos ver, então, de que forma poderemos tentar reduzir esse crescente avanço na alergia alimentar em todo o mundo.

Aleitamento materno exclusivo

O ponto básico para que se tente reduzir essa incidência alarmante é pelo incentivo ao aleitamento materno exclusivo, até que a criança alcance seus oito meses de idade, pelo menos.

Toda criança nasce com predisposição a ser alérgica. É durante o aleitamento materno exclusivo, nesses oito meses, que ocorre a conversão dessa predisposição, reduzindo bastante essa tendência, ou até a eliminando.

Excesso de higiene

Outra situação que estimula a alergia é a higiene exagerada, iniciando pelo parto cesariana, que elimina o primeiro contato do bebê com os líquidos do tubo vaginal, que formariam a primeira flora intestinal rica em probióticos.

Sendo cesariana não há essa formação da maneira natural. E ainda pode piorar mais, quando os pais começam a dar, ao bebê, fórmulas esterilizadas, sob recomendações de amigos, parentes, etc…

Antibióticos e antiácidos

O uso indiscriminado de antibióticos, para tratamento de todo tipo de infecção respiratória, assim como de antiácidos, para problemas no trato digestivo, também colabora, negativamente, para a formação da flora intestinal, ou seja, a criança perde toda a proteção natural que a flora bem formada daria.

Para concluir recomendo que os pais, ao suspeitarem de alguma característica do filho que possa ser confundida com autismo ou TDAH, que procure um pediatra que esteja atualizado no conhecimento gastrenterológico, imunopatológico e nutricional, ou que, pelo menos, tenha conhecimento do trabalho de Aderbal Sabrá, cujo livro foi escrito exatamente para orientar os médicos que não completaram seu ciclo de formação completo em relação ao autismo e TDAH.

Momento de Educação com Roberto Andersen – Aluno não aprende e não tem laudo

Importante deixar claro que a escola ou os professores podem exigir um laudo médico à família, com a finalidade de tomar conhecimento de alguma doença, transtorno ou síndrome que precise de atenção especial em relação à sua saúde, como por exemplo: saber se o aluno toma remédio controlado para evitar estado agressivo ou descontrole psíquico, se costuma apresentar problemas de convulsão ou outros, que possam trazer perigo a ele mesmo ou aos seus colegas.

Quanto a necessidade de o aluno precisar ser acompanhado de forma especial para fins de aprendizagem, o que constitui o AEE, essa análise e essa decisão, ficam exclusivamente por conta da escola e de seus profissionais ligados à educação, sem necessidade de qualquer laudo médico.

Segue a Nota Técnica do MEC relativa a isso:

NOTA TÉCNICA Nº 04/ 2014/ MEC/ SECADI/ DPEE de 23/01/2014:

(…)Neste liame não se pode considerar imprescindível a apresentação de laudo médico (diagnóstico clínico) por parte do aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, uma vez que o AEE caracteriza-se por atendimento pedagógico e não clínico. Durante o estudo de caso, primeira etapa da elaboração do Plano de AEE, se for necessário, o professor do AEE, poderá articular-se com profissionais da área da saúde, tornando-se o laudo médico, neste caso, um documento anexo ao Plano de AEE.
Por isso, não se trata de documento obrigatório, mas, complementar, quando a escola julgar necessário.
O importante é que o direito das pessoas com deficiência à educação não poderá ser cerceado pela exigência de laudo médico.
A exigência de diagnóstico clínico dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, para declará-lo, no Censo Escolar, público alvo da educação especial e, por conseguinte, garantir-lhes o atendimento de suas especificidades educacionais, denotaria imposição de barreiras ao seu acesso aos sistemas de ensino, configurando-se em discriminação e cerceamento de direito(…)

IUPE Educação – Aprendizagem Real

IUPE EDUCAÇÃO – Objetivos da educação


É pelo correto entendimento dos objetivos da educação que vão surgir as metodologias mais eficazes e todos os demais processos necessários à construção da igualdade social.

