Andragogia com Roberto Andersen em IUPE Educação

Para entrar mais em detalhes sobre o assunto, eu recomendo a leitura dos livros de Erik Erikson, que foi o teórico que mais colaborou para o entendimento das necessidades básicas de satisfação do adulto e do idoso, enquanto os demais focaram mais no desenvolvimento do ser humano até os seus dezoito anos de idade.

Em meu livro AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO – PSICOPEDAGOGIA eu sintetizo os ensinamentos de Erik Erikson, fazendo um paralelo com Wallon, Freud, Piaget e Vygotsky.

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Educação inclusiva 04 – relato de caso


Relato de caso:

Menino de 11 anos com maturidade de 7 anos, diagnosticado com uma espécie de estenose pulmonar. Fez correção cirúrgica e passou a apresentar comportamento agitado. Pelos resultados de exames de ressonância apresenta lesão no lobo temporal esquerdo.

O maior desafio que apresenta hoje é não querer estar na escola por se sentir excluído e ser dependente em quase tudo.

Vamos a análise e às sugestões:

Tenha seu filho o que tiver, a determinação legal da realização da educação inclusiva tem que ser cumprida pela escola.

Esse cumprimento significa, em primeiro lugar, prover o desenvolvimento intelectual da criança a partir do seu nível de entendimento e, em segundo lugar, prover a sua socialização com colegas de mesma faixa etária.

A única preocupação que os pais devem ter antes de exigirem a matrícula e o respectivo atendimento é tratar a inquietação excessiva e, principalmente, a agressividade, se houver.

Isso é para evitar prejuízos físicos e prevenir acidentes graves tanto para ele mesmo como para seus colegas.

Embora a legislação não diga que o aluno especial só deve estar em sala de aula se estiver com a agressividade controlada, sabemos que isso é necessário.

Até mesmo porque, embora a escola não possa recusá-lo, os pais dos demais podem processar os pais do incluído, por todas as lesões causadas pela agressividade descontrolada de seu filho.

Algumas sugestões para isso estão em meu artigo e vídeo sobre agressividade, já publicado anteriormente.

Agora vamos a análise do que fazer em relação ao seu filho:

Alguns procedimentos podem ser realizados em casa e outros devem ser realizados na escola, mas para isso a escola e, principalmente, os professores, precisam ter a boa vontade e dedicação para essa realização.

Se a escola não tem esse tipo de profissional, não haverá progresso para a criança e ela será apenas “depositada” em uma sala de aula e, no máximo, “acolhida” pelos professores e colegas, mas nunca desenvolvida nem incluída.

Tendo 11 anos de idade ela deveria iniciar seu acompanhamento em uma turma do 5º ano, embora essa turma seja de alunos com 10 anos, mas para que facilite o processo inicial de educação inclusiva real.

Isso porque no 6º ano, por já ser uma série de Ensino Fundamental II, aumenta o número de disciplinas e professores, o que significa que é muito mais difícil convencê-los, a todos, a serem educadores inclusivos.

Conseguindo uma escola que o aceite com boa vontade para a educação inclusiva real, é bom conversar com a coordenação e com os professores para relatar as características de seu filho e sinta se eles estão mesmo interessados em ajudar seu desenvolvimento e sua socialização.

Se não sentir essa disposição, mude de escola!

Professores acomodados ao tradicional só atrapalham o desenvolvimento da criança especial e ainda contribuem para baixar ainda mais a sua autoestima, provocando o desejo de não ir mais para a escola, por se sentir excluído e incapaz.

Numa escola que coordenação e professores se mostrem interessados em ajudar o aluno, basta acompanhar o processo e conversar frequentemente com toda a equipe, tanto para analisar o que está sendo feito, como para ver o que você pode fazer em casa para que seu desenvolvimento seja mais eficaz.

O procedimento para os professores tem sido abordado em vários artigos e vídeos meus, já publicados.

Vamos agora ao que pode ser feito em casa:

Você deve sempre analisar quais as habilidades de seu filho, ou até testar quais seriam elas, para estimular esse desenvolvimento.

Todos na família devem estar atentos ao aparecimento de alguma habilidade mais específica, porque isso é importante.

Sempre que a criança fizer qualquer coisa, seja mecânica, seja intelectual, os familiares devem estar preparados para gostarem e ficarem alegres com sua realização.

O reconhecimento é parte importante para o seu desenvolvimento como um todo, porque eleva a sua autoestima e facilita todo o trabalho de sua própria mente.

