Educação inclusiva 04 – relato de caso


Relato de caso:

Menino de 11 anos com maturidade de 7 anos, diagnosticado com uma espécie de estenose pulmonar. Fez correção cirúrgica e passou a apresentar comportamento agitado. Pelos resultados de exames de ressonância apresenta lesão no lobo temporal esquerdo.

O maior desafio que apresenta hoje é não querer estar na escola por se sentir excluído e ser dependente em quase tudo.

Vamos a análise e às sugestões:

Tenha seu filho o que tiver, a determinação legal da realização da educação inclusiva tem que ser cumprida pela escola.

Esse cumprimento significa, em primeiro lugar, prover o desenvolvimento intelectual da criança a partir do seu nível de entendimento e, em segundo lugar, prover a sua socialização com colegas de mesma faixa etária.

A única preocupação que os pais devem ter antes de exigirem a matrícula e o respectivo atendimento é tratar a inquietação excessiva e, principalmente, a agressividade, se houver.

Isso é para evitar prejuízos físicos e prevenir acidentes graves tanto para ele mesmo como para seus colegas.

Embora a legislação não diga que o aluno especial só deve estar em sala de aula se estiver com a agressividade controlada, sabemos que isso é necessário.

Até mesmo porque, embora a escola não possa recusá-lo, os pais dos demais podem processar os pais do incluído, por todas as lesões causadas pela agressividade descontrolada de seu filho.

Algumas sugestões para isso estão em meu artigo e vídeo sobre agressividade, já publicado anteriormente.

Agora vamos a análise do que fazer em relação ao seu filho:

Alguns procedimentos podem ser realizados em casa e outros devem ser realizados na escola, mas para isso a escola e, principalmente, os professores, precisam ter a boa vontade e dedicação para essa realização.

Se a escola não tem esse tipo de profissional, não haverá progresso para a criança e ela será apenas “depositada” em uma sala de aula e, no máximo, “acolhida” pelos professores e colegas, mas nunca desenvolvida nem incluída.

Tendo 11 anos de idade ela deveria iniciar seu acompanhamento em uma turma do 5º ano, embora essa turma seja de alunos com 10 anos, mas para que facilite o processo inicial de educação inclusiva real.

Isso porque no 6º ano, por já ser uma série de Ensino Fundamental II, aumenta o número de disciplinas e professores, o que significa que é muito mais difícil convencê-los, a todos, a serem educadores inclusivos.

Conseguindo uma escola que o aceite com boa vontade para a educação inclusiva real, é bom conversar com a coordenação e com os professores para relatar as características de seu filho e sinta se eles estão mesmo interessados em ajudar seu desenvolvimento e sua socialização.

Se não sentir essa disposição, mude de escola!

Professores acomodados ao tradicional só atrapalham o desenvolvimento da criança especial e ainda contribuem para baixar ainda mais a sua autoestima, provocando o desejo de não ir mais para a escola, por se sentir excluído e incapaz.

Numa escola que coordenação e professores se mostrem interessados em ajudar o aluno, basta acompanhar o processo e conversar frequentemente com toda a equipe, tanto para analisar o que está sendo feito, como para ver o que você pode fazer em casa para que seu desenvolvimento seja mais eficaz.

O procedimento para os professores tem sido abordado em vários artigos e vídeos meus, já publicados.

Vamos agora ao que pode ser feito em casa:

Você deve sempre analisar quais as habilidades de seu filho, ou até testar quais seriam elas, para estimular esse desenvolvimento.

Todos na família devem estar atentos ao aparecimento de alguma habilidade mais específica, porque isso é importante.

Sempre que a criança fizer qualquer coisa, seja mecânica, seja intelectual, os familiares devem estar preparados para gostarem e ficarem alegres com sua realização.

O reconhecimento é parte importante para o seu desenvolvimento como um todo, porque eleva a sua autoestima e facilita todo o trabalho de sua própria mente.