II Seminário de Educação Especial Inclusiva e Direitos Humanos – Passo Fundo – RS

Interpretação e aplicação da Lei Brasileira de Inclusão

Vamos conversar, hoje, sobre a interpretação correta de uma parte da Lei Brasileira de Inclusão, para ver se eliminamos algumas dúvidas.

1º ponto – o que é considerado “deficiência” pela Lei?

O Art. 2º diz claramente que:

“(…)considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas(…)”

Então, analisando os tipos de impedimentos:

“(…) de natureza física(…)”:

Dificuldade de locomoção, de controle motor da fala, de comando motor da escrita e outros.

“(…) de natureza mental(…)”:

Atraso mental leve, moderado ou grave refletindo em idade mental diferente da cronológica.

“(…) de natureza intelectual(…)”:

Mesmo sem atraso mental, dificuldade de entendimento de alguma disciplina, por algum tipo de bloqueio, cujas causas podem ser emocionais ou psíquicas, provenientes de educação equivocada, comparações na infância ou traumas por abusos físicos ou sexuais.

“(…) de natureza sensorial(…)”:

Dificuldades diversas relacionadas aos elementos sensores como visão, audição, tato, paladar, olfato e mais quaisquer sensores não conhecidos pela ciência biológica.

2º ponto – quem analisa e define se existem essas deficiências, segundo a Lei?

“(…) a avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar(…)”

O “quando necessária” está dizendo claramente que nem sempre haverá necessidade de alguém para fazer tal avaliação, já que há situações em que a dificuldade de aprendizagem está mais do que clara para todos!

Mas, “quando necessário”, a escola deverá escolher alguém que entenda da dificuldade do aluno, por isso a Lei diz “biopsicossocial”, ou seja, profissionais que entendam das características das dificuldades desse aluno, entre as relatadas na própria Lei, que são:

“(…) impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo(…)”

“(…) fatores socioambientais, psicológicos e pessoais(…)”

“(…) limitação no desempenho de atividades(…)”

“(…) restrição de participação(…)”

A competência no entendimento dessas “características impeditivas da aprendizagem” não é do médico, isso é importante deixar bem claro, mas sim dos profissionais de pedagogia, que são:

Pedagogo

Psicopedagogo

Neuropedagogo

A escola, então, para considerar um aluno como cliente do Atendimento Educacional Especializado, pode solicitar a análise e o relatório de algum ou alguns desses profissionais, que são os que detém a necessária competência em relação ao processo pedagógico de aprendizagem.

Não está aí incluído nenhuma especialidade médica, já que a competência médica é necessária para atendimento clínico, mas nunca para atendimento pedagógico.

3º ponto – por que os técnicos do MEC estão exigindo Relatório Médico, se ele não é necessário, para que um aluno seja matriculado no AEE?

Infelizmente há técnicos ligados ao MEC que não têm conhecimento das normas do próprio MEC ou não souberam interpretá-las corretamente.

Por causa dessa dificuldade de interpretar as leis é que o próprio MEC publicou a Nota Técnica 04/2014/MEC/SECADI/DPEE de 23/01/2014, que tenta deixar bem claro que laudo médico é para tratamento clínico e não para acompanhamento pedagógico!

Entre outras coisas a Nota Técnica diz que:

NT-“(…) o AEE caracteriza-se por atendimento pedagógico e não clínico(…)”

A competência do médico é para realizar o atendimento clínico.

Para o atendimento pedagógico a competência é do pedagogo, ou do psicopedagogo e ou do neuropedagogo.

E então, devido a essas diferentes competências:

NT-“(…) o direito das pessoas com deficiência à educação não poderá ser cerceado pela exigência de laudo médico(…)”

E, para deixar bem claro que exigir LAUDO MÉDICO é um absurdo e ilegal, a NOTA TÉCNICA ainda diz que:

NT-“(…) a exigência de diagnóstico clínico dos estudantes com deficiências (…) configura-se em discriminação e cerceamento de direito(…)”

Acredito que não haja mais dúvidas sobre isso!

