Andragogia com Roberto Andersen em IUPE Educação

Para entrar mais em detalhes sobre o assunto, eu recomendo a leitura dos livros de Erik Erikson, que foi o teórico que mais colaborou para o entendimento das necessidades básicas de satisfação do adulto e do idoso, enquanto os demais focaram mais no desenvolvimento do ser humano até os seus dezoito anos de idade.

Em meu livro AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO – PSICOPEDAGOGIA eu sintetizo os ensinamentos de Erik Erikson, fazendo um paralelo com Wallon, Freud, Piaget e Vygotsky.

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Educação inclusiva 03 – dinâmica grupal em sala de aula

Amigos,

Vamos falar de EDUCAÇÃO INCLUSIVA VERDADEIRA, suas maiores dificuldades e as melhores soluções.

LEMBREMOS SEMPRE DOS OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA:

1-Garantir que todos os dias o aluno especial aprenda mais alguma coisa a partir daquilo que ele já sabe, explorando suas habilidades, visando sua autossuficiência futura.

2-Preparar o aluno especial, assim como seus colegas normais, para que consigam ter uma convivência saudável e respeitosa, independentemente de suas características físicas ou psíquicas.

HOJE VEREMOS A DINÂMICA GRUPAL EM SALA:

Toda aula deve ser dada como se fosse uma aula para turmas multisseriadas em forma integrada, nunca em forma dividida, ou seja, nada de cada série virada para uma parede com um quadro, com professor se revezando, ora num quadro, ora em outro…
Muitisseriada real, onde o tema é o mesmo para todos, mas a abordagem do tema é que estará dentro do nível de cada um dos alunos.

Os desenhos são os mesmos, assim como as ilustrações, e a importância do tema também deve ser apresentada de forma que seja bem entendido por todos os níveis.

Obviamente já se percebe que o professor não poderá dar essa aula inteira de forma expositiva, já que assim ele só alcançara uma parte da turma.

Por isso, vamos ver por partes:

Parte 1 da aula:

O professor faz o marketing do assunto da aula, para toda a turma, inclusive os especiais, em uma linguagem que todos entendam e de forma que todos se entusiasmem pelo assunto.

Parte 2 da aula:

O professor separa os alunos em grupos operativos, entregando para cada grupo o questionário do estudo dirigido a ser executado a partir daquele momento.
Os grupos iniciam a resolução dos seus questionários.

Parte 3 da aula:

O professor visita cada grupo para estimular o trabalho, observar o desempenho de cada aluno em seu grupo e identificar as dificuldades e dúvidas.

Parte 4 da aula:

A cada dificuldade encontrada por um grupo o professor interrompe o trabalho de todos, vai para o quadro, e explica a dúvida de um grupo para toda a turma.

Se a dificuldade encontrada for no grupo de alunos especiais o professor tanto pode tirar a dúvida no próprio grupo, como pode, a depender da dúvida, também socializá-la para a turma toda.

Observação importante:

O estudo dirigido deve ser preparado de tal forma que ocupe todo o tempo da aula, para que os alunos se sintam produtivos durante todo esse período.

Detalhes:

-Os estudos dirigidos para os alunos especiais deverão ter o mesmo formato e os mesmos desenhos, de forma que pareçam com os dos demais alunos, mas com as questões dentro de seus respectivos níveis de entendimento.

-No grupo dos alunos especiais serão sempre inseridos alunos “normais”, em revezamento, escolhidos entre os melhores daquela matéria, mas que receberão o mesmo questionário dos incluídos, para que todos, no grupo, se sintam realizando a mesma tarefa.

-Esses alunos são os alunos agentes de inclusão do dia, e serão preparados para isso pelo professor ou pelo psicopedagogo da escola.

-Esses alunos “normais” deverão ser escolhidos entre aqueles que já têm o hábito de estudar em casa e de pesquisar e que, portanto, estarem dedicados a acompanhar seus colegas especiais em uma aula, não fará nenhuma diferença para eles.

-Para facilitar a inclusão social dos especiais em relação a todos os seus colegas de sala, uma questão final do estudo dirigido poderá ser uma questão lúdica igual para todos, sejam alunos especiais ou normais, para que haja a possibilidade de que, todos, sem exceção, possam realiza-la divertidamente, em total congraçamento.