Nosso cérebro está sempre se esforçando para curar todas as nossas doenças e eliminar todas as nossas dificuldades. Só precisamos dar a ele essa oportunidade. E essa oportunidade surge quando a autoestima está elevada.

Outra necessidade é que sejam feitos, em casa, estímulos de todos os seus elementos sensores, mesmo que só pareça haver lesão no processamento do som, que é o lobo temporal.

Como todos os elementos sensores interagem entre si, estimular um deles significa estar alcançando um pouco do outro também.

Esses estímulos devem ser feitos como brincadeiras com imagens (formas, cores, movimentos), com sons (vendar os olhos para ele identificar e onde vem os sons, etc.), massagens corporais (para trazer calma, afetividade e paz), exercícios de identificação de objetos pelo tato (olhos vendados ou mão dentro de um saco), olfato (aroma de diferentes flores), paladar (provar alimentos com diferentes sabores) e muito mais. Tudo depende da criatividade de quem está com ele.

A depender das características cerebrais da criança, os exercícios podem deixa-lo cansado. Devemos sempre estar atentos a isso para que ele nunca exagere ao ponto de chegar ao estresse.

O mais importante de tudo é que todos, na família, estejam atentos às suas habilidades e reconhecendo cada avanço que ele tiver.

Todos devem ser alertados para NUNCA chamar a atenção para suas dificuldades, já que não é com as dificuldades que conseguiremos ajuda-lo a nada!

Só podemos ajuda-lo a partir daquilo que ele entende, daquilo que ele pode fazer e daquilo que nós conseguimos estimulá-lo a desejar fazer.

Anúncios

IUPE Educação – Educação inclusiva: inclusão ou aprendizagem?