4º ponto – o que o professor deve fazer durante a aula, quando em sua sala existe um aluno com dificuldade de aprendizagem?

O Art. 27 da Lei diz que é obrigatório assegurar o:

“(…) sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem(…)”

Então está claro que a explicação do assunto da aula, a tarefa a ser realizada durante a aula, a tarefa passada para casa e a avaliação deverá ser realizada de forma a alcançar o “(…)máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem(…)”.

Vamos criar uma situação para análise?

Sala de aula 8º ano. Aula de matemática. Assunto potenciação. Aluno com idade mental abaixo da idade cronológica e nível intelectual equivalente ao 2º ano.

Se o professor der uma aula expositiva sobre potenciação, no nível do 8º ano, o que acontecerá com o aluno especial, cujo intelecto está no nível do 2º ano?

Opção a) Ele ficará super satisfeito em estar em uma sala onde o professor fala uma linguagem que ele não entende e mais satisfeito ainda quando vê que seus colegas entendem tudo e ele não entende nada. Ele elevará a sua autoestima e assim ele se sentirá animado para sempre tentar aprender coisas impossíveis e estranhas ao seu conhecimento. Com essa autoestima elevada o seu cérebro estará sempre trabalhando a seu favor e ajudando a reduzir os sintomas de dificuldade de aprendizagem.

Opção b) Ele ficará triste e desanimado em estar em uma sala onde o professor fala uma linguagem que ele não entende e mais triste e desanimado ainda quando vê que seus colegas entendem tudo e ele não entende nada. Ele vai reduzir a sua autoestima e assim ele se sentirá desanimado porque sabe que vai ter que sempre tentar aprender coisas impossíveis e estranhas ao seu conhecimento. Com isso, baixa a sua autoestima e o seu cérebro estará sempre trabalhando contra ele mesmo e aumentando ainda mais os sintomas de dificuldade de aprendizagem.

É óbvio que a resposta certa é a opção b!

Ou seja: esse procedimento do professor está totalmente contrário à determinação legal do Art. 27, já que dar esse tipo de aula, onde há um aluno especial, não está ajudando a obter o “(…)máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem(…)”.

O que esse professor está tentando fazer é fingir que não está percebendo que o aluno especial não está entendendo nada, deixa-lo isolado em um canto da sala, ignorar o fato de ele não entender as tarefas, de ele não realizar os trabalhos para casa e de ele tirar zero nas avaliações e, ao final do ano, lançar zero em seu boletim e, nas observações colocar: aprovado por ser aluno especial!

Esse professor, além de estar em desacordo completo com o Art. 27 da Lei, está conseguindo baixar ainda mais a autoestima desse aluno, o que vai fazer com que o aluno se sinta cada vez mais inferior em relação aos seus colegas e à sociedade, desistindo de estudar e desistindo de viver socialmente.

Esse professor estará decretando a infelicidade desse aluno!

5º ponto – qual a função de cada profissional, em uma escola, quando temos alunos de inclusão matriculados?

Para não estender muito a nossa conversa de hoje, leiam o nosso artigo ou assistam ao vídeo “Educação inclusiva e os cinco passos básicos da coordenação”, no qual eu especifico a verdadeira função de cada um, de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão que é a que nós estamos discutindo.

Reflexões sobre um menino na escola


De repente surge, na escola, um menino!

Todos olham espantados!

Vejam aquilo: um menino!

Como será que ele nos ouve? Como será que ele nos enxerga? Como será que ele nos compreende? O que será que ele sabe da vida? Quais são os conhecimentos que ele tem?

Será que ele fala? Como ele se comunica? Como será que nós poderemos entende-lo? O que será que ele pode aprender conosco? O que será que poderemos aprender com ele?

Pois é! Parece estranho o que eu disse?

Pode parecer estranho, mas esse procedimento deveria ser o certo!

Mas, pena que isso não aconteça em nossas escolas.

Isso talvez acontecesse em Antares, ou em algum outro sistema estelar, se um menino do nosso planeta tivesse sido abduzido por uma nave espacial alienígena e levado para lá.