Nosso cérebro está sempre se esforçando para curar todas as nossas doenças e eliminar todas as nossas dificuldades. Só precisamos dar a ele essa oportunidade. E essa oportunidade surge quando a autoestima está elevada.

Outra necessidade é que sejam feitos, em casa, estímulos de todos os seus elementos sensores, mesmo que só pareça haver lesão no processamento do som, que é o lobo temporal.

Como todos os elementos sensores interagem entre si, estimular um deles significa estar alcançando um pouco do outro também.

Esses estímulos devem ser feitos como brincadeiras com imagens (formas, cores, movimentos), com sons (vendar os olhos para ele identificar e onde vem os sons, etc.), massagens corporais (para trazer calma, afetividade e paz), exercícios de identificação de objetos pelo tato (olhos vendados ou mão dentro de um saco), olfato (aroma de diferentes flores), paladar (provar alimentos com diferentes sabores) e muito mais. Tudo depende da criatividade de quem está com ele.

A depender das características cerebrais da criança, os exercícios podem deixa-lo cansado. Devemos sempre estar atentos a isso para que ele nunca exagere ao ponto de chegar ao estresse.

O mais importante de tudo é que todos, na família, estejam atentos às suas habilidades e reconhecendo cada avanço que ele tiver.

Todos devem ser alertados para NUNCA chamar a atenção para suas dificuldades, já que não é com as dificuldades que conseguiremos ajuda-lo a nada!

Só podemos ajuda-lo a partir daquilo que ele entende, daquilo que ele pode fazer e daquilo que nós conseguimos estimulá-lo a desejar fazer.

Educação inclusiva 03 – dinâmica grupal em sala de aula

Amigos,

Vamos falar de EDUCAÇÃO INCLUSIVA VERDADEIRA, suas maiores dificuldades e as melhores soluções.

LEMBREMOS SEMPRE DOS OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA:

1-Garantir que todos os dias o aluno especial aprenda mais alguma coisa a partir daquilo que ele já sabe, explorando suas habilidades, visando sua autossuficiência futura.

2-Preparar o aluno especial, assim como seus colegas normais, para que consigam ter uma convivência saudável e respeitosa, independentemente de suas características físicas ou psíquicas.

HOJE VEREMOS A DINÂMICA GRUPAL EM SALA:

Toda aula deve ser dada como se fosse uma aula para turmas multisseriadas em forma integrada, nunca em forma dividida, ou seja, nada de cada série virada para uma parede com um quadro, com professor se revezando, ora num quadro, ora em outro…
Muitisseriada real, onde o tema é o mesmo para todos, mas a abordagem do tema é que estará dentro do nível de cada um dos alunos.

Os desenhos são os mesmos, assim como as ilustrações, e a importância do tema também deve ser apresentada de forma que seja bem entendido por todos os níveis.

Obviamente já se percebe que o professor não poderá dar essa aula inteira de forma expositiva, já que assim ele só alcançara uma parte da turma.

Por isso, vamos ver por partes:

Parte 1 da aula:

O professor faz o marketing do assunto da aula, para toda a turma, inclusive os especiais, em uma linguagem que todos entendam e de forma que todos se entusiasmem pelo assunto.

Parte 2 da aula:

O professor separa os alunos em grupos operativos, entregando para cada grupo o questionário do estudo dirigido a ser executado a partir daquele momento.
Os grupos iniciam a resolução dos seus questionários.

Parte 3 da aula:

O professor visita cada grupo para estimular o trabalho, observar o desempenho de cada aluno em seu grupo e identificar as dificuldades e dúvidas.

Parte 4 da aula:

A cada dificuldade encontrada por um grupo o professor interrompe o trabalho de todos, vai para o quadro, e explica a dúvida de um grupo para toda a turma.

Se a dificuldade encontrada for no grupo de alunos especiais o professor tanto pode tirar a dúvida no próprio grupo, como pode, a depender da dúvida, também socializá-la para a turma toda.

Observação importante:

O estudo dirigido deve ser preparado de tal forma que ocupe todo o tempo da aula, para que os alunos se sintam produtivos durante todo esse período.

Detalhes:

-Os estudos dirigidos para os alunos especiais deverão ter o mesmo formato e os mesmos desenhos, de forma que pareçam com os dos demais alunos, mas com as questões dentro de seus respectivos níveis de entendimento.

-No grupo dos alunos especiais serão sempre inseridos alunos “normais”, em revezamento, escolhidos entre os melhores daquela matéria, mas que receberão o mesmo questionário dos incluídos, para que todos, no grupo, se sintam realizando a mesma tarefa.