Por que tanta polêmica com a educação inclusiva?
Será que todos estamos entendendo o que queremos?
Ou será que estamos embarcando numa canoa que sequer sabemos para onde ela vai nos levar?
Temos objetivos verdadeiros? Objetivos responsáveis? Sabemos quais os objetivos reais que o sistema está impondo? Já analisamos o problema dos alunos especiais para entender quais seriam os objetivos mais necessários?
Vamos, então, deixar de UTOPIA, e analisar o que realmente é necessário! E a partir do que é necessário, vamos analisar de que forma isso pode ser feito!
Antigamente a sociedade não dava a menor importância às crianças especiais. Basta lembrar do Complexo de Esparta, conforme relatei no nosso último artigo e vídeo.
Quando esse desprezo começou a ser visto como negativo, ou “politicamente incorreto”, surgiram as instituições que mal serviam para o seu acolhimento.
Algumas só os acolhiam mesmo! Na realidade era uma verdadeira segregação!
Outras, mais humanizadas, desenvolveram técnicas e metodologias para possibilitar o seu desenvolvimento intelectual e emocional.
Algumas delas chegaram até a conseguir bons resultados, apresentando progressos no desenvolvimento das habilidades dessas crianças. Muitas dessas crianças, ao se tornarem adultas, eram encaminhadas ao mercado de trabalho sem grandes problemas, exceto a discriminação nesses ambientes, como ainda existe até hoje.
Essa dificuldade no relacionamento social mostrou a necessidade de se trabalhar, também, além do desenvolvimento dessas habilidades, da sua inclusão social, para que todos se acostumassem com essa nova realidade: a da eliminação da discriminação.
Surgiu, então, a febre da Educação Inclusiva, determinando que todas essas crianças devem estar matriculadas em escolas regulares, para que seja realizado o processo de inclusão escolar, visando facilitar a inclusão social futura.
Com isso essas crianças deixam de ser atendidas por essas instituições, onde já havia muita gente preparada para o entendimento de suas características neuropsicocognitivas, e entram em um ambiente em que os professores só conhecem a realidade do aluno regular.
E a partir daí começam os mal-entendidos e quem sai prejudicado é, claro, o aluno especial, além, lógico, serem também prejudicados os seus colegas da turma regular!
Então, vamos analisar o problema que surgiu a partir da obrigação desses alunos especiais estarem em escola regular:
Para desenvolver o intelecto, o emocional e o cognitivo desses alunos com mais facilidade, precisaríamos que ele fosse matriculado numa turma de alunos de mesmo nível intelectual e cognitivo.
Isso é, no mínimo, inconveniente! A diferença de idade pode trazer complicações no relacionamento entre alunos, principalmente devido a diferença de fases de desenvolvimento da libido.
Nenhum pai de aluna de 7 anos vai querer que na sala dela tenha um aluno especial de 14 anos, já com os hormônios em plena explosão!
Mas para matriculá-lo numa turma com idade cronológica compatível com a dele, que seria a outra opção, encontramos um outro desafio:
Precisaremos de professores bem preparados e que:
1. Se dediquem a gostar desse aluno e procurar identificar a forma como eles entendem o mundo e ao próprio professor;
2. Tenham o carisma necessário à conquista emocional desse aluno;
3. Se esforcem para entender a forma de esse aluno se expressar;
4. Procurem entender as necessidades emocionais desse aluno;
5. Desenvolvam meios de identificar quaisquer habilidades desse aluno, ou seja, o seu talento;
6. Criem meios de estimular esse talento, visando o seu desenvolvimento e elevando a sua autoestima;
7. De dediquem ao aluno visando entusiasmá-lo rumo à sua autossuficiência.
E para promover a sua inclusão social, iniciando com a inclusão escolar, matriculando-o em uma sala regular, precisamos de professores que:
1. Estejam preparados para adaptar o assunto de sua aula aos mais diferentes níveis intelectuais e características cognitivas existentes nos alunos de sua classe;
2. Tenham o carisma necessário para conseguir convencer os alunos regulares a se integrarem e ajudarem com seus colegas especiais;
3. Estejam preparados para adaptar suas habilidades didáticas e metodológicas necessárias ao acompanhamento da aprendizagem de todos os seus alunos, sejam eles regulares ou especiais;
Tudo isso é possível, desde que tenhamos esse tipo de professor ou que os preparemos adequadamente.
Mas sei muito bem da imensa dificuldade para preparar esse professor.
Afinal, em nosso colégio, tentamos nos aproximar desse modelo ideal de aprendizagem, independentemente do tipo de aluno matriculado, e os desafios são enormes!
Cada professor tem uma visão sobre o assunto e nem todos estão dispostos a se dedicar a essa nova realidade!
Então, enquanto esse tipo de professor ainda não existe na quantidade necessária para vencer esse desafio, o que vemos nas escolas é uma INCLUSÃO ENGANADORA.
Como tem sido essa ENGANAÇÃO chamada de INCLUSÃO?
O aluno é matriculado em uma sala regular.
O professor deixa o aluno ficar na sala, mas se preocupa apenas em passar a matéria para os alunos regulares, em avaliar os alunos regulares e simplesmente despreza o aluno de inclusão.
No momento de “fechar as notas” ele simplesmente “aprova” o aluno de inclusão, com a observação e que foi aprovado por ser de inclusão.
Qual o progresso desse aluno na parte intelectual e cognitiva? Nenhum!
Qual o progresso desse aluno na parte de socialização? Nenhum!
O aluno se sentiu isolado, diferente, inferiorizado e com baixa autoestima.
Quando se coloca um professor assistente o aluno pode até conseguir algum progresso, mas ainda se sente diferente e inferiorizado perante seus colegas regulares.
Quando ele é levado a uma sala de AEE, ele pode até ter algum desenvolvimento, mas continua se sentindo diferente e inferiorizado.
Ou seja, o conceito de inclusão é excelente.
Mas a sua obrigatoriedade sem a devida preparação dos professores é absolutamente uma enganação nacional!
Qual a solução mais viável?
A solução do momento é individual! É de cada professor! É de cada um de nós!
Não adianta esperar que o sistema o prepare!
O jeito é cada um de nós assumirmos essa responsabilidade!
O estado não se interessa por isso, e se depender dele, sabemos que as soluções são as mesmas apresentadas pela OMS, ou seja, eliminar essas crianças pela liberação imediata de abortos!
Vamos, então, estudar o assunto! Procurar entender suas características e a forma de desenvolver suas habilidades e despertar seus talentos!
Analise os casos em sua turma ou em outras turmas de seu colégio!
Treine com cada aluno especial as diferentes etapas para conseguir sua aprendizagem e seu desenvolvimento intelectual, emocional e cognitivo.
Prepare suas aulas de forma a que o aluno especial tenha a mesma atenção que você dá para os alunos regulares.
Adapte seu assunto de forma a garantir que seu aluno especial entenda e se sinta produtivo.
Prepare atividades que integrem os alunos regulares com o especial, para que ele se sinta verdadeiramente incluído no grupo!
Se houver um professor assistente, combine com ele como você vai desenvolver todas essas atividades.
E registre cada pequeno progresso de seu aluno especial!
Mostre isso nas reuniões de Conselho de Classe, para que os outros professores sejam estimulados a fazer o mesmo.
Crie, experimente, saiba que se você não tentar de tudo para conseguir sucesso, ninguém vai fazer!
As pessoas estão de braços cruzados aguardando uma solução que venha de cima! Nunca virá, pode ter certeza disso, porque o único interesse dos de cima é saber de que forma poderão desviar mais verbas para seus bolsos!
Faça a sua parte e, em paralelo, contribua com sua consciência política, para mudar esse sistema que nada quer saber de educação.
Forte abraço e até o próximo encontro.