Aí sim, esse menino seria analisado em suas habilidades e conhecimentos para que, a partir daí ele começasse a ser instruído com os conhecimentos que, aos poucos, ele fosse sendo capaz de entender.

Mas estamos no planeta Terra!

Aqui em nossas escolas os meninos ao entrarem em uma escola são considerados todos iguais, com as mesmas habilidades, com a mesma capacidade de aprender, com os mesmos conhecimentos básicos, mesmo que esse menino seja autista, seja disléxico, seja discalcúlico, seja microcéfalo, ou tenha lá a característica intelectual ou cognitiva que tiver.

Suas diferenças serão ignoradas e ele vai ter que aprender da mesma forma que todos os outros, ou melhor, ele vai receber as mesmas instruções que todos os outros, mesmo que não esteja entendendo uma só palavra daquilo que está sendo mostrado a ele.

Mas não faz mal. A escola, ao final do ano, vai colocar em seu histórico escolar:

Notas obtidas: 0,0 (zero)

Aprovado por ser aluno especial.

E pronto!

Nossa obrigação está cumprida, lavamos as mãos, e vamos para casa satisfeitos com o dever cumprido.

Mas, quanto ao aluno?

Ah, bom! Faltou pensar no tal menino.

Esse, que já vem sofrendo uma violência simbólica desde que nasceu, vai perder tudo o que restava da sua autoestima, vai se considerar inferior a todo o resto da humanidade, nunca mais vai conseguir aprender coisa alguma, vai desistir da escola e ficará eternamente na dependência de alguém para sobreviver.

Então nossa escola é assim?

Sim! Infelizmente é exatamente assim que pensam muitos professores, coordenadores e dirigentes escolares por esse nosso mundo…

Não bastou Comenius, em sua Didática Magna, escrita e publicada ainda no século XVII, dizer bem claro que:

“Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos não quanto eles podem aprender, mas quanto ele próprio deseja”

Então, vamos refletir um pouco:

Antes de decidirmos o que devemos fazer com algum menino na nossa sala de aula, vamos tentar entender quem é ele, como ele nos entende, como ele lê, como ele ouve, como ele processa as informações, como ele raciocina, quais os seus conhecimentos básicos, quais as suas habilidades e tudo o mais, para, aí sim, começarmos a trabalhar com ele.

Partir do princípio que todos são iguais seria muito prático para nossa atividade docente, mas, na realidade, poderemos estar cometendo um verdadeiro crime de abandono intelectual!

E o mais interessante é que, quando estávamos estudando os teóricos da educação, todos diziam que a educação, a aula, os conteúdos, as tarefas e as avaliações devem tomar como centro o aluno!

Só esqueceram de nos avisar, com mais clareza, que esse “o aluno” não é uma padronização de cérebros com o mesmo conhecimento e as mesmas habilidades, mas que cada aluno tem as suas características especiais, e que assim, cada um deverá receber uma atenção de acordo com as suas características específicas.

Então, seguir um cronograma educacional padronizado para uma série escolar só funciona para os alunos, daquela sala de aula, que estiverem no mesmo nível cognitivo e intelectual.

Os demais precisam que esse conteúdo esteja adaptado à sua realidade de entendimento, raciocínio e elaboração.

Assim sendo, ao dar uma aula para os alunos de sua sala de aula, esteja seguro de
que suas palavras e seu ensinamento está sendo entendido por todos, incluindo o autista, o disléxico, o discalcúlico, o microcéfalo e todos os demais.

Como dar uma aula assim?

Experimente a aula por dinâmica grupal, que serve tanto para uma sala com todos os alunos no mesmo nível, como para alunos em diferentes situações de aprendizagem.

Assista o vídeo sobre o assunto e experimente. Se quiser mais detalhes, escreva para nós. Essa metodologia foi baseada nos Grupos Operativos, de Pichon Riviere.