-Esses alunos são os alunos agentes de inclusão do dia, e serão preparados para isso pelo professor ou pelo psicopedagogo da escola.

-Esses alunos “normais” deverão ser escolhidos entre aqueles que já têm o hábito de estudar em casa e de pesquisar e que, portanto, estarem dedicados a acompanhar seus colegas especiais em uma aula, não fará nenhuma diferença para eles.

-Para facilitar a inclusão social dos especiais em relação a todos os seus colegas de sala, uma questão final do estudo dirigido poderá ser uma questão lúdica igual para todos, sejam alunos especiais ou normais, para que haja a possibilidade de que, todos, sem exceção, possam realiza-la divertidamente, em total congraçamento.

IUPE Education: Building Happiness with Love and Knowledge – part one

Learning process is one of the humankind wonderful things.

The most people learn, more they can understand reality around them.

This is the way humankind can interfere on reality, in order to change it.

We know, knowledge, and the wisdom to use it, is what makes possible: discoveries, inventions and all other humankind creations.

We need all of this, in order to have a positive social change, and to contribute to scientific and technological progress and, of course, to the humankind evolution.

It is always a good idea to remember Erik Erikson teachings: When people reach the thirties, they need to be sure they have contributed to their families or to the society.

To be sure, to achieve this goal, people need knowledge and wisdom. This satisfaction is the most important point to achieve happiness.

So, let us go to our main subject!

How can we ensure total learning ability to our children?

How can we ensure our children will be part of productive and smart people groups?

If we ensure this, we are assuring their happiness

For each stage of life, there is a different need.

Let us keep looking at children in their first stage of life, which goes up to seven years old.

First, we must understand the basic and primordial values to our lives.

I am sure these values are Love and Knowledge.

Everything else are nothing but complements to these two basic values.

We, parents and teachers, are responsible to transmit love, at this early stage of life. This is our very task.

It is most important to understand it, because we cannot allow our impatience, our stress, or our “lack of time” to destruct such transmission of the necessary and indispensable love.

To love a child is the most important thing in order to get their confidence.

When you get this, you assure their harmonic and balanced intellectual development.

Parents and educators need being able to develop and keep this love transmission to the children.

If we have this love transmission, we are helping to build love inside children mind.

This is the main part.

Now let us see some suggestions to assure plain development of children ability to learn.

We can define three main steps in the acquiring knowledge process:

1st step: Children perceive external reality, by capturing their signals through all its sensor elements.

2nd step: Their brain tries to relate signals received with others memories already stored.

3rd step: If the signal relates with others, there will be understanding, and the knowledge, related to this signal, will be updated. If there is no memory alike, the brain will create a new memory.

The children we are studying are very young, so, they are still developing their external capture ability.

It is exactly with this kind of children at this stage, that we need to dedicate our educational investment!

We have to work on developing their: visual, hearing, gustatory, olfactory and tactile ability, as soon as: temperature variation, humidity sensation, and so on.

How does this capture occur?

Human body has sensor elements, all over the body.

Each one of them has a special feature, but all of them have something in common.

All of them transform the external signals into electric signals and send these signals to the brain.

There are sensors transforming incoming sound waves into electric pulses. They are located into the cochlea.

There are sensors transforming light rays into electric pulses. They are located in the retina at the back of the eyes.

There are two types: The rod cells get luminosity; The cone cells get color frequencies.

In order to identify smell and taste there are the chemical cells located on the tongue and nostrils.

All over the skin, there are sensors that detect the tactile sensations (pressure and friction).

There are, as well, special cells detecting temperature variations and humidity.

It is possible we have other transforming cell types but they are out from current scientific knowledge.

All those electrical pulses goes to the neural networks inside the brain. These neural networks process these signals and transform them into world understanding. This creates knowledge and develops the ability to learn.

All these sensor elements as soon as the neural networks are in the stage of developing inside children brain.

It is very common differences between children’s cognitive development. Some children have more difficult than others do.

Our function, in this case, is to create all kind of: exercises, games, hobbies and amusements, in order to stimulate their sensors development.

To stimulate sensor elements means to develop the entire brain, expanding their cognitive ability and the correct world understanding.

In order to avoid teachers forgot some of the sensor elements; we have prepared a schedule table, directed to childhood education schools. It is easy: we should work one sensor element each month.

This is the table:

January – temperature and humidity

February – Vision

March – hearing

April – tactile sensation

May – smell

June – taste

And repeat all from july.

We can extract ideas for such activities, for example, from psycho development exercises.

Teachers have to develop their own creativity to use all resources at their disposal.

One very interesting example is the Garden of Sensations, at Curitiba, city of Paraná State, in Brazil.

This Garden has exposed several species of plants and flowers, for blind people “see by hands” and smell.

A metal handrail supports blind or low vision people. In front of each plant or flower there is a card written in braille.

Some schools send their students to visit the garden. They can understand the perception difficulties of blind people.

As you can see, there can be quite a lot of ideas. We are free to create strategies, exercises, games, hobbies and all kind of amusements.

For hearing exercises, it is very important to do it at low level, but using all frequencies we can achieve.

To change direction of the sound source is a good way to develop telemetry ability.

People think about baby rattle, little bells, and sound mobiles. They are very interesting, we know that, and I have already used it.

However, we cannot forget classic melodies are very interesting as well, mainly because of their frequencies and the harmony.

Olfactory exercises are very good, mainly for boys. They usually have much more difficult than girls do, in differentiate smells.

Taste exercises are more difficult to do due to the large number of children with food intolerance.

Paintings, modeling, drawings, and so on, are good vision exercises.

One other good advantage using these exercises is the opportunity to detect difficulties on children perception processing, like dyscalculia, dyslexia and so on.

Science: Talking about some challenges

When Röerich Institute called me to attend a round table on science, art and spirituality based on studies of Agni Yoga, I have imagined that the right thing to talk would be a presentation of my practical proposition to optimize the ethical development of Science.

I start my address, by talking about a big challenge we find every day when we are working with scientific studies.

Researchers cannot choose their own way of research, because they only get sponsors if their studies point to financial gain.

Does not matter if the study points do save people from difficulties and disabilities, like autism, Down syndrome and other disorders.

This bad way of sponsoring science researches has terrible consequences all around the world, like abandoned children and teens with their cognitive difficulties and disabilities, simply because there is no interest at all in conducting serious research to solve their problems.

We can see science is losing crucial time!

If we go ahead forgetting those children with neuropsychiatric difficulties, we will be cooperating to destruct what we still have of humanity and happiness.

Can we change these scientists’ minds? Can interfere with the way of getting research funding?

If the answer is yes, do so.

If the answer is no, we need start educating and training people to start a new way of thinking.

This is the ethical way, this is the full responsible way, this will be thinking for the sake of others.

Can we do this with adults? It would be too much difficult! We have to start this with children and teens!

What is the best way to achieve children and teens? Would be only by teaching them about ethics, moral, responsibility?

Although we need teach them all of this, we all know general media is educating them the other way instead.

Moreover, we already know the power of the media inside children and teens way of thinking!

We need new ways to reach them.

My proposal is not a theoretical proposal, because I am still using it.

It starts by stimulating teachers to use all their creativity in order to develop strategies during their lessons time, not to teach the trues we need the students to learn, but stimulating them to look for these answers. They have to be sure they are achieving their own answers.

The most important point of these strategies is to dissimulate that we are pointing the way they should go, the way they should research and the answers they will get.

Children and teens will be very happy when see they are able to find their own answers, and they have to be sure we are only helping them when they need.

We all know it is not easy to change something from the mind of children and adolescents today.

So, let us list a few items:

  1. We have to stimulate their curiosity
  2. We have to be sure we are allowing and encouraging their creativity
  3. We have to recognize and praise their results stimulating them to go ahead

To assure we will have good results with all children, it will be very important to develop their brains, mainly boy’s brains, because of their small developing of their right side, the emotional one.

What does this preparation mean? We have to start harmony recovering of their brains functioning.

The masculine way of developing the mind put more work on the left side brain, the logic part of it.

The feminine way of developing is much more harmonic, developing both sides at the same time.

The result of it is that boys do not have a global way of thinking, but a logic way. In addition, they have less humanity feelings than the girl does.

We have to change this!

As we have no time enough to explain how we are doing all of this, as my time is running out in 1 minute and twelve seconds, I give, as an example, one exercise we are doing:

Put boys to look the form, to study the names and smell a certain number of flowers disposed in front of them.

After this, we put blindfolds on them and ask each one to identify, by the smell, each one of the flowers.

Boys will develop their right side brain, starting a new concept of thinking in this competitive game.

We have quite a lot of experiences we are doing, some in order to develop the feminine way of thinking and some in order to develop the cognitive ability itself.

I am ready to help if you have any questions.

Thank you!