IUPE Educação: Autismo – caminhos para o seu entendimento

Introdução

Amigos,

Nossa conversa de hoje é, novamente, sobre o TEA (Transtorno de Espectro Autista).

Autismo – caminhos para o seu entendimento

1-Causas – Vamos ver, primeiro, algumas causas já comprovadas para o surgimento do autismo.

2-Características – Em seguida vamos analisar alguns aspectos que devem ser observados para o entendimento da criança autista e para o seu acompanhamento.

3-Cura – Vamos ver os caminhos que os pesquisadores estão seguindo para encontrar a sua cura e quais as perspectivas para que isso dê certo.

4-Medicamentos inadequados – Vamos ver também a razão pela qual muitos médicos continuam prescrevendo medicamentos recomendados para patologias psicogênicas, baseando-se na semelhança de alguns dos seus sintomas com sintomas psiquiátricos, mesmo sabendo que ainda não existe medicamento para o autista.

5-Tratamento biomédico do autismo – Vamos ver o que existe de seguro para a redução dos sintomas e permitir o desenvolvimento intelectual e emocional do autista visando a sua autossuficiência, enquanto não surge a cura definitiva sem efeitos colaterais graves.

Começamos, então, pelas causas:

1-Causas do autismo

O que as pesquisas mostram hoje é que, além das causas genéticas e metabólicas, diversos fatores contribuem para o seu surgimento ou para o agravamento de seus sintomas, que são:

a-Intoxicação por metais pesados

O Timerosal, um conservante utilizado em algumas vacinas, é considerado o maior vilão, nesse caso.

A indústria farmacêutica investe milhões de dólares em reportagens e artigos contestando tais estudos, além de boicotar as pesquisas nesse sentido.

Quem estiver ligado nos noticiários perceberá que alguns assassinatos estranhos foram cometidos exatamente com cientistas que procuravam mostrar o perigo desses conservantes nas vacinas.

Esse nosso artigo mesmo, se houver aumento considerável no número de acessos, vai gerar comentários “pagos” tentando mostrar ao público que tudo o que eu estou dizendo é mentira ou falta total de conhecimento do assunto. A conclusão fica com vocês.