Como passar tarefas e avaliações em sala com alunos especiais incluídos? As tarefas têm a mesma capa, as mesmas figuras, os mesmos desenhos, mas os conteúdos terão que estar exatamente dentro da capacidade de entendimento e elaboração de cada um dos alunos com dificuldades de aprendizagem.

Se não for assim, de que vai adiantar passar uma tarefa para um aluno que, ao tentar lê-la, nada entende do que está ali escrito?

Mas se o conteúdo estiver adaptado à sua compreensão, embora com o mesmo formato, os alunos especiais não se sentirão diferentes.

Se eles perceberem que as tarefas ou avaliações são diferentes, a resposta é bem simples:

Todas são diferentes, para evitar que um copie a do outro! Só isso!

E as tarefas para casa?

Infelizmente os pais de grande parte dos alunos especiais não aceitam a deficiência do próprio filho, e assim só atrapalham o seu desenvolvimento.

Por isso, o professor só deve passar para casa, as tarefas que ele tem certeza absoluta de que o aluno especial saberá resolver sozinho!

De preferência esse aluno já deve ter resolvido tarefa semelhante na sala e, assim, a tarefa para casa servirá para elevar a sua autoestima, já que os pais ficarão espantados positivamente, por ele resolver sozinho, além de elevar a autoestima dos próprios pais, que assim não atrapalharão o desenvolvimento de seu filho.

No mais, o que precisamos ter bem claro em nossa mente, todas as vezes em que temos um aluno de inclusão, é que o ponto principal de todo o processo é elevar, e manter elevada, a sua autoestima, todo o tempo.

Fazendo assim teremos certeza de que o cérebro desse menino estará trabalhando a favor do seu desenvolvimento, reduzindo as suas deficiências e aumentando a sua capacidade cognitiva e intelectual.

Mas para que isso dê certo, é melhor que coloquemos um quadro bem grande na sala dos professores, nas secretarias de educação, nos conselhos municipais e estaduais de educação e no MEC, com a frase que Comenius criou, em sua Didática Magna, do século XVII, e que repetimos aqui:

“Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos não quanto eles podem aprender, mas quanto ele próprio deseja”

Adolescência: mudanças no corpo e na mente

Amigos,

A partir de agora vamos publicar a série ADOLESCENTES, iniciando com esse vídeo onde comento sobre as três mudanças básicas no corpo e na mente.

Nos próximos iremos direto às perguntas que já estou recebendo por E-Mail, WhatsApp e Face.

Fiquem tranquilos porque as perguntas serão consideradas anônimas, ou seja, anotarei as perguntas e apagarei as fontes, para que todos possam perguntar com total privacidade.

Aqui vai o primeiro da série: Adolescência I – mudanças no corpo e na mente

Essa nossa conversa é com você, adolescente!

A cada dúvida recebida tentaremos explicar da melhor forma possível, para que sirva como uma ajuda a quem não está tendo o apoio necessário nessa fase da vida.

Afinal, quando se passa dos doze ou treze anos, ocorre tanta mudança no corpo e na mente, que muitas delas podem trazer uma série de dúvidas e inquietações.

Se você tem a sorte de ter pais atentos, disponíveis e abertos ao diálogo, maravilha!

É a hora de pedir a eles para reservarem um tempo só para ouvi-lo, para que você possa colocar para fora tudo o que sente, tudo o que pensa sobre o que sente, e assim poderem, você e eles, analisarem o que está ocorrendo e, aos poucos, chegarem a alguma conclusão que o ajude a enfrentar tantas mudanças.

Mas se isso não é a sua realidade, vamos analisar com muito cuidado o que está ocorrendo.

Primeira mudança – aprendizagem

Até agora toda a energia sua estava sendo utilizada para o seu crescimento corporal e para a formação de sua inteligência.

A partir de agora uma grande parte dessa energia está dedicada ao desenvolvimento das suas características sexuais, reduzindo bastante a parte que era usada para a inteligência.

Isso não significa que você emburreceu totalmente, mas, na realidade, significa que algumas dificuldades de raciocínio e de aprendizagem podem ocorrer sim!