IUPE Educação: Como estimular a memória e desenvolver a inteligência

ESTIMULANDO A MEMÓRIA

Amigos,

Vamos conversar sobre três dicas simples, mas eficazes, para estimular a nossa memória e a de nossos filhos e alunos.

É sempre bom lembrar que todas as habilidades cerebrais são fruto de uma programação, como em um computador. Algumas dessas programações já vêm de fábrica, mas uma boa parte delas é realizada por nós mesmos, durante nossa vida.

Por nós mesmos ou por alguns agentes externos, como os amigos, a sociedade ou a mídia.

Vamos enfocar as três dicas básicas:

A primeira dica podemos chamar de: CARPE DIEM

Para quem já assistiu ao filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, é bem claro:

Se dedicar integralmente ao momento presente de sua vida, curtindo com prazer, todos os detalhes.

Veja que é muito comum as pessoas saírem do trabalho para casa ou vice-versa, sem prestar a mínima atenção ao trajeto, ficando com a mente presa aos problemas de casa ou do trabalho.

Se, em vez disso, você presta atenção às imagens, aos sons, aos aromas, às conversas, ao meio ambiente e às pessoas, você estará alimentando a memória com informações importantes e variadas e, além disso, estará programando seu cérebro para manter a memória em atividade permanente.

A segunda dica é a de OBSERVAÇÃO ATIVA

Quantas vezes estamos em uma fila de Banco ou de algum consultório ou outra instituição qualquer, aguardando a vez de sermos atendidos e ficamos irritados com a demora?

Se, em vez dessa irritação, dedicarmos essa espera a estimular a OBSERVAÇÃO ATIVA, estaremos estimulando a expansão da nossa memória principal.

Como fazer isso?

Observe todo o ambiente à sus frente, com o máximo possível de detalhes, incluindo os sons dos equipamentos.

Feche os olhos e tente reproduzir tudo em uma imagem mental.

Abra os olhos e confira.

Repita até alcançar a maior perfeição possível nessa montagem virtual da imagem do ambiente.

Sua memória estará sendo expandida e estimulada.

A terceira dica é a do DITADO MEMORIZADO

Essa dica completa as demais.

Ela é mais fácil de ser aplicada nas escolas, em salas de aula, já que é, nada mais, nada menos, que um ditado, mas um ditado com intervalo de construção e estímulo da memória de trabalho.

Basta mandar os alunos apenas prestarem atenção à frase ditada, sem escrever nada até que a mesma frase seja repetida pela segunda vez.

Assim eles se concentram na memorização da frase, por duas ou três vezes, e só escrevem ao receberem a ordem.

Essa última dica vai evoluindo, semana a semana, até que a frase possa ser ditada apenas uma vez.

Pronto!

Com essas três dicas estaremos desenvolvendo, expandindo e estimulando a memória.

Agora é só praticar!

Dúvidas, sugestões ou comentários?

Entre em contato por e-mail.

ROBERTOANDERSEN@GMAIL.COM

Ou, se achar mais prático, pelo WhatsApp:

(71) 9913-5956

As bases das nossas metodologias estão em nossos livros.

Para adquirir basta entrar em nosso portal e clicar na capa de um deles.

IUPE.WEBNODE.COM

Forte abraço a todos.

Vídeo no nosso canal:

IUPE Educação: Criando a inteligência

Amigos,

Todos queremos que nossos filhos e alunos sejam inteligentes, tenham boa memória para arquivar conhecimento e saibam utilizar tudo isso com sabedoria.

E a melhor notícia é que todas as pessoas nascem com aproximadamente a mesma potencialidade intelectual e, portanto, todas podem alcançar tudo isso com facilidade!

Entretanto, durante todo o processo de formação do ser humano, cada um vai desenvolver mais ou menos capacidade de raciocínio, memória, atenção, entendimento, compreensão, elaboração e criatividade.

Por que essas diferenças acontecem?

As diferenças são fruto das diferentes formas como essa pessoa se relaciona com o mundo à sua volta e se interessa por ele, incluindo aí a observação do outro, a capacidade de ouvir o outro e, principalmente, a capacidade de compreender as ideias do outro e de analisar essas ideias em relação à sua própria forma de ver o mundo.