Solução:

Insistir para que a indústria farmacêutica, mesmo que isso reduza seus lucros atuais, invista da substituição dos atuais conservantes, por produtos mais seguros e que, comprovadamente, não sejam mais uma causa para o surgimento, nem para o agravamento, dos sintomas desse e de outros transtornos cerebrais e psíquicos.

b-Intolerância alimentar (ou alergia alimentar)

Existe uma permeabilidade muito acentuada na mucosa intestinal dos autistas. Essa permeabilidade abre caminho para a passagem de macromoléculas de origem proteicas para a corrente sanguínea que, em seguida, alcançam o cérebro.

Chegando ao cérebro elas podem provocar o aparecimento do transtorno ou aumentar a intensidade dos seus sintomas.

Solução:

Fazer um exame rigoroso de intolerância alimentar para, em seguida, seguir uma dieta rigorosa, retirando os alimentos mais perigosos para a geração dessas proteínas.

Normalmente os alimentos mais prejudiciais são: Leveduras, açucar refinado, refrigerantes, alcool, corantes, conservantes, glúten, caseína, soja e lactose.

c-Antibiótico oral

A flora intestinal é composta de uma infinidade de bactérias de diversas famílias. Todas parecem ser necessárias, embora ainda haja dúvidas em relação a algumas dessas famílias, como por exemplo, a do Clostridium.

Quando a flora está equilibrada, as macromoléculas de origem proteica que surgem durante o processo de digestão alimentar são trituradas por elas e eliminadas, não alcançando a corrente sanguínea e assim não trazendo qualquer prejuízo ao cérebro.

Mas quando há uma eliminação de bactérias da flora, como por exemplo, após o uso de antibiótico oral, como a AMOXICILINA, esse trabalho das bactérias não ocorre e a absorção dessas proteínas acaba ocorrendo, e isso pode causar danos ao cérebro.

Para piorar ainda mais, o antibiótico oral elimina todas as bactérias, menos a pior delas, as da família do Clostridium.

Essa família tem sido apontada em diversas pesquisas como geradora de um elemento semelhante ao ácido propiônico, que também é extremamente prejudicial ao cérebro do autista.

Solução:

Evitar dar qualquer tipo de antibiótico oral para as crianças, a menos que seu organismo seja preparado antes e durante o tratamento, com doses adequadas de probióticos, sempre seguindo a recomendação de um nutricionista.

d-Nutrição inadequada

Há estudos mostrando a possibilidade de que os genes provocadores do autismo possam ter sido “ligados” devido a falta de vitaminas durante a gestação, principalmente a falta do Complexo B.

Solução:

Durante a gestação seguir uma dieta bem elaborada por uma nutricionista.

e-Infecção pela cândida – Candidíase

Esse fungo, conhecido como Cândida, é uma espécie de levedura, e é encontrado no trato digestivo de todos nós.

As demais bactérias existentes na flora intestinal limitam o crescimento da cândida, evitando que seus efeitos sejam prejudiciais ao organismo.

Mas se essas outras bactérias tiverem sido eliminadas pelos antibióticos orais, a cândida cresce e provoca aumento em todos os sintomas dos autistas.

Solução:

Dieta pobre em alimento para o fungo (que são os açúcares, leveduras, gluten e caseína), ingestão de probióticos e tratamento com o antifúngico apropriado, prescrito pelo médico.

É bom saber que esse tratamento com o antifúngico pode apresentar piora comportamental do autista, mas só no início, porque a cândida, ao ser destruída, se espalha pelo organismo, demorando um pouco a ser excretada. Mas ao ser excretada a melhora começa a ser percebida.

2-Características do autista

Pais e professores devem saber que, para acompanhar um autista precisamos, antes de qualquer coisa, gostar dele de verdade, e desejar, sinceramente, que ele se desenvolva e alcance a sua autosuficiência!