Então, é o momento de ter alguns cuidados. Vamos a eles:

Primeiro cuidado:

Não se espantar com a dificuldade de entender os assuntos das aulas, já que isso é natural.

Você não perdeu a capacidade de aprender. Você apenas precisa entender quais são as dificuldades que apareceram, para ver se consegue resolver isso sozinho ou se precisa de ajuda.

Para começar a resolver sozinho, vamos ao segundo cuidado:

Segundo cuidado:

Criar estratégias para que essa dificuldade não lhe atrapalhe e você aprenda tão bem como antes.

Então, para evitar que as dificuldades aumentem, basta que você mude sua rotina de estudos, e siga alguns pequenos detalhes, que vamos definir como técnicas que, embora sejam poucos e simples, mudam tudo e só ajudam!

Vamos ver o que fazer durante a aula e no estudo em casa:

Primeira técnica – anotar ao estudar:

Toda vez que você estiver assistindo a uma aula ou estudando em casa ou em qualquer lugar, esteja sempre com um caderno aberto e anotando.

Essas anotações podem ser de palavras importantes que estão sendo faladas, ou pequenos resumos, ou até uma espécie de fichamento.

O importante é estar escrevendo e, se possível, com uma letra que seja fácil para você mesmo ler depois, para fazer um estudo mais detalhado.

Esse caderno, que serve para anotar durante a aula e serve para anotar durante o estudo, vai ser a base do seu aprendizado.

Por que escrever sempre? Porque o nosso cérebro precisa ser programado para levar para a memória definitiva apenas os assuntos mais importantes do dia.

E a forma de programarmos isso é estarmos ativando a musculatura das mãos durante a escrita ao mesmo tempo em que ouvimos e procuramos entender o assunto dado pelo professor ou lido em um livro.

Segunda técnica – ler o assunto da aula na véspera:

A segunda técnica é a que os países mais adiantados do mundo estão fazendo atualmente, e que se chama de escola invertida.

A coisa é muito simples. Basta ler, na véspera da aula, o assunto que será dado no dia seguinte.

Se, além de ler, você conseguir arranjar tempo para assistir a uma vídeo-aula sobre esse assunto, melhor ainda!

Isso faz com que, na aula do dia seguinte, além de você entender tudo com muito mais facilidade, ainda poderá tirar dúvidas sobre o assunto que, se você não tivesse feito isso, nem saberia que teria tais dúvidas!

Resultado:

Com esses dois cuidados e com essas duas técnicas, você nem perceberá qualquer redução na sua capacidade de entendimento e terá uma adolescência muito mais tranquila e sem estresses.

Em um outro momento nós vamos falar mais detalhes sobre aprendizagem e, principalmente, sobre a forma de desenvolver a inteligência.

Segunda mudança – amor e paixão

Nessa idade a forma de se gostar dos amigos e amigas começa a mudar um pouco. Surgem emoções mais fortes ligadas a alguns deles, e uns passam a ser mais importantes que outros.

E quando essas emoções e os sentimentos começam a ter algum significado, isso pode confundir muito a sua cabeça.

Isso é por causa do desenvolvimento das suas características sexuais. Surgem atrações afetivas mais bem definidas, fazendo com que a presença de algumas pessoas faça o seu coração bater mais forte.

Você tem que estar preparado para saber que isso vai começar a acontecer agora, mas vai continuar acontecendo cada vez mais, para que seu cérebro continue construindo a sua capacidade de relacionamento afetivo.

Quando o adolescente tem alguma carência afetiva em casa é comum ele confundir esses sentimentos com paixão ou amor!

Não é nada disso ainda! Por mais forte que o coração bata, ainda é cedo para isso poder ser visto como paixão ou amor!

Então, para evitar que você sofra à toa, nada deve ser considerado definitivo ainda!

Se você se jogar a um relacionamento desses, pode ter certeza de que poderá se arrepender mais tarde.

Agora o momento é para se dedicar a muitas brincadeiras, atividades físicas, jogos, passatempos e diversões, procurando sempre estar mais ao vivo, ao ar livre, do que mergulhado na virtualidade de um computador ou smartphone.