Aquilo que vemos, ouvimos e sentimos e, mais ainda, aquilo que o outro diz, faz e até mesmo o que o outro pensa, tudo isso é de fundamental importância para o desenvolvimento de nossa capacidade de percepção dos assuntos e dos fatos ao nosso redor.

Assim ocorre em uma aula, uma palestra, uma conferência, assim como na leitura de um livro ou ao assistirmos a um filme.

Mas perceber é apenas parte do processo. O processo inteiro inclui perceber, entender, compreender e aprender.

Percebemos ao ver, ouvir e sentir. Entendemos ao processar o que é percebido. Compreendemos quando conseguimos fazer comparações com o que já conhecemos. E aprendemos quando a compreensão se transforma em memória definitiva, ou consolidada.

E para todo esse processo funcionar perfeitamente, basta seguir algumas dicas bem simples:

Primeira dica: O SONO

O período do sono é o mais importante para o desenvolvimento da inteligência e, portanto, para o aprendizado e a memória.

É só durante o sono que o ser humano consegue construir a sua memória consolidada, com as informações que ele captou e processou durante o dia.

Esse período do sono, para ser completo, deve ter oito horas de duração, para adolescentes e no mínimo seis horas para adultos.

Mas não é só dormir…

Alguns procedimentos são necessários para que o sono transcorra normalmente. Entre eles:

Desligar TV, computador e smartphone, pelo menos meia hora antes de dormir.

Assegurar-se de que a última refeição foi leve e que já se passou mais de uma hora de seu término.

Olhar a hora que está indo dormir e planejar a hora que você precisa acordar.

Durante o sono a máquina cerebral se encarregará de construir toda a memória consolidada, memorizando todas as informações, que foram consideradas importantes, nas áreas correspondentes do córtex cerebral.

(Os detalhes desse processo, para quem gosta de neurociência, estão à disposição em nossos cursos)

Segunda dica: REGISTRAR O QUE É IMPORTANTE

Conforme você viu, o cérebro arquiva na memória consolidada tudo o que foi considerado importante.

Mas como podemos definir, para nosso cérebro, o que é importante, dentro de tudo o que foi captado durante o dia?

É simples demais!

Basta escrever o que você entendeu sobre os assuntos importantes. Vale também fazer um resumo ou um fichamento.

O importante é que você use as mãos escrevendo alguma coisa relacionada ao que é importante.

Esse comando motor ativa todo o córtex cerebral e define que aquele assunto é importante para ser gravado na memória consolidada.

Terceira dica: LER ANTES O ASSUNTO QUE SERÁ ENSINADO

A leitura, na véspera, dos assuntos que serão tratados em aulas, palestras ou conferências, facilita a percepção, o entendimento e a compreensão, além de possibilitar o aparecimento de dúvidas conscientes.

Não ter lido nada sobre o assunto pode trazer dúvidas sobre a totalidade, do tipo: “Não entendi nada! ” São dúvidas difíceis de serem respondidas pelo professor ou palestrante!

Pronto!

Agora estamos prontos para desenvolver a inteligência!

Leu o assunto antes.

Assistiu à aula ou palestra já com a capacidade de ter dúvidas ou até de interagir.

Escreveu sobre o assunto ou fez um resumo ou fichamento.

Agora o processo não é mais com você, mas sim com o seu cérebro que, durante o sono, automaticamente, vai transferir tudo o que foi considerado importante, para a memória consolidada no córtex cerebral.

Está completo o ciclo da formação da memória, do conhecimento, da inteligência e da sabedoria!

Qualquer dúvida escreva para mim:

robertoandersen@gmail.com

Os livros sobre esses assuntos estão à venda em nosso colégio, o COLÉGIO IUPE, na Avenida Monteiro, 19, entre a Liberdade e o Largo do Tanque, em Salvador.

Pode também pedir pelo correio. Basta entrar no nosso BLOG e clique na capa de um deles:

robertoandersen.blogspot.com

Dúvidas urgentes?

Mande pelo whatsapp:

(71) 9913-5956

Forte abraço e até o próximo encontro.