Tendo certeza de que essa condição do “gostar de verdade” está satisfeita, vamos entender que, além dos problemas orgânicos provenientes das diversas causas conhecidas, os gritos, os berros, o isolamento e alguns outros comportamentos, podem estar sendo aumentados, devido a dores mentais provenientes de uma hipersensibilidade auditiva, ou devido a dores emocionais, devido a sofrer violência simbólica, ou até real, desde que se percebeu diferente dos outros.

A partir desse entendimento existe a necessidade de “entrar” em seu “universo particular”, para que ele se sinta à vontade e confiante nesse relacionamento afetivo.

Depois de sermos “aceitos” em seu “universo particular” vamos observar, estimular e reconhecer, todas as suas habilidades, por menores e menos importantes que elas possam parecer.

Ao descobrirmos, estimularmos e desenvolvermos cada uma de suas habilidades, as características principais desse autista deixarão de ser as anomalias comportamentais, e passarão a ser as suas habilidades.

Aos poucos veremos que até os sintomas serão reduzidos, já que a elevação da sua autoestima servirá como um dos elementos para sua cura.

3-Cura do autismo

O que temos hoje, em relação à cura do autismo:

Existem, hoje, diversos caminhos sendo trilhados para a cura do autismo, mas nenhum deles apresentou resultados eficazes que possam ser considerados definitivos e sem efeitos colaterais.

a-Eliminação do Clostridium

Uma experiência realizada com um adolescente visava a eliminação das bactérias da família do clostridium, utilizando um antibiótico desenvolvido para essa finalidade.

Os resultados, durante o tratamento, foram excelentes. O adolescente passou a ter uma vida normal, sem qualquer sintoma do transtorno.

Foi verificado, entretanto, que as cepas da bactéria não eram eliminadas, significando que, ao cessar o uso do antibiótico, as bactérias se reproduziriam novamente.

Como o uso do medicamento teria que ser limitado a um período, o transtorno voltou a existir logo após o término desse tratamento.

O adolescente voltou a apresentar os sintomas e foi decidido que o tratamento passaria a ser, a partir dali, apenas o biomédico, por meio de dietas e consumo de probióticos.

Esse processo ainda está em estudo, visando a eliminação das cepas dessas bactérias.

b-Síndrome de Rett

Desde 2010, por exemplo, O Dr Alisson, da Universidade da Califórnia, chegou a um excelente resultado para a cura da Síndrome de Rett, que é uma das formas mais agressivas do transtorno, mas os efeitos colaterais do tratamento ainda são mais severos ainda do que os sintomas do transtorno.

Seus estudos, pelo menos, abriram caminho para a continuidade dessas pesquisas.

c-Substituição da flora intestinal

Outro estudo analisa a possibilidade da substituição integral da flora intestinal como procedimento estabilizador do processo de controle e eliminação das macromoléculas proteicas.

Não temos notícias de como andam essas pesquisas.

d-O Projeto EPIGENOMA

Epigenoma é a ciência que estuda o “ligar” e “desligar” dos genes que trazem as características genéticas das doenças, síndromes e transtornos.

Nessa linha de pesquisa há estudos, sendo realizados por um grupo de cientistas da USP, que mostram a existência de uma relação entre uma deficiência no gene TRPC6 e o funcionamento alterado de algumas redes neurais.

Esse mal funcionamento é o existente em alguns tipos de autismo.

Eles perceberam que a substância hiperflorina, presente na conhecida erva-de-são-joão pode recuperar o seu funcionamento normal.

A experiência foi realizada com um camundongo e deu resultado positivo.

O grupo sabe, entretanto, que isso não significa que o mesmo efeito ocorrerá com seres humanos, mas já é um caminho promissor.

A responsável por esse estudo, na USP é a Doutora Karina Griesi-Oliveira, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

4-Medicamentos inadequados

Ainda não existe, então, qualquer medicamento para a cura do autismo, muito embora estejamos percebendo que autistas estão sendo tratados com medicamentos para a redução do sintomas que se assemelham a patologias neuropsíquicas.