É o momento de se divertir, brincar, passear, conhecer pessoas novas, mas nada de se prender a alguém, já que tudo está em mudança dentro de sua mente.

Se você tem um hobby, como por exemplo, jogos eletrônicos ou desenvolvimento de programas de computador ou outra coisa qualquer, lembre-se sempre de incluir muita atividade física e muito estudo, para garantir seu desenvolvimento mais equilibrado e sem estresse.

Resultado:

Fazendo isso você terá um desenvolvimento físico e emocional perfeito, estará sempre se sentindo muito bem consigo mesmo e estará livre de um monte de complicações, preocupações e estresses que surgem com as pessoas que se lançam muito cedo em relacionamentos afetivos como namoro, por exemplo.

Terceira mudança – heterossexualidade, homossexualidade ou bissexualidade

Nessa fase, como as atrações afetivas estão em pleno despertar e desenvolvimento, é muito comum haver uma grande confusão nesses sentimentos.

E essa confusão, se não for bem esclarecida, pode causar grandes sofrimentos e estragar toda a vida afetiva de uma pessoa.

Se a primeira pessoa a despertar essa batida do coração for um colega do sexo oposto, nenhum espanto ocorrerá, apenas aquela confusão que já falamos, de achar que essa é a única e verdadeira paixão se sua vida, o que já é um grande perigo para a sua felicidade futura, já que é hora de se divertir, mas nunca de se amarrar a alguém!

Mas as coisas ficam ainda piores se essa primeira pessoa é um colega do mesmo sexo!

E como existe uma propaganda muito forte, embora de forma disfarçada, em relação à homossexualidade, é fácil, para o adolescente, ser influenciado.

A confusão na cabeça estará formada, porque isso vai dar oportunidade a você se rotular de homossexual ou bissexual, sem que, na realidade, isso seja obrigatoriamente verdadeiro.

Sabemos todos que a discriminação em relação a isso existe e é muito forte. Não adianta querer “tapar o sol com a peneira”. Sentimentos assim exigem muito cuidado e muita reflexão.

Para começar, caso isso ocorra com você, nunca se rotule disso nem daquilo! Primeiro porque isso vai bloquear a sua própria mente em relação aos outros sentimentos que virão e que, muitas vezes, poderão ser completamente diferentes desses.

A atitude a tomar é exatamente a mesma que comentamos antes, ou seja, o momento é o de se dedicar a muitas atividades físicas e aos seus estudos visando uma profissão que lhe dê futuro e:

Se divertir, brincar, passear, conhecer pessoas novas, mas nada de se prender a alguém, já que tudo está em mudança dentro de sua mente.

Logo de cara saiba que você não tem que se definir heterossexual, homossexual nem bissexual!

Além de ser muito cedo para saber exatamente qual é a sua verdadeira orientação, você não tem obrigação de dar satisfação alguma disso para ninguém!

Aos poucos você vai amadurecer seus sentimentos e perceber qual a sua verdadeira orientação sexual, mas nada disso é definitivo agora.

E no caso de, após o amadurecimento, você chegar a conclusão de que sua orientação não é heterossexual, lembre-se sempre que sua vida afetiva só interessa a você!

O que você deve mostrar para o mundo é a qualidade de seus trabalhos, a qualidade de sua profissão e o valor daquilo que você faz!

A melhor recomendação para se ter uma vida tranquila e feliz, sem interferências externas, é manter em sigilo absoluto três coisas:

– Como é a sua vida afetiva

– Quanto você ganha

– Quais são os seus próximos passos

Divulgar essas três coisas significa dar oportunidade a que todos deem palpites e atrapalharem a sua felicidade.

Para dar continuidade a nosso assunto, mandem seus relatos, suas dúvidas e seus questionamentos para mim, pelo meu e-mail, ou pelo whatsapp.

O texto desse vídeo vai ser digitado e logo em seguida será publicado no nosso blog:

robertoandersen.blogspot.com

Um forte abraço,

Até nosso próximo encontro.

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