Todos esses medicamentos trazem efeitos colaterais e, por isso mesmo, só deveriam estar sendo prescritos para as pessoas com tais patologias.

Para o autista os efeitos positivos podem ser apenas passageiros e os efeitos colaterais poderão prejudicar o seu desenvolvimento cognitivo e emocional.

Mas como tais remédios, mesmo não recomendados para o autismo, reduzem alguns de seus sintomas, principalmente a agressividade e a impulsividade, pais e professores quase que exigem a sua utilização.

Infelizmente as pessoas parecem não ter mais paciência para se dedicar ao entendimento da criança e preferem que medicamentos resolvam o problema instantaneamente.

Mas enquanto a ciência não encontra a solução existe todo um trabalho biomédico, com resultados bastante satisfatórios, sem utilizar qualquer tipo de medicamento.

Mas, exatamente por não utilizar nenhum medicamento e, consequentemente, não dar lucro a nenhum laboratório farmacêutico, tal tratamento é combatido insistentemente, pela mídia em geral.

Vamos a ele?

5-Tratamento biomédico do autismo

Todos nós sabemos que o que comemos e bebemos interfere diretamente em nosso organismo e define a nossa saúde.

Esse tratamento se baseia exatamente nisso.

Analisa quais os tipos de alimentos que trazem consequências negativas ao organismo, que é o exame de intolerância alimentar e, a partir desses resultados, um nutricionista elabora uma dieta apropriada.

Como dissemos anteriormente, a base dessa dieta é a eliminação do glúten, da caseína, das leveduras, do açucar refinado, dos refrigerantes, dos corantes, dos conservantes de alimentos e do alcool.

E nessa dieta é incluído o consumo de probióticos, para equilibrar a flora intestinal.

Todos os autistas que estamos acompanhando, e cujos pais resolveram adotar esse tratamento, tiveram uma acentuada redução em todos os seus sintomas.

Um dos médicos responsáveis por esse tratamento é o Dr William Shaw, e que, por não recomendar qualquer medicamento, tem seus estudos contestados pelas grandes indústrias farmacêuticas.

Infelizmente isso é verdade. Quem tiver algum parente, ou amigo, que trabalhe como representante de medicamentos, sabe perfeitamente do que eu estou falando.

Dúvidas, sugestões, questionamentos?

Escreva para mim:

robertoandersen@gmail.com

ou mande mensagem pelo WhatsApp:

(71) 9-9913-5956

Para adquirir nossos livros entre em nosso BLOG e clique na capa de um deles:

robertoandersen.blogspot.com

Os livros, com os links para adquiri-los, estão também no portal de nosso colégio:

www.iupe.org.br

Entrando em nosso portal a lista de artigos e a de vídeos pode ser acessada clicando-se em artigos ou vídeos no menu à esquerda.

Forte abraço.

Até nosso próximo encontro

IUPE Educação: Como anda a cura para o autismo

Educação inclusiva: prática em sala de aula

Nesse video estamos relatando os elementos básicos iniciais que utilizamos na prática de educação inclusiva em sala de aula, para aumentar a eficácia do desenvolvimento da criança e, junto com seu desenvolvimento, melhore a sua autoestima.

Relato preliminar de acompanhamento de três casos de inclusão.

IUPE Educação: Consumo de probiótico reduz sintomas autistas

Dicas de alguns pesquisadores sobre a relação entre a flora intestinal e o cérebro humano, mostrando que uma flora bem balanceada, por meio do consumo de probióticos, ajuda a reduzir os sintomas do autismo.

IUPE Educação: Três dicas sobre TEA (Transtorno de Espectro Autista)

A necessidade do acompanhamento permanente do autista; algumas razões da agressividade autista; a sexualidade do adolescente